Planet of the Apes – A Saga Original

Planet of the Apes - Saga Logo 1

A nova saga (entre a prequela/reboot/origin story) começou em 2011, está a continuar nas salas e deve terminar no Verão de 2016.

Um bom motivo para se (re)visitar as raízes deste interessante mundo.

 

Planet of the Apes - Poster 3

Planet of the Apes – O Homem Que Veio do Futuro (1968)

 

O filme que tudo começa.

 

Um grupo de astronautas procura regressar à Terra, terminada a sua missão espacial a Marte.

Mas um azar obriga-os a uma aterragem de emergência num planeta. Deserto e com atmosfera respirável, o planeta nada parece ter de especial ou diferente. Mas…

O grupo descobre que o planeta é regido por símios evoluídos, organizados, capazes de falar e com enorme inteligência.

E os humanos?

São idiotas, sem inteligência, não falam e só servem para experiências científicas, trabalho escravo e como entretenimento (são objecto de caça).

Taylor, o líder dos astronautas, é capturado e ganha a estima da cientista Dra. Zira e do antropólogo Dr. Cornelius.

Mas a verdade do planeta é bem mais assustadora.

Planet of the Apes (1968)

“Planet of the Apes” é um verdadeiro jardim zoológico à solta. Mas de forma invertida. Os símios reinam, falam e são inteligentes. Os humanos são idiotas, mudos e usados para diversão.

O filme consegue ser uma muito inteligente parábola invertida sobre a Teoria da Evolução.

Vários pormenores curiosos – os médicos que tratam os humanos são veterinários, acredita-se que os humanos são criaturas de aprendizagem limitada, que sejam monógamos, descendam dos símios e não têm direitos.

Também há inteligentes referências bíblicas (mas invertidas, claro) – o Todo-O-Poderoso criou o símio à sua imagem, os símios regem-se por um pergaminho sagrado, fala-se de Fé e Ciência.

Como qualquer bom filme de sci-fi que se preze, provoca, assusta, reflecte e convida o espectador a pensar.

Mas o filme também pode ser visto como uma tragédia humana. A tragédia de um homem (Taylor), que já pouco crédito dá à Humanidade (o filme começa com ele a interrogar-se sobre o Homem e o Mundo) e procura um novo passo evolutivo. Encontra-o, mas paga um preço.

Planet of the Apes - screenshot 3

Excelente uso da paisagem, mas o realizador consegue também dar uma certa sensação de cerco e claustrofobia apesar de haver tanto espaço.

Os símios demoram a entrar em cena. Mas até lá, o realizador deixa uma atmosfera de vazio, mas também de mistério, levando-nos a sentir que algo estranho vai acontecer de repente.

Hábil criação de suspense (o roubo das roupas no lago), de medo (a aparição dos espantalhos), da expectativa (quando se dá o ataque aos humanos, os atacantes são mostrados por detrás e à distância, sem se ver os rostos; quando se julga que o filme terminou, fica a sensação que ainda há algo mais poderoso e com impacto está para surgir).

O grande Jerry Goldsmith assina uma excelente partitura musical. Goldsmith regressaria para o terceiro filme, com mais um óptimo trabalho.

Muito bom trabalho de cenografia.

Mas o que impressiona e fica na História é o magnífico trabalho de caracterização. As máscaras dos símios definem raças, sexos, personalidade e têm vida (a expressividade dos rostos e a mobilidade dos lábios).

Para a História também fica a frase de Charlton Heston – “Take your stinky paws of me, you damn dirty ape”.

Como se fosse pouco, “Planet of the Apes” reserva-nos o mais inesperado, castigador, revelador, triste, “esclarecedor”, polémico e perturbador final do Cinema. Respostas e considerações à reflexão de cada um.

Um clássico absoluto da sci-fi e do Cinema. Um must.

MCDPLOF FE007

Realizador: Franklin J. Schaffner

Argumentistas: Michael Wilson, Rod Serling, a partir do livro de Pierre Boulle

Elenco: Charlton Heston, Roddy McDowall, Kim Hunter, James Whitmore, James Daly, Linda Harrison

 

Orçamento – cerca de 6 milhões de Dólares.

Receitas – 33 milhões de Dólares (USA).

Mercado doméstico – 15 milhões de Dólares (USA).

Planet of the Apes - screenshot 7

Trailer

 

O famoso final

(a ver só por quem conhece, OK?)

Planet of the Apes - screenshot 11

“Prémio Especial” para John Chambers (o homem que ajudou na “farsa” que foi explicada em “Argo”), nos Oscars 1969. O prémio foi dado por Walter Matthau e por um chimpanzé de smoking.

“Melhor Filme – Clássico”, nos Prémios Genesis 1996.

“Top Ten Film”, pela National Board of Review USA 1969.

“Filme a Preservar”, pela National Film Preservation Board USA 2001.

Planet of the Apes - backstage 1

Durante as pausas das filmagens, os actores que interpretavam símios organizavam-se de acordo com a espécie que interpretavam. Todos os actores-símios eram obrigados a manter as suas máscaras durante as pausas, dado o imenso tempo que demorava a colocá-las.

Roddy McDowall sugeriu que os actores-símios usassem tiques nas suas interpretações. McDowall ficou tão agarrado à sua caracterização, que chegava a conduzir para casa ainda com a sua máscara (algo que assustava os outros condutores).

Três finais foram pensados.

Charlton Heston chegou a adoecer (com gripe) durante as filmagens.

Ingrid Bergman recusou a personagem da Dra. Zira. Bergman arrepender-se-ia algum tempo depois.

Foi um dos primeiros filmes a alargar o seu mercado ao campo do merchandising – surgiram brinquedos, cromos, action figures, posters, lobbycards, livros, discos, comics.

Charlton Heston (Taylor) e Linda Harrison (Nova) são os únicos actores da saga original que apareceriam no remake de 2001.

A famosa frase “Take your stinking paws off me, you damned dirty ape” ficou classificada na posição 66 nas 100 citações cinematográficas, Segundo o American Film Institute.

Diz-se que Jerry Goldsmith chegou a usar uma máscara de gorila durante os trabalhos de composição e orquestração. Goldsmith queria assim aproximar-se do tom adequado ao filme (e aos símios).

Numa primeira versão do argumento, as mulheres não tinham peito. Mas tal ideia foi abandonada pelo estúdio (a Fox) para não incomodar a Censura.

Na época, Linda Harrison (Nova) tinha um caso com Richard D. Zanuck (produtor do filme). Casariam mais tarde. Perto do final das filmagens, Harrison estava já com a sua gravidez bem avançada. Graças a truques de enquadramento, a barriga era disfarçada.

Charlton Heston tem neste filme a sua primeira cena de nudez.

Kim Hunter sentia-se tão claustrofóbica dentro da máscara, que chegava a tomar Valium todas as manhãs, quando era caracterizada.

As raças de orangotangos e gorilas não têm fêmeas ao longo do filme.

John Chambers (o responsável pela caracterização) usou uma técnica que já vinha da Segunda Guerra para dar melhor aspecto a rostos desfigurados. Chambers analisou, durante imenso tempo, vários símios, de várias raças, no Zoo de Los Angeles.

Rod Serling (o genial criador da emblemática, mítica e igualmente genial série “The Twilight Zone”) escreveu a primeira versão do argumento. Descontentes com algumas coisas, a Fox contratou Michael Wilson para uma re-escrita. Uma das coisas que adicionou foi a cena de tribunal (Wilson tinha sido black-listed pela comissão McCarthy no tempo da “caça às bruxas”).

O som da nave a cair num lago do planeta vem da série “Batman” (também produzida pela Fox) a partir de efeitos criados para o Batmobile.

Pierre Boulle considerava o seu livro como o seu pior.

É preciso esperar cerca de 30 minutos até os símios surgirem em cena (e que impacto causam!!!).

A Fox estava algo receosa pelo aspecto dos símios. Uma test scene com Heston, Edward G. Robinson e James Brolin (só os últimos dois estavam caracterizados) convenceu os executivos. Custo da cena – 5.000 Dólares. Mesmo assim, o estúdio decidiu adiar a produção. Com o (enorme) sucesso de “Fantastic Voyage” (também da Fox), o estúdio acreditou que haveria público para sci-fi. Como tal, “Planet of the Apes” recebeu luz verde para produção. Contra o que se pretendia, Eddie G teve de ficar de fora devido a problemas cardíacos algo incompatíveis com a logística das filmagens e a caracterização que ia receber. Heston e Eddie G encontrar-se-iam em “Soylent Green” (outro clássico glorioso da sci-fi) que seria o último filme de Eddie G.

O lago é o Lake Powell, que apanha parte do Rio Colorado, na fronteira Utah-Arizona.

Os actores-símios comiam em frente a um espelho para analisarem alguma mudança na caracterização.

Os destroços da nave seriam usados em “The Illustrated Man”, “Escape from The Planet of The Apes” e na série televisiva “Planet of the Apes”.

O primeiro realizador a ver potencial no livro de Boulle foi Blake Edwards (a saga “The Pink Panther”). Edwards chamou Serling para escrever o argumento.

Planet of the Apes - backstage 2

A equipa de Chambers era composta por 80 pessoas.

No início, todos os astronautas eram homens, mas depois mudou-se um para mulher.

Ajustado à inflação, o filme está na História do Cinema por ser aquele que mais percentagem do orçamento teve para make-up – 17%.

A aldeia dos símios é inspirada em trabalhos de Antoni Gaudí e numa aldeia na Capadócia, Turquia.

O calor do Arizona era tal, que vários elementos do cast, crew e até o realizador desmaiaram.

O realizador Franklin J. Schaffner usou, deliberadamente, ângulos de câmara algo inabituais. O objectivo era criar o efeito desorientador que o personagem de Heston também sofria na sua “estadia”.

Heston era a primeira escolha do produtor Arthur P. Jacobs. Marlon Brando era o Plan B.

Heston tomou conhecimento com o livro depois de Jacobs lhe ter enviado uma cópia. Heston não ficou impressionado pelo livro, mas concordou que tinha bom potencial para filme.

No livro, os símios vivem numa sociedade altamente avançada do ponto de vista tecnológico. Schaffner quis alterar isso e criar um mundo mais primitivo. Tal também ajudou a baixar custos de produção.

Jacobs comprou os direitos do livro de Boulle ainda antes deste ser publicado.

Roddy McDowall (Cornelius) e Kim Hunter (Zira) passaram imenso tempo a estudar símios.

A primeira cena do filme (no interior da nave) foi a última a ser filmada.

J. Lee Thompson iria realizar o filme. Ele era um dos donos dos direitos. Teve de sair de cena para realizar “MacKenna`s Gold” (western actioner com Gregory Peck e Omar Sharif). Edwards também andou considerado, mas Schaffner foi sugerido por Heston, com quem tinha trabalhado no excelente “The Warlord”. Thompson entraria na saga nos episódios 4 e 5 (os últimos).

Ursula Andress, Raquel Welch e Angelique Pettyjohn foram consideradas para Nova. Recusaram por conflito de agenda e desinteresse no filme.

A Censura tentou alterar parte do monólogo da cena final, pois o personagem de Heston pede a Deus que se amaldiçoe os responsáveis pela verdade que ele acaba de descobrir.

Considerou-se a possibilidade de Nova ficar grávida (a actriz também estava), mas tal ideia foi abandonada.

O final do livro de Boulle é bastante diferente, com dois twists:

  • A acção passa-se noutro planeta. Ulisse (protagonista do livro; Taylor no filme) foge com Nova até à Terra e encontra o mesmo cenário evolutivo.
  • Tudo é contado em flash-back. Ulisse e Nova deixam a sua história escrita. O “conto” é encontrado por um casal (de chimpanzés) que deita o “conto” fora pois acham que os humanos não têm inteligência para escrever.

O final do filme foi sugerido por Serling. Sabe-se que Boulle não gostava da ideia, mas depois mudou de opinião, considerando-o até melhor que o do eu livro.

 

 

Beneath the Planet of the Apes - Poster 1

Beneath the Planet of the Apes – O Segredo do Planeta dos Macacos (1970)

 

A sequela.

Tenta ser continuação. Acaba por ser conclusão e quase um remake.

O que mais consegue é ser a (quase) desgraça da saga.

 

Brent é um astronauta que é enviado em busca de Taylor.

Segue a rota que Taylor tinha dado à Nasa e vai parar ao mesmo local. Para Brent, a descoberta daquele planeta tem o mesmo efeito que em Taylor. Mas Brent consegue receber a ajuda de Zira e Cornelius, encontra Nova e parte em busca de Taylor.

Encontra-o no sub-solo do planeta, onde descobre uma verdade que pode significar o fim dos símios, dos humanos e até do planeta.

Beneath the Planet of the Apes - screenshot 1

Começamos por ser introduzidos pelo final do filme anterior.

Mas a narrativa em vez de avançar com mais respostas sobre o planeta, acaba por ser um quase remake do filme anterior. A história repete os mesmos esquemas (astronauta chega ao planeta, descobre quem é quem, foge, tem ajuda, descobre verdade).

Há alguma continuidade (o destino de Taylor, o que há debaixo do planeta), mas de nada serve.

Mas quando a narrativa vai para beneath do planeta e revela o tal segredo, surgem umas criaturas idiotas com atitudes ainda mais imbecis (cerimoniais e veneração a uma bomba nuclear? a sério?). A ideia é interessante (há uma civilização que não mata o inimigo, leva-o a matar-se) e até perturbante (a adoração a armas de destruição), mas tudo nos é apresentado (em diálogos, interpretações e argumento) de forma tosca e banal.

A dita civilização e o dito segredo nada acrescentam à saga e ao conceito, limitando-se a atrasar a narrativa.

E depois há o final. Sim, tenta ter impacto, mas segue a via mais fácil e idiota de fazer um fim (aos eventos e à saga).

“Beneath the Planet of the Apes” nem para entretenimento serve.

Sobra o sempre excelente trabalho de caracterização.

O pior filme da saga.

Forte candidato a “O Pior Filme de Sempre”.

(e ainda há quem critique Ed Wood!!!)

Beneath the Planet of the Apes - screenshot 2

Realizador: Ted Post

Argumentista: Paul Dehn, Mort Abrahams

Elenco: James Franciscus, Kim Hunter, Maurice Evans, Linda Harrison, Natalie Trundy, Jeff Corey, Thomas Gomez, Gregory Sierra, Charlton Heston

 

Orçamento – 3 milhões de Dólares.

Bilheteiras – 17 milhões de Dólares (USA).

Mercado doméstico – 8.6 milhões de Dólares (USA).

 

Trailer

Beneath the Planet of the Apes - screenshot 3

Um primeiro argumento tinha sido escrito por Pierre Boulle, chamado “Planet of the Men”. Taylor liderava uma revolta contra os símios.

É o único filme da saga a não contar com Roddy McDowall (Cornelius). O actor já estava com a agenda ocupada e não pode participar. David Watson substituiu-o.

Deveria surgir um bebé híbrido, meio-homem, meio-símio. Os produtores desistiram da ideia, pois poderia original confusão e levar o filme a uma classificação etária mais adulta.

Orson Welles chegou a ser chamado para um personagem, mas recusou.

Burt Reynolds foi considerado para protagonista, mas os produtores preferiram James Franciscus por considerarem que ele tinha semelhanças a Charlton Heston.

Don Medford era o realizador escolhido, mas recusou mal soube da descida do orçamento.

Tentou-se Schaffner para a cadeira de realizador, mas ele estava ocupado com “Patton”.

Ted Post foi chamado. Devido ao seu curriculum em televisão, acreditava-se que ele filmaria rápido e barato. Post sempre que queixou que o argumento não fazia sentido.

Beneath the Planet of the Apes - screenshot 5

O orçamento caiu consideravelmente. Como tal, muitos dos actores-símios usavam máscaras vulgares em vez de um make-up mais elaborado.

A razão para a queda do orçamento prende-se com os problemas financeiros que a Fox atravessava na época, devido aos flops (imensos) de “Hello Dolly” e “Tora! Tora! Tora!”

Natalie Trundy, esposa do produtor Arthur P. Jacobs, estreia-se na saga. Participaria até ao fim. Interpretaria uma símia (episódios 4 e 5) e humana (episódios 2 e 3).

É o último filme de Thomas Gomez.

É o primeiro filme de Gregory Sierra.

Heston doeu o seu salário para caridade. Heston não tinha muita vontade em regressar. Mas exigiu que o seu plano de filmagens não ultrapassasse as duas semanas e que o seu personagem tivesse um determinado destino.

O final do filme foi sugerido por Heston, que assim acreditava que seria o fim da saga.

O argumento teve imensas re-escritas, uma delas pelo próprio actor James Franciscus.

Rod Serling foi chamado para escrever o argumento, mas o estúdio não gostou das suas ideias.

Um final alternativo foi pensado. Taylor, Brent e Nova conseguem fugir da cidade subterrânea e partem para a cidade-símia. Com a ajuda de Zira e Cornelius, libertam os humanos e todos juntos iniciam uma nova ordem no planeta. Séculos depois, veríamos símios e humanos a viver em harmonia.

 

 

 Escape fom the Planet of the Apes - Poster 1

Escape from the Planet of the Apes – Fuga do Planeta dos Macacos (1971)

 

Perante os eventos finais do filme anterior, este filme acaba por ser (quase) um reboot.

Perante os resultados (artísticos) do filme anterior, é um reerguer da saga. Ao seu melhor nível.

 

Apesar do desfecho dos eventos do filme anterior, Zira e Cornelius conseguem fugir. Viajam no tempo e aterram nos USA, no tempo actual (anos 70).

A sociedade, governo e autoridades estão em choque. E mais ainda quando sabem que o casal sabe falar, é civilizado e inteligente.

Zira e Cornelius ganham a simpatia da nação.

Mas durante uns interrogatórios, descobre-se que o futuro é negro para a Humanidade. E tudo pode começar com a chegada do filho do casal.

A ordem é imediata – esterilizar o casal e destruir o recém-nascido.

Zira e Cornelius fogem, a fim de se salvarem, salvar o petiz e salvar a espécie.

Escape fom the Planet of the Apes - screenshot 2

Se o filme original surpreende no final, esta sequela consegue logo a surpresa nos primeiros minutes (e antes do genérico).

Durante os dois primeiros terços da narrativa, o filme segue um tom de comédia. O humor é usado para ilustrar o embate entre símios e humanos, mas focam-se questões sérias (o preconceito, a inversão das Leis da Natureza, a evolução).

Tudo tratado em tom campy, mas divertido e inteligente.

Mudança radical no início do terceiro acto.

O filme acompanha uma fuga e luta pela sobrevivência, onde se volta a focar o dark side do ser humano e da sua arrogância face ao planeta e às restantes espécies.

A narrativa ganha velocidade, seriedade, tensão e emoção, culminando num final violento, trágico e inesperado.

O plano final traz uma surpresa extra.

Um dos melhores títulos da saga.

Escape fom the Planet of the Apes - screenshot 3

Escape fom the Planet of the Apes - screenshot 4

Realizador: Don Taylor

Argumentista: Paul Dehn

Elenco: Roddy McDowall, Kim Hunter, Bradford Dillman, Natalie Trundy, Ricardo Montalban, Sal Mineo, Albert Salmi, John Randolph, M. Emmet Walsh

 

Orçamento – 2.5 milhões de Dólares.

Bilheteira – 12.3 milhões de Dólares (USA).

Mercado doméstico – 5.6 milhões de Dólares (USA).

 

Trailer

 

Escape fom the Planet of the Apes - screenshot 6

O vilão do filme, Dr. Hasslein, já tinha sido mencionado nos dois filmes anteriores.

Nas primeiras versões do argumento, a história começava com os 3 símio-nautas a verem a explosão da Terra, a partir do Espaço.

É o único filme da saga que teve um final escrito a pensar em sequela. Só depois da estreia (bem sucedida nas bilheteiras) do primeiro filme, é que se pensou em sequela. O segundo filme estava pensado para ser o final.

Sal Mineo sentiu-se desconfortável com a sua caracterização. Por isso, actor e personagem tiveram de ser “despachados”. O filme seria o último de Mineo.

Para a confrontação final, queria-se que Zira e Cornelius fossem atacados e despedaçados por um doberman. Mas a ideia foi abandonada por ser considerada demasiado violenta.

Inicialmente, o título seria “Secret of the Planet of the Apes”. Teria menos símios e como tal, seria mais barato.

 

 

Conquest of the Planet of the Apes - Poster 1

Conquest of the Planet of the Apes – A Conquista do Planeta dos Macacos (1972)

 

Depois da saga ter regressado ao seu melhor, seria possível fazer mais e melhor?

Sim. E faz-se.

 

Futuro (algumas décadas depois dos eventos do filme anterior).

Cumprindo-se o que foi dito por Zira e Cornelius, uma praga mundial dizimou cães e gatos. Os símios revelaram-se mais inteligentes. Os humanos usam-nos como animais de estimação e escravos.

César, filho de Zira e Cornelius, é um símio muito evoluído. Mas tem vivido sempre escondido, pois o Governo acredita na sua existência e acredita que César pode ser o líder dos símios, criador de uma revolta e instaurador de uma nova ordem no planeta.

Mas César é descoberto e capturado. Apesar de sujeito às mais bárbaras humilhações, torturas e exames, César consegue fugir e organizar uma revolta. Com todos os símios juntos, César torna-se o Messias de um novo futuro para o mundo – os símios serão os senhores do planeta e os humanos serão o seus servos ou serão exterminados.

Conquest of the Planet of the Apes - screenshot 1

CONQUEST OF THE PLANET OF THE APES

Este é quase um prenúncio do título que fez o reboot de 2011.

O argumento é sério, dramático, trágico e brutal.

Faz-se uma parábola sobre racismo, escravatura, direitos humanos, descriminação e imigração, mostrando também todos os meandros (nem sempre honestos, pacifistas ou humanitários) dos governos nessas áreas.

Final duro e sem concessões, onde nasce uma nova ordem para o planeta, com o supremo (e merecedor) castigo para o Homem.

Um dos melhores da saga (se calhar, até mesmo o melhor). A melhor das sequelas. E a mais violenta, trágica e pessimista.

Conquest of the Planet of the Apes - screenshot 5

Conquest of the Planet of the Apes - screenshot 6

Realizador: J. Lee Thompson

Argumentista: Paul Dehn

Elenco: Roddy McDowall, Don Murray, Ricardo Montalban, Natalie Trundy, John Randolph

 

Orçamento – 1.7 milhões de Dólares.

Bilheterias – 9 milhões de Dólares (USA).

 

Trailer

Conquest of the Planet of the Apes - screenshot 3

Conquest of the Planet of the Apes - screenshot 8

Conquest of the Planet of the Apes - screenshot 9

Curiosamente, em 1978 (seis anos depois da estreia do filme) surgiu uma pandemia mundial que dizimou imensos cães.

Muitos dos exteriores decorreram num complexo para Ciências Sociais, na Califórnia. O lugar ainda estava em construção. Perto do local seria a futura Universidade da Califórnia, que foi desenhada por um arquitecto de ideias futuristas (William L. Pereira, que tinha 6 anos na época das filmagens).

Zelda, a orangotanga, é a única símia da saga que não é chimpanzé.

O filme começaria com um símio em fuga, caçado e abatido. Serviria para ilustrar as condições da escravatura dos símios. A ideia foi abandonada por ser considerada demasiado violenta.

O argumentista Paul Dehn inspirou-se em movimentos raciais ocorridos no início da década, nos USA.

É o único filme da saga com classificação PG. Todos os outros eram G.

De todos os filmes, é o mais barato.

Filmado em Todd-AO 35, com câmaras Arriflex ARRI 35IIC, equipadas com lentes Carl Zeiss. Todos os restantes filmes foram filmados em Panavision.

J. Lee Thompson, que já andava pensado para realizador desde o primeiro filme, chega finalmente à saga. Thompson deu atenção à cor – os humanos surgem vestidos de escuro, os símios vestem-se em cores mais vivas).

O filme tem dois finais:

  • Um mais negro. César faz um discurso odioso onde se propõe a exterminar os humanos e a afirmar a superioridade dos símios. Primeira acção – mandar espancar até à morte um seu inimigo seu.

(tal final foi considerado demasiado violento e teve de sofrer uma alteração; por outro lado, este final pessimista destoa com o tom do filme seguinte – onde César vive com o seu povo em harmonia com os humanos)

  • Um final mais aberto, entre o pessimista e o optimista, onde César revela tolerância pelo inimigo, mas mantém-se firme na liderança dos símios e no afirmar da espécie dentro da Terra. O seu discurso é mais longo, mas menos ameaçador.

(o momento do espancamento é reeditado, de forma a parecer que a movimentação das armas – antes, para espancar – era para celebrar e depois para as baixar)

O filme tem um Director`s/Extended Cut, mais violento (alguns planos) e mostra o tal final/discurso odioso.

 

 

Battle for the Planet of the Apes - Poster 1

Battle for the Planet of the Apes – Batalha pelo Planeta dos Macacos (1973)

 

Consoante o final que se vê no filme anterior, acaba-se por encontrar uma justificação para os eventos deste quinto e último filme.

 

Passaram-se 10 anos desde os eventos anteriores.

César juntou uma comunidade de símios e vive em harmonia com os humanos. Partilha-se o ensino da leitura e outros recursos.

Mas na Cidade Proibida vive uma facção humana, resistente e hostil, com um objectivo – aniquilar todos os símios que encontram.

Quando descobrem a comunidade de César, dá-se mais uma batalha. Mas naquela povoação, símios e humanos (os amigáveis) juntam esforços contra o inimigo comum.

O destino do planeta vai-se decidir.

 

Battle for the Planet of the Apes - screenshot 1

Battle for the Planet of the Apes - screenshot 3

Este filme funciona como um prenúncio do título que chegou há dias às salas.

O filme acompanha todo o tranquilo dia-a-dia daquela comunidade mista. As cumplicidades das duas espécies, o debate de ideias e visões, a amizade e a colaboração.

O último acto traz algo de actioner para justificar a defesa e direito à vida da comunidade.

Pelo meio, uma reflexão sobre os extremismos dos ideais (dos símios e dos humanos) e a forma como tal causa ruptura e conflito.

Este é o mais tranquilo, pacifista e optimista da saga.

Um bom final para uma notável saga.

Battle for the Planet of the Apes - screenshot 5

Battle for the Planet of the Apes - screenshot 6

Realizador: J. Lee Thompson

Argumentistas: Paul Dehn, John William Corrington, Joyce Hooper Corrington

Elenco: Roddy McDowall, Claude Akins, Natalie Trundy, Lew Ayres, Paul Williams, Austin Stoker, John Huston

 

Orçamento – 1.8 milhões de Dólares.

Bilheteiras – 8.8 milhões de Dólares (USA).

 

Trailer

Battle for the Planet of the Apes - screenshot 7

Battle for the Planet of the Apes - screenshot 8

Considerando um dos finais do filme anterior, o Governador Breck deveria regressar como vilão. Mas o actor Don Murray não estava interessado no regresso. O vilão passou a ser o chefe de segurança de Breck, Kolp.

MacDonald também iria regressar. Mas perante a recusa do actor, optou-se por criar um irmão a MacDonald.

Primeiro filme de Colleen Camp.

Uma cena apagada fala de uma bomba escondida no sub-solo. Tal remataria para um pormenor do segundo filme da saga.

A cena final mostraria criaturas meio-símias, meio-humanas. Os testes de make-up não foram satisfatórios e a ideia foi anulada.

O argumentista Paul Dehn teve de abandonar funções por razões de saúde. Foi substituído pelo casal John William Corrington e Joyce Hooper Corrington, já com curriculum em sci-fi – escreveram “The Omega Man”, clássico do género, com… Charlton Heston. Ambos nunca tinham visto um filme da saga. Dehn seria chamado para uma re-escrita final, tendo até mudado o final (o escrito pelo Corringtons mostrava duas crianças, uma símia e outra humana, à luta). Joyce Corrington considerou o final de Dehn como estúpido.

Battle for the Planet of the Apes - screenshot 9

Thompson nunca esteve satisfeito com o argumento nem com o orçamento. Para um filme que focaria uma batalha (e bem decisiva), mais dinheiro seria necessário para fazer uma sequência verdadeiramente espectacular.

O filme tem um Director`s/Extended Cut, com mais alguns momentos dentro da comunidade, onde se mostra a dimensão da harmonia entre as duas espécies. Algumas cenas são mais longas. Dos momentos extra também há referência a uma bomba (um desses momentos permite uma maior coerência em relação ao final do filme).

Battle for the Planet of the Apes - backstage 1

 

 

Décadas depois, porque é que este mundo e conceito nos fascina tanto?

Pela ideia?

Pela inversão da Teoria da Evolução?

Pela parábola que encerra que a desumanização do Homem?

Ou apenas pelo entretenimento original?

E agora que a saga regressa num mundo em crise, ela ganha um maior poder de reflexão e parábola sobre a forma como o ser humano se trata, organiza e gere o planeta?

Aguardemos por futuros better days onde haja uma verdadeira evolução/revolução para que a Terra não se transforme n`”O Planeta da Macacada”.

Planet of the Apes - Saga Logo 2

Sobre toda a saga

http://www.theforbidden-zone.com/

http://uk.ign.com/articles/2011/08/11/planet-of-the-apes-a-retrospective?page=1

http://www.rollingstone.com/movies/news/human-see-human-do-a-complete-history-of-planet-of-the-apes-20140701

http://www.angelfire.com/movies/oc/potaseries.html

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