Ghostbusters

 

 

É já em 2014 que os mais famosos (e divertidos) caça-fantasmas do Cinema celebram 30 anos (como o tempo passa).

Os Ghostbusters são incontornáveis na pop culture do final Século XX.

Tiveram direito a dois filmes e a séries de animação.

Aproveitei a quadra natalícia para me divertir com os sustos causados pelas peripécias destes “caçadores”.

 

 

Os Caça-Fantasmas (1984)

 

Título original – GhostBusters

 

No Verão de 1984, “dominado” por Steven Spielberg (“Indiana Jones and the Temple of Doom”, “Gremlins”), parecia que esta simples comédia de terror não teria hipótese.

Pois bem, foi este o blockbusters que “a$$ustou” todos os outros.

 

Peter Venkman, Ray Stanz e Egon Spengler são três peritos em parapsicologia. Devido a uma série de broncas, a faculdade retira-lhes a bolsa e os três “cientistas” são obrigados a desenrascar-se por conta própria. Formam um negócio que visa resolver todo o tipo de casos ligados ao paranormal.

Nova Iorque começa a ser assolada por uns estranhos acontecimentos e criaturas.

Who You Gonna Call? GhostBusters.

“Ghostbusters” surgiu no Verão de 1984 e tornou-se logo um notável fenómeno. Contra todas as expectativas, tornou-se o maior sucesso desse Verão (com mais de 200 milhões de Dólares nas bilheteiras americanas), derrotando pesos pesados como “Indiana Jones and The Temple of Doom” e “Gremlins”.

 

E há motivos?

Sim, e muitos.

“Ghostbusters” combina o terror com o humor, carregando mais no último e o resultado é perfeito.

Graças a um excelente ritmo, bons efeitos visuais (que ainda hoje resultam – por lá anda o mestre Richard Edlund; atenção ao excelente uso de matte paintings), a equilibrada combinação de géneros tão opostos (apesar do humor, há momentos capazes de susto – a aparição das criaturas), personagens carismáticos, um impecável elenco em verdadeiro estado de graça, uma fabulosa banda sonora e um argumento bem estruturado e que até brinca com questões muito sérias (a afirmação do empreendedorismo individual – um tema tão querido na Era Reagan -, a forma como se cria estrelado nos media, a ligação entre religião e celebridade, o lado idiota da política), o filme é pure entertainment em estado de graça.

E daquele que (infelizmente) já raramente se faz.

Ivan Reitman confirmava o seu talento para o género.

Bill Murray, Dan Aykroyd (um dos co-autores do argumento), Harold Ramis (um dos co-autores do argumento; já tinha escrito para Reitman o louco “Stripes”, também com Murray), Rick Moranis (uma revelação nesse ano como o fantástico “Streets of Fire” de Walter Hill) confirmavam-se como excelentes comediantes. Sigourney Weaver vinha de “Alien” e aqui mostrava como podia ser divertida e sexy (veja-se o momento em que ela está possuída, naquele vestido vermelho).

Nota alta para a fotografia do veterano Lazlo Kovacs e para a música do lendário Elmer Bernstein.

Diversão, sustos, espectáculo, personagens com quem seria divertido conviver.

Não há que ter medo. “Ghostbusters” é um clássico e uma pérola.

E quase 30 anos depois, o seu poder continua inabalável.

 

Absolutamente essencial.

Realizador: Ivan Reitman

Argumentistas: Dan Aykroyd, Harold Ramis, Rick Moranis (sem crédito)

Elenco: Bill Murray, Dan Aykroyd, Sigourney Weaver, Harold Ramis, Rick Moranis, Annie Potts, William Atherton, Ernie Hudson, David Margulies, Steven Tash, Jennifer Runyon, Slavitza Jovan, Michael Ensign, Alice Drummond, Jordan Charney, Timothy Carhart

 

Trailer

 

Clips

 

O (inesquecível) tema de Ray Parker Jr.

(realizado por Ivan Reitman; atenção à presença de celebridades como Chevy Chase, Irene Cara, John Candy, Melissa Gilbert, Jeffrey Tambor, George Wendt, Danny DeVito, Carly Simon, Peter Falk e Teri Garr)

 

O filme

 

Orçamento – 30 milhões de Dólares

Bilheteira – 243 milhões de Dólares (USA); 296 (mundial)

 

Esteve nomeado para “Melhores Efeitos Visuais” nos Oscars 1985. Perdeu para “Indiana Jones and The Temple of Doom”. Perdeu também a “Melhor Canção” (para Stevie Wonder e “I Just Called to Say ´I Love You`” de “The Woman in Red”).

Nos Globos de Ouro 1985, perdeu para “Romancing The Stone”, na categoria de “Melhor Filme – Comédia ou Musical”.

“Melhor Canção”, nos BAFTA 1985.

“Melhor Filme de Fantasia”, pela Academia de Filmes de Sci-Fi, Fantasia e Terror.

“Melhor Filme de Família”, nos Prémios Young Artist 1985.

Tudo começou em 1982. Ivan Reitman, Joe Medjuck e Michael C. Gross planeavam uma versão de “The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy”. Bill Murray e Dan Aykroyd estavam ponderados para protagonistas. Aykroyd falou no projecto “Ghostbusters” e este começou a desenvolver-se.

Inicialmente, o filme teria localização no futuro. Mas isso obrigaria a um gigantesco orçamento. Aykroyd e Ramis mudaram o argumento para se passar na actualidade.

 

Bill Murray ficou com o personagem que era inicialmente destinado a John Belushi. O elenco inicial seria John Belushi, Dan Aykroyd e Eddie Murphy. Belushi faleceu e Murphy preferiu fazer “Beverly Hills Cop” (o maior sucesso USA do ano). Novas decisões de casting foram feitas. John Candy foi pensado para o personagem que seria interpretado por Moranis. Reitman não gostou das ideias de Candy para o personagem.

Murray aceitou participar no filme, na condição da Columbia lhe financiar o remake de “Razor`s Edge”.

Ramis ficou com o personagem depois de se terem rejeitado possibilidades como Christopher Walken, John Lithgow, Christopher Lloyd e Jeff Goldblum.

Michael Keaton recusou as duas ofertas que lhe fizeram (os personagens de Murray e de Ramis)

Chevy Chase foi sondado mas recusou (ficaria com o personagem de Murray). Chase justificou-se pela diferença de tom no guião inicial e final. Segundo ele, se o filme fosse de acordo como guião inicial, “Ghostbusters” seria um filme mais sério, negro e assustador.

Numa das campanhas de marketing, havia um spot que indicava um número telefónico. Do outro lado da linha ouvia-se uma gravação de Murray e Aykroyd, a dizer que caçavam fantasmas. Em 6 semanas, receberam-se cerca de 1000 chamadas por hora.

Muitas cenas foram improvisadas. Murray era o campeão do improviso.

O personagem de William Atherton (o fiscal do Ministério do Ambiente) foi de tal modo odiado, que Atherton considera que o filme lhe prejudicou a carreira.

Curiosamente, a cena passada na prisão foi filmada numa prisão que se acreditava como assombrada. Sem qualquer tipo de explicação, a película das cenas lá filmadas apareceu riscada.

É a primeira aparição em Cinema do popular jornalista e apresentador televisivo Larry King.

O primeiro título era “Ghost Smashers”.

 

Uma reunião com cast & director

https://ew.com/article/2014/11/07/1984-ghostbusters/

 

 

 

Os Caça-Fantasmas II (1989)

 

Título original – Ghostbusters II

 

Sem grande surpresa, “Ghostbusters” teve uma sequela. Chegou num Verão cheio delas (o que o levou a ser denominado como “The Sequel Summer” (“Indiana Jones and The Last Crusade”, “Lethal Weapon 2”, “A Nightmare on Elm Street V”, “Friday the 13th – Part VIII“, “Star Trek V”, “The Karate Kid – Part III”).

 

Passaram cinco anos.

Dana Barrett foi mãe e está divorciada.

Uma exposição de pintura onde participa parece estar na origem de uns estranhos acontecimentos que perturbam o bebé.

Dado que os eventos também começam a afectar Nova Iorque, os Ghostbusters retomam actividade, para salvar a cidade, Dana e o seu bebé.

Estamos em sequela-continuação.

As coisas complicam-se (Peter e Dana separaram-se, os Ghostbusters estão sem trabalho e limitam-se a serem “palhaços” em festas de crianças, são esquecidos e marginalizados pela sociedade e pelo Mayor).

A estrutura narrativa segue os meandros do original, há uma (ligeira) perda de magia, mas a diversão mantém-se.

O humor funciona bem, sendo mais forte que a componente fantasmagórica (que era mais carregada, narrativa e visualmente, no primeiro filme).

Os actores continuam em sintonia, a divertir-se e a divertir-nos (veja-se o momento dos três com a Polícia, no buraco da rua – pura herança dos Marx).

Rick Moranis, Annie Potts e Ernie Hudosn ganham mais importância e presença.

Ivan Reitman cumpre bem com eficácia e timing no humor.

Há muita presença de humor, mas há espaço para momentos creepy (a forma como o quadro com a imagem do vilão é filmada, o encontro no túnel, o casaco de peles a ganhar vida).

Na música, em vez do grande Elmer Bernstein temos o rotineiro Randy Edelman, que compõe uma simpática banda sonora (mas sem o poder da do original).

Bons efeitos visuais (são do grande Dennis Muren).

Muito boa fotogtrafia (do grande Michael Chapman).

Slimer, o fantasma verde (o primeiro a ser capturado no filme original) surge em diversos momentos. Slimer tinha ganho boa popularidade com o primeiro filme e ainda mais com a sua presença constante (e divertida) na sua série televisiva de animação.

Esta sequela procura algo de maior seriedade (há mais problemas sobre os protagonistas), mas nunca esquece a diversão pelo humor.

Como acontece quase sempre nas sequelas, há uma certa perda de vitalidade e frescura, mas “Ghostbusters II” cumpre bem e diverte bem.

Realizador: Ivan Reitman

Argumentistas: Dan Aykroyd, Harold Ramis, a partir dos personagens criados por ambos

Elenco: Bill Murray, Dan Aykroyd, Sigourney Weaver, Harold Ramis, Rick Moranis, Ernie Hudson, Annie Potts, Peter MacNicol, Harris Yulin, David Margulies, Kurt Fuller, Janet Margolin, Wilhelm von Homburg

 

Trailer

 

Clips

 

Orçamento – 40 milhões de Dólares

Bilheteira – 112 milhões de Dólares (USA); 215 (mundial)

 

“Melhor Música para Filme”, nos Prémios BMI Film & TV 1990.

Cameo de Jason Reitman, filho de Ivan. Jason tornar-se-ia realizador de Cinema (“Juno”, “Young Adult”).

 

Bill Murray nunca ficou muito satisfeito com o filme. Acha que foi mais sobre muco do que a equipa.

 

 

 

Ghostbusters III (????)

 

Há já muito tempo que a terceira aventura anda anunciada.

Etan Cohen (“Tropic Thunder”, “Men in Black III”) é o argumentista. Na produção estão Dan Aykroyd, Harold Ramis e Ivan Reitman.

Escritas e reescritas, castings supostos, confusões, indecisões, etc. Tudo tem atrasado o processo. Sabe-se que Bill Murray não quer participar. Aykroyd e Ramis estão abertos a que seja um elenco totalmente novo e eles tenham apenas uma pequena participação para fazer a ligação entre os filmes. Fala-se em rodagem em 2014 para estreia no Verão 2015.

Há uns anos, Sigourney Weaver indicou que o filme pode ser protagonizado pelo filho da sua personagem Dana. Oscar já é adulto e tornou-se um Ghostbuster com uma nova equipa.

Aguardemos.

 

 

 

The Real Ghostbusters (1986-1991)

 

Um par de anos depois do filme original, o conceito chegou à televisão e à animação.

“The Real Ghostbusters “durou 147 episódios, em 7 temporadas.

Também a vimos por cá.

Foi uma divertida exploração da saga, numa animação cuidada e adequada para a época.

 

Uma promo

 

A intro

 

E aqui fica um episódio, o primeiro

 

Making of

 

 

 

Slimer! And the Real Ghostbusters (1988–1990)

 

Durou 33 episódios e centra-se em Slimer, o divertido (e guloso) fantasma verde.

Diversão pura, como sempre.

E Slimer é sempre hilariante e querido de se ver.

 

As intros

 

E aqui fica um episódio

 

As aparições de Slimer nos filmes

 

Site dos GhostBusters – http://www.ghostbusters.com/

 

One comment on “Ghostbusters

  1. […] (já aqui visitado) é um dos maiores sucessos do Cinema dos […]

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