Duplo Risco (1999)

 

Título original – Double Jeopardy

 

Cativante par protagonista, numa história clássica sobre fuga e caça ao falso culpado, com um original twist legal.

 

Libby e Nick formam um casal feliz.

Uma noite idílica num iate transforma-se num pesadelo – Libby acorda cheia de sangue e Nick desapareceu.

A investigação dá Nick como morto (por assassínio) e o julgamento determina Libby como culpada.

Mas Libby descobre que tudo foi um esquema de forma a fazer dela um bode expiatório.

Libby move-se no sentido de se vingar.

Eis um “The Fugitive” no feminino.

Até Tommy Lee Jones anda por aqui. Numa quase repetição do U.S. Marshal Samuel Gerard (visto em “The Fugitive” e no spin-off “U.S. Marshals”).

Também há uma conspiração à volta do crime e da falsa culpada, mas aqui coloca-se um twist no que diz respeito à vítima, dando também origem a um pormenor legal que justifica a revanche final.

Nada de novo, portanto?

Não.

Mas há entretenimento na trama, comoção pelo drama daquela mulher, surpresa na reviravolta e regozijo na vingança ao abrigo da Lei.

E até há uma ligeira incursão no género prison movie, no feminino, mas sem voyeurismos.

Faltou foi algo de mais galvanizante na trama, um ritmo mais tenso, um maior desespero na protagonista, mais tenacidade no perseguidor, um mais “driblado” jogo de gato-e-rato, um look mais cinematográfico.

Nada de mau a apontar, mas o filme nada de notável tem a destacar perante a concorrência.

Bruce Beresford dirige com eficácia, mas num tom praticamente televisivo.

Tommy Lee Jones mostrou em “The Fugitive” a sua destreza para caçador de fugitivos. Aqui repete-a, sem procurar trazer algo de novo. No início parece algo aborrecido, mas à medida que vai descobrindo os meandros da trama já parece divertido com o seu trabalho. Mas não deixa de parecer ser Samuel Gerard numa nova caçada.

Bruce Greenwood convence como vigarista, criando sempre desconfiança no espectador e simpatia em terceiros.

 

Ashley Judd é a dominadora do filme. Entrega sensibilidade maternal, feminina, emoção e atitude vingativa, embrulhando tudo em muito sex appeal.

Um escorreito, simples e entretido thriller à volta do eterno e versátil tema do falso culpado.

 

Vê-se muito bem.

 

“Double Jeopardy” tem edição portuguesa e anda a bom preço.

Realizador: Bruce Beresford

Argumentistas: David Weisberg, Douglas Cook

Elenco: Ashley Judd, Tommy Lee Jones, Bruce Greenwood, Annabeth Gish, Benjamin Weir, Roma Maffia

 

Trailer

 

Clips

 

Orçamento – 50 milhões de Dólares

Bilheteira – 116 milhões de Dólares (USA); 177 (mundial)

 

Ashley Judd foi a “Actriz Favorita – Suspense”, nos Blockbuster Entertainment 2000.

Jodie Foster tinha sido a eleita como protagonista, mas depois desistiu devido ao avanço da sua gravidez (o futuro mostraria a destreza de Jodie como action heroine – “Panic Room”, “Flightplan”, “The Brave One”).

Michelle Pfeiffer, Meg Ryan e Brooke Shields foram consideradas.

 

Greg Kinnear foi convidado, mas recusou. O seu personagem foi para Bruce Greenwood.

Reecontro entre Ashley Judd e Roma Maffia, depois de “Kiss The Girls” (1997).

 

Robert Benton fez algumas acções na elaboração do argumento final.

Tommy Lee Jones recebeu 10 milhões de Dólares de salário. O seu nome aparece primeiro no genérico, mas o seu personagem é secundário, estando presente em 2/3 da narrativa.

 

Filmado em Vancouver.

 

O “buraco” na lei americana que o filme aborda é verdadeiro (ninguém pode ser condenado uma segunda vez pelo mesmo exacto crime). O argumento toma algumas liberdades face a tal (a vingança de Libby), pois o tal “buraco” não legitima que se cometa verdadeiramente o crime pelo qual já se cumpriu pena.

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