Fast & Furious – A Saga

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Esta semana (dia 23 Maio) estreia o mais recente episódio (o 6) de “The Fast and The Furious”, uma das mais populares sagas cinematográficas da actualidade, ícone incontornável da pop culture contemporânea.

Aceleremos numa veloz visita o passado, para se perceber que caminhos nos levam aqui:

The Fast and The Furious - Poster 2

The Fast and The Furious – Velocidade Furiosa (2001)

Tudo começou com a leitura de um artigo jornalístico sobre corridas de rua.

Sob a máscara de um remake (ainda que não assumido) de “Point Break” (basta substituir o surf pelos carros), o filme conta a história de um jovem polícia que se infiltra num gang de corridas ilegais de automóveis. Fascinado por tal mundo (para além dos bólides, há também muita e bela curva feminina), o “herói” divide a sua lealdade entre o sistema e o “admirável mundo novo”.

Apesar dos bons meios de produção, o filme é um puro Série B, na melhor tradição do género.

Rob Cohen (“Dragonheart”) dirige com competência e eficácia, com uma estética adequada aos tempos modernos, investindo tudo na acção automóvel.

É certo que o filme consola os olhinhos do menino (muitas beldades em trajes curtos e justos) e da menina (muito músculo e bronzes), mas o destaque é mesmo para as cenas de acção automobilística que são do melhor e mais (rigorosamente) coreografado e executado desde a magnífica saga “Mad Max”.

Vin Diesel, Paul Walker, Jordana Brewster e Michelle Rodriguez (grande kick-ass lady) aceleravam para o estrelato.

Somos apresentados a Dom, Brian, Mia e Letty, os primeiros protagonistas da saga.

Trailer

2 Fast 2 Furious - Poster 1

2 Fast 2 Furious – Velocidade Mais Furiosa (2003)

Rob Cohen chamou Vin Diesel para “xXx”, com o qual queriam dar um twist radical ao conceito de 007.

Para a sequela fica apenas Paul Walker e o argumento tenta desenvolver o seu personagem e o seu passado.

Para ser reintegrado na polícia (foi considerado um outlaw devido a ter dado uma ajudinha a Dom, no final do filme anterior), Brian deve-se infiltrar num gang comandado por um perigoso rei do crime de Miami. Brian faz parceria com um antigo amigo de infância.

John Singleton (“Boyz in the Hood”, “Shaft” versão 200) assina a realização, com a eficácia e poder de espectáculo que se exigia.

Não tem a garra do anterior, mas é um grande entretenimento, vistoso (a vívida fotografia e os ambientes de Miami fazem-no parecer um episódio automobilístico de “Miami Vice”).

A beleza feminina está a cargo de Eva Mendes, a interpretar a agente Monica Fuentes, que voltaria à saga, num pequeno e importante momento.

Em cena também entram Tej, um desenrascado do mundo das street races e Roman, antigo amigo de infância de Brian. Ambos regressariam mais tarde.

Trailer

The Fast and The Furious - Tokyo Drift - Poster 2

The Fast and The Furious – Tokyo Drift – Velocidade Furiosa – Ligação Tóquio (2006)

É o filme que marca a chegada de Chris Morgan (argumentista) e Justin Lin (realizador), que se manteriam constantes na saga.

Mudança total na saga. Novos personagens (adolescentes), conceito (disputas dos meninos pelas meninas) e local (a cidade de Tóquio).

Um jovem rebelde é enviado para a cidade de Tóquio. A inserção não é fácil. Mas tudo parece ter bom rumo ao desenvolver uma amizade com uma beldade da escola. Mas a menina é desejada por um líder (com ligações à Yakuza) de um gang que se dedica ao drift. O coração da menina será entregue ao vencedor de uma corrida entre os dois “galos”.

A história parece um “´Romeo & Juliet` + ´Rebel Without a Cause` on wheels”, o que causou alguma desilusão entre os fãs da saga.

Mesmo assim, há suficiente, (bem) acelerada e espectacular acção automóvel (a corrida nas ruas de Tóquio e a corrida final na estrada de montanha) para bom entretenimento e a paisagem (fascinante) de Tóquio é envolvente.

Atenção ao cameo de Vin Diesel, no final, que nos mostra que os seus conhecimentos humanos chegavam ao Oriente.

Somos apresentados a Han (Sung Kang), um sul-coreano com jeito para a condução, que voltaria à saga. Perante o seu destino neste filme, pode-se pensar em paradoxo. Mas o argumentista Chris Morgan defende-se ao dizer que os eventos dos episódios seguintes são anteriores aos do terceiro episódio.

(chama-se a isto Escrita Criativa, carago)

Trailer

Fast & Furious - Poster 1

Fast & Furious – Velozes e Furiosos (2009)

Sensíveis às críticas dos fãs, estúdio e produtores optaram por continuar a saga a partir do filme original.

A tagline era “New Model. Original Parts”.

Vin Diesel, Paul Walker, Jordana Brewster e Michelle Rodriguez regressavam para regozijo dos fãs.

Diesel queria que a saga seguisse em continuidade face ao primeiro episódio (em vez de aventuras autónomas e sem ligação) e cada novo episódio mantivesse essa linha narrativa. Conseguiu e este novo episódio inicia uma trilogia que se vai encerrar (dentro deste ciclo narrativo) com o final do sexto episódio.

Dom, Brian, Mia e Letty voltavam a assumir protagonismo. De volta estava também Han (aparece na cena inicial, para depois partir para Tóquio – ora aqui está a dita relação com o episódio 3). Em cena entram dois “cromos” hispânicos e Gisele (a incandescente Gal Gadot), uma “secretária” do mundo do crime que fica pelo beicinho por Dom (este resiste, mas não se inibe de a salvar).

Depois de um espectacular prólogo na República Dominicana (onde descobrimos Dom e Letty em permanente actividade de heists – desta vez, a gasolina, o que até nos dava jeito), seguimos para novas peripécias de Brian (já reintegrado na forças policiais) em busca de Dom. O encontro entre ambos é tenso e descobre-se que Letty morreu. Brian pede ajuda a Dom e a ele é-lhe oferecido um perdão no apoio à caça de um grupo que trafica droga.

Grupo original reunido, muita fúria e velocidade nas cenas de acção automobilística (a corrida-teste pelas ruas de L.A.), mas sente-se uma presença (desnecessária e demasiado óbvia) de efeitos CGI nalgumas cenas (a corrida pelos túneis), que antagonizavam o tom “real” dos momentos carmageddon que caracterizavam a saga.

Novidade – final em cliffhanger e expectativa na continuação.

Mas os produtores e estúdios voltariam a estar atentos às críticas dos fãs.

Trailer

Fast 5 - Poster 2

Fast 5 – Velocidade Furiosa 5 (2011)

(chegou a ter subtítulo – “Rio Heist”)

Habitualmente muita saga ressente-se já ao terceiro episódio (aqui aconteceu o mesmo), mas quantas são capazes de se revitalizar nos episódios seguintes?

Com este quinto episódio, a saga dá uma lição de energia, como se tivesse recebido uns aditivos.

Este quinto episódio é o mais longo (supera as duas horas, mas nem se dá por isso) e foi o de maior sucesso.

(Quase) Todo o gang dos filmes anteriores está aqui reunido (Dom, Brian, Mia, Tej, Roman, Han, Gisele) a história tem mais contornos (parece a Season 4 do “Prison Break” sobre rodas), o grupo enfrenta mais desafios (são perseguidos pela lei e pelo crime, tendo que se adaptar à chegada de um novo elemento), sempre de prego a fundo nos seus trunfos – belas meninas (a Jordana e Gal – atenção ao seu “desfile” em bikini para captar a atenção do vilão – junta-se Elsa Pataky – a agente Elena Neves, que fica caidinha por Dom – são sonhos sensuais a alta velocidade), bólides velozes, prodigiosas stunts.

Depois da libertação de Dom (o filme começa com a conclusão da cena antecipada no final do quarto episódio), o grupo encontra-se no Brasil, na cidade do Rio, para um novo começo de vida. Mas um dos elementos (Vince, vindo do primeiro filme) envolve-se com um mafioso local. Este vinga-se, mas o grupo prepara-lhe uma grande golpada (este quinto episódio envereda pelo género da heist movie).

Há uma tentativa (bem conseguida) de dar mais ênfase ao lado humano, à união e amizade do grupo, mostrando como uma família, o que pode dar frutos nos episódios futuros (tendo em conta que o grupo vai crescer com um novo e petiz elemento). O humor funciona sempre bem. Os actores cumprem com a honestidade adequada a este produto.

Mas é óbvio que quando se vai ver um episódio desta saga, o que se quer são estonteantes cenas de acção automobilística. “Fast 5” não desilude. O rápido & furioso salvamento inicial (de onde se retira Dom de uma futura e longa estadia no “hotel das barras cinzentas”), passando ao incrível assalto no comboio (que culmina com um mergulho no abismo, que faz de semelhante momento com “Thelma & Louise” uma brincadeira de crianças), até à perseguição e tiroteio na favela, tudo parece superar o já visto. Mas o que fica na memória e vai ficar na história é a perseguição final nas ruas do Rio. Nunca se viu algo assim. Talvez a mais arrasadora e demolidora perseguição automobilística desde a cena dos camiões em “License to Kill” (notável filme 007, nem sempre devidamente apreciado). Como bónus, um viril e musculado embate entre os dois maiores “rochedos” do cinema de acção actual – Vin Diesel e Dwayne Johnson (uma das grande novidades da saga, como o implacável agente Luke Hobbs).

Michael Bay até pode ser o rei das bilheteiras com o seu estilo, mas não está isento de rivais à altura. Justin Lin mostra ser o realizador adequado à saga, sabendo equilibrar o seu carinho pelas personagens com a energia nas cenas de acção, dando provas que pode ficar com o lugar que Renny Harlin (“Die Hard 2”, “Cliffhanger”) deixou fugir dentro deste tipo de produção.

A Sexta Velocidade já estava anunciada dias antes da estreia nos USA. Durante o genérico final, o argumentista Chris Morgan (que se confirma como o homem certo para a saga) reserva-nos uma estonteante reviravolta (tenham bem em memória o episódio 4 e o que “acontece” a uma personagem central; é a agente Monica Fuentes – vinda do episodio 2 – que nos traz a “boa nova”) que pode fazer com que muita coisa mude no próximo episódio. Não esquecendo que o novo elemento do grupo vai precisar de “velocidade carinhosa”, muitas são as dúvidas e expectativas.

Um grande momento de cinema de acção e de entretenimento, escapista, bem à altura da saga, sendo o seu melhor episódio.

Trailer

Fast & Furious 6 - Poster 3

Fast & Furious 6 – Velocidade Furiosa 6 (2013)

Perante o nível de espectáculo atingido no episódio anterior, as exigências e expectativas são grandes para este novo episódio.

Vin Diesel, Paul Walker e Jordana Brewster permanecem. Michelle Rodriguez está de volta (vamos qual a “desculpa”), Dwayne Johnson continua em cena e as “bombas” dos filmes anteriores (Gal Gadot e Elsa Pataky) continuam a embelezar a saga. Os personagens Han, Roman e Tej estão convidados. Gina Carano é a grande novidade e já se sabe que vai haver uma luta épica entre ela e Michelle.

A perseguição na auto-estrada promete superar o carmageddon do final do episódio 5.

E ainda há um festival “carrográfico” de grandes bólides – Dodge Daytona de 69, Ford Escort Mark 1 de 78, Jensen Interceptor de 73, Subaru Impreza STI, Dodge Challenger, Aston Martin DB9 e Vanquish, Lucra, Plymouth Barracuda de 70, Ferrari Enzo, Ferrari F430, Mercedes Classe G, BMW Série 5 E60, Nissan GT-R  e um ALFA Romeo Giulietta. Ufff. Caray!!!. Deixem-me respirar.

Também se sabe que o novo filme termina em cliffhanger (uau, qual será?). Mas não desesperemos pela espera do novo capítulo.

Trailer

Os carros de “Fast & Furious 6”

A luta entre Gina e Michelle

A perseguição final com o tanque

(fuckin`A)

O making of dessa cena

(filmado em Tenerife)

“Fast & Furious 7” (2014)

“Fast & Furious 7” já inicia filmagens neste Verão para estreia no Verão 2014, para o qual se anuncia como o início de uma nova trilogia, com novos e surpreendentes contornos. Há um novo vilão que se antecipa durante o genérico final de “”Fast & Furious 6” (portanto, não saiam das salas durante este momento). Justin Lin sai de cena (afirma-se já cansado e a precisar de descanso, e quer meter-se em novos desafios) e vai ser substituído por James Wan (perito em terror – “Saw”, “Dead Silence”, “Insidious”, “The Conjuring” e “Insidious 2”; os dois últimos estreiam no final de 2013 – mas já deu um jeitinho na acção – “Death Sentence”).

Grande parte do elenco está convocado, mas ainda se aguardam confirmações e novidades.

 

Vroom, vroom.

Ride or Die, Dude.

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