Jack Ryan – As Outras Aventuras na Sombra

Jack Ryan - Os Outros

O (competente) reboot para Jack Ryan andou por aí.

(parece que é desta que a saga estabiliza e segue bom rumo e ritmo de produção)

Um bom motivo para se percorrer as anteriores aventuras do herói.

Ryan é uma bem-sucedida criação do talentoso e popular escritor Tom Clancy (o homem estendeu a sua actividade também aos vídeo-jogos – “Splinter Cell”).

Com Ryan, Clancy fez um twist à imagem clássica do agente secreto. Ryan é um action man (teve formação nos Marines), mas é, acima de tudo, um intelectual, um analista. A sua função é analisar dados, processar conclusões e dar soluções. As circunstâncias é que, por vezes, o obrigam a ser um herói.

Perante o sucesso literário (os livros começaram em forte calor da Guerra Fria dos 80s e da Era Reagan), Hollywood não queria desperdiçar aquele potencial.

Foram quatro, os filmes feitos, nem sempre com a maior das estabilidades na forma como se seguiram.

Caça ao Outubro Vermelho

The Hunt for Red October – Caça ao Outubro Vermelho (1990)

Aqui começa a saga.

O “Outubro Vermelho”, o mais poderoso submarino nuclear soviético, faz-se ao mar.

A comandá-lo está Marku Ramius, lenda viva da armada soviética. O seu destino e objectivo é um mistério.

A CIA anda atenta e apreensiva. O Kremlin anda preocupado e espalha a ideia que Ramius corre até aos USA para fazer um bombardeamento nuclear.

Jack Ryan, analista da CIA e conhecedor da vida de Ramius lança a confusão – Ramius pode estar a tentar desertar e a armada dos USA deve ajudar.

A caça começa no imenso oceano. Americanos e Soviéticos procuram agarrar o “fugido” submarino. Todos com ordens para disparar. Terá Ryan razão? Ou Ramius é um louco sedento de uma III Guerra Mundial?

Nem só de rocambolescas peripécias de 007 vive o mundo dos serviços secretos. Há lugar para coisas mais sérias, reais, tácticas, humanas e “intelectuais”.

Eis um excelente exemplo.

Sean Connery, Alec Baldwin and Scott Glenn

Os anos passam e “The Hunt for Red October” (ainda) é O Modelo de como fazer um competente, inteligente, trepidante, engenhoso, surpreendente e espectacular hi-tech intelligence action thriller.

John McTiernan vinha dos imensos sucessos que foram “Predator” e “Die Hard” (mais duas referência entre os respectivos géneros). Os seus créditos e méritos não são por acaso. McTiernan dirige com mão de mestre, de ritmo suave, tenso, sabendo gerir todas as peças do xadrez em causa, juntá-las todas num último acto onde toda a tensão explode.

Mais que a hábil gestão de ritmo, há a claustrofóbica sensação de espaço (dentro de submarinos) – algo em que McTiernan sempre se revelou mestre.

O fantástico elenco (Sean Connery, Alec Baldwin, Scott Glenn, Sam Neill, James Earl Jones, Joss Ackland, Richard Jordan, Peter Firth, Tim Curry, Stellan Skarsgård, Jeffrey Jones, Timothy Carhart , Fred Dalton Thompson) está lá para dar prestígio e recordar os bons tempos das super-produções 60s/70s com épicos elencos. Alguns têm curto tempo de antena, mas mostram competência. Os méritos maiores estão mesmo em Sean Connery e Alec Baldwin. O eterno 007 é um prodígio de sobriedade, elegância e sabedoria (quase que o podemos ver como um mago dos mares); o ex Mr. Kim Basinger revela-se um muito capaz actor de composição, mostrando o quanto pode ser estimulante e heróico ser-se “cerebral”.

Épica música do grande Basil Poledouris.

Excelente fotografia do grande Jan de Bont.

McTiernan sempre disse que este era a sua versão de “Treasure Island”. Dou-lhe toda a razão. A (excelente) química entre entre Connery e Baldwin, bem como todo o poder de fascínio do personagem do primeiro sobre o segundo, os diversos meandros da narrativa (principalmente a sua conclusão, muito devido á sabedoria do “mestre” e ao empenho do “aprendiz”) só confirmam isso.

Não tenhamos medo das expressões e das palavras – “The Hunt for Red October” É Um Clássico.

Trailer

“Melhores Efeitos de Som”, nos Oscars 1991.

Sean Connery esteve nomeado para “Melhor Actor”, nos BAFTA 1991 (perdeu para Philippe Noiret em “Cinema Paradiso”).

“Prémio para Música” (do grande Basil Poledouris), nos Prémios BMI para Cinema e Televisão 1991.

Orçamento – 30 milhões de Dólares.

Receitas – 120 (USA) e 199 (mundiais).

Alugueres – 58.

Klaus Maria Brandauer foi a primeira escolha para Ramius. Teve de recusar devido a um acidente que lhe limitou uma perna. Brandauer recomendou Connery (tinham trabalhado em “Never Say Never Again”, divertido 007, mas à margem da saga oficial)

Inicialmente, Connery queria rejeitar, por achar que o argumento não fazia sentido numa era pós Guerra Fria (a história passava-se em 1984). Mas quando Connery soube que o filme se inspirava num evento verídico, mudou de opinião.

Kevin Costner foi considerado para Ryan. Harrison Ford também (seria óptimo voltarmos a ver Ford e Connery juntos, um anos depois do encantador encontro em “Indiana Jones and the Last Crusade”). Ford rejeitou por achar que o público não iria interessar-se por uma história passada em submarinos (perante o sucesso do filme, viu que se enganou e arrependeu-se; Ford tentou a sua sorte nesse (sub-)género, com o excelente “K-19”, mas o filme foi um imenso (e injusto) flop); mas também se sabe que Ford não gostou que o argumento se focasse mais em Ramius que em Ryan (o que não lhe servia o seus interesses de movie star, habituado a protagonismo total); sabe-se também que Ford tentou ficar com o personagem de Ramius, mas o estúdio já estava decidido em Connery. O estúdio virou-se para Baldwin, que aceitou sem pestanejar. Curiosamente, Sam Neill (que também participa) também beneficiou de outra recusa de Ford (em “Jurassic Park”).

McTiernan teve de recusar o convite para fazer “Die Hard 2”, pois já estava comprometido para “The Hunt for Red October”.

Quando o filme foi editado em VHS, as cassettes eram vermelhas (mas só nos USA).

Os actores que compõem a tripulação do USS Dallas tiverem um pequeno treino num verdadeiro submarino. Scott Glenn desenvolveu o seu personagem a partir do Comandante que o “treinou”.

Connery e Glenn já tinham experiência dentro da Marinha. Connery fez serviço militar na Royal Navy e Glenn andou pelos Marines.

O poema que se ouve no final é atribuído a Cristovão Colombo, mas na verdade foi escrito por Larry Ferguson, um dos argumentistas do filme.

A peruca de Connery custou cerca de 20.000 Dólares.

Muitas das cenas de Gates McFadden (que interpreta Cathy Ryan) ficaram na sala de montagem.

Robert Garland, John Milius e David Shaber deram uma ajudinha no argumento.

O teddy bear que Baldwin/Ryan leva de prenda à sua filha é o mesmo que Bruce Willis/John McClane usa (também para prenda à filha) no início de “Die Hard”.

Jogos de Poder - O Atentado

Patriot Games – Jogos de Poder: O Atentado (1992)

Perante o sucesso do filme de McTiernan, a Paramount via aqui uma franchise de ouro.

Mas as coisas complicaram-se.

Alec Baldwin começou com comportamentos e exigências de star (“The Hunt for Red October” foi um bom passo para esse estatuto, mas ainda eram necessários mais filmes para Baldwin provar que o tinha).

O estúdio não esteve para aturar tais birras e virou-se para um dos actores que foi considerado previamente para Ryan – Harrison Ford (este sim, uma verdadeira movie star).

Jack Ryan está retirado das suas actividades na CIA e dedica-se a palestras sobre História. A mais recente é em Londres. Um dia, Ryan assiste ao início de um atentado a uma família próxima da família real. Ryan impede que o acto seja bem sucedido e mata um dos terroristas. Mas os amigos/camaradas do falecido, uma facção extrema do IRA, iniciam uma acção vingativa sobre Ryan e a sua família. Ryan retoma a sua actividade na CIA para conseguir destruir a cela terrorista.

Depois de peripécias pelo oceano a evitar perigos mundiais, Ryan tem agora de lidar com alguma domestic disturbance. O perigo é uma ameaça mundial (o terrorismo), mas o cenário é o seu lar.

O filme é um muito competente e eficaz action intelligence thriller, onde conta mais a iniciativa emocional/familiar do herói do que as suas motivações patrióticas ou ideológicas.

Ford está (como sempre nestas coisas) soberbo, mostrando um enorme à-vontade como herói (ainda que relutante) e como homem de família.

É certo que dá a Ryan um ar mais veterano, mas mostrava que a saga podia continuar e em boas mãos.

Harrison Ford - Jack Ryan - 4

Para a história fica a cena em que se visualiza um ataque a um terrorist camp, mas no conforto de uma sala da CIA, onde tudo é visto como se fosse um jogo. Real, assustador e impressionante.

O australiano Phillip Noyce (vindo do prestígio ganho com o muito interessante “Dead Calm”) dirige com eficácia e sentido de ritmo.

Tal como no episódio anterior, um excelente elenco – Harrison Ford, Sean Bean (muito intenso como vilão), Anne Archer (excelente como esposa e mãe), Patrick Bergin, Thora Birch (e menina de “American Beauty” já dava grande provas de talento), James Fox, Samuel L. Jackson, Polly Walker, J.E. Freeman, James Earl Jones, Richard Harris.

Trailer

Orçamento – 42 milhões de Dólares.

Receitas – 83 (USA), 178 (mundial).

Alugueres – 37.

O primeiro filme a ter acesso a filmar nas instalações da CIA.

O filme seria feito em 1991, mas o estúdio alterou para 92. Baldwin já estava comprometido com uma nova versão de “A Streetcar Named Desire” e tentou negociações. Elas falharam e o convite foi feito a Ford.

O argumento faz várias alterações ao livro de Clancy (no livro, os terroristas são do IRA, no filme são uma facção extrema do grupo; no livro, os alvos são o Príncipe e a Princesa de Gales, no filme é uma família nobre ligada à realeza). Clancy não gostou destas alterações e abandonou a sua função na produção.

James Fox substituiu o seu irmão Edward.

O filho de Richard Harris (Jared) casaria com a sobrinha de James Fox.

O ataque à família nobre (logo ao início do filme) inspira-se numa tentativa semelhante que houve à Princesa Ana, em Março de 74.

Um primeiro final mostrava Ford e Sean Bean em luta, num rochedo, no meio de um mar tempestivo. Os primeiros test screenings não mostravam o público favorável a tal cena e alterou-se para uma perseguição no mar (igualmente tempestivo).

Perigo Imediato

Clear and Present Danger – Perigo Imediato (1994)

A Paramount queria mais filmes à volta de Ryan.

Ford continua no personagem.

Desta vez Ryan vai enfrentar outro tipo perigos (mundiais) – os cartéis da droga, os jogos clandestinos da CIA e as “ligações perigosas” de todos com a Casa Branca.

Um amigo do Presidente dos USA é morto por traficantes de droga. Ryan é solicitado para investigar o caso (com muita discrição). Perante o que descobre, Ryan expõe tudo ao Presidente, que logo inicia uma acção (clandestina) sobre os mauzões. Mas são muito ténues as fronteiras entre poder político, a segurança nacional e os barões da droga. Como tal, os operacionais encarregues da missão são abandonados por aqueles que os contrataram. Cabe a Ryan descobrir toda a trama, partir em socorro dos heróis, confrontar o líder colombiano e o Presidente americano.

Sim, a escala de eventos é épica. E esta é mesmo uma das melhores aventuras de Ryan e um dos melhores thrillers ever made.

A narrativa nada tem de fantasista ou excessivamente cinematográfica. Ryan comporta-se como um paladino da verdade e da justiça (que pena!!!, Jack Ryans só mesmo no Cinema!!!).

O resultado é um thriller envolvente, fascinante, assustador, real e de grande poder de espectáculo e entretenimento, conseguindo ser um vibrante action thriller e um “documentário” sobre os podres do poder político.

Em matéria de acção, é mesmo o melhor da saga. Doses maciças e generosas e uma cena para a História do Cinema – o ataque ao convoy da CIA nas ruas de Bogotá (absolutamente incrível).

Harrison Ford - Jack Ryan - 3

Ford continua perfeito, recto como profissional, devoto como pai (agora de uma menina – que já vinha dos filmes anteriores – e de um petiz – recentemente nascido) e marido, idóneo como cidadão (veja-se a sua confrontação o director of operations sobre o que é Certo e Errado no mundo da intelligence, bem como a sua coragem em culpar o Presidente).

Para além de Ryan, também há a aparição de um outro personagem que seria recorrente nos livros de Clancy – Mr. (John) Clark, ex-operacional, céptico, muito bem interpretado por Willem Dafoe (e que bem que ele se sai como action hero).

Destaque para a presença do nosso Joaquim de Almeida, a compor um temível vilão. É entre ele e Ford que se dá a grande cena de acção final, com Ford/Ryan a suar muito para vencer.

Phillip Noyce volta à saga e volta a dirigir com grande competência.

Como já era regra, excelente elenco – Harrison Ford, Willem Dafoe, Anne Archer, Joaquim de Almeida, Henry Czerny, Harris Yulin, Donald Moffat, Miguel Sandoval, Benjamin Bratt, Dean Jones, Thora Birch, Ann Magnuson, Hope Lange.

A saga continuava em grande e queríamos mais.

Mas…

Trailer

“Melhor Actor – Acção” e “Actor Favorito – Acção” (Ford, claro), nos Prémios Blockbuster 1995.

Nomeado para “Melhor Cena de Acção”, nos Prémios MTV 1995. Perdeu para “Speed”.

Nomeado para “Melhor Filme de Acção/Aventura/Thriler”, pela Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films 1995. Perdeu para “Pulp Fiction”.

Orçamento – 45 milhões de Dólares.

Receitas – 122 (USA), 207 (mundial).

Alugueres – 54.

Numa cena, uma casa é destruída. Não é um efeito digital ou de maquetes. Essa casa é verdadeira. Foi comprada de propósito para ser explodida. O dono era um milionário, recentemente divorciado e que se queria livrar da casa devido a más memórias.

A cena do ataque ao convoy da CIA é hoje usada como modelo de treino em diversas organizações de segurança governamental americanas.

O personagem de Ernesto Escobedo é inspirado em Pablo Escobar, grande drug lord dos 80s. Escobar morreu durante a produção do filme.

Noyce confessou-se descontente com a cena de acção final. Achava que não tinha o poder de espectáculo que se exige a um filme deste calibre. Achou que a melhor é a que se dá a meio do filme – o tal assalto ao convoy da CIA.

Quando filme saiu em LaserDisc, foi o primeiro com som Dolby Digital.

Anne Archer viu muitas das suas cenas perdidas na sala de montagem.

A Soma de Todos os Medos

The Sum of All Fears – A Soma de Todos os Medos (2002)

Uma tentativa de reboot, perante a saída de Ford.

Ben Affleck (ainda na fase canastrão – ou seja, antes, bem antes de “Gone Baby Gone”, “The Town” e “Argo”) foi o eleito (que diabo, não havia melhor?)

A quarta aventura de Jack Ryan acaba por ser um reboot.

Assistimos aos primeiros tempos de Ryan na CIA, onde analisa eventos e escreve sobre personalidades relevantes da política mundial. Ryan é chamado a dar a sua opinião sobre o novo líder da Rússia, dado que este tem entre mãos uma situação delicada e violenta com a Tchetchénia. Tudo parece correr bem no campo da diplomacia. Mas Ryan descobre que três reputados cientistas estão desaparecidos e que os talentos combinados são suficientes para a construção de uma bomba nuclear. Por outro lado, sabe-se que uma antiga bomba nuclear israelita foi encontrada no deserto e foi parar às mãos de um milionário louco que pretende o maior dos medos – estalar o conflito nuclear entre USA e Rússia, ao detonar a bomba em território americano, dando provas que a culpa é dos “vermelhos”. Ryan tem de se mover numa intensa luta contra o tempo, no sentido de evitar o maior flagelo para a Humanidade.

A nível de argumento, o filme está ao nível das (óptimas) adaptações anteriores, resultando num robusto intelligence thriller, através de uma narrativa sólida, bem contada e envolvente.

O filme só destoa face aos anteriores em dois aspectos (cruciais, diga-se).

Ben Affleck - Jack Ryan

Phil Alden Robinson (que já tinha assinado o belíssimo “Field of Dreams” – bela evocação ao espírito Frank Capra – e o simpático “Sneakers” – divertida e humana visão do poder hi-tech no mundo a informação e controlo desta) não revela a destreza devida para este tipo de filmes, carecendo da garra e sentido de espectáculo e tensão que se exige (ainda que, por força dos eventos, o final até consiga algum poder de suspense).

Comparado face aos filmes anteriores, o trabalho de Robinson é muito frouxo, aproximando o seu filme ao de um simples telefilme.

Ben Affleck bem se esforça (elogia-se isso), mas anda mais próximo do canastrão do que da excelência humana e heróica dos seus antecessores (Alec Baldwin e Harrison Ford).

Não é uma mediocridade, é um bom filme de género e uma boa aventura de Jack Ryan. Mas na hierarquia dos 5 filmes já feitos, fica em último.

Mais uma vez, excelente elenco – Stars: Ben Affleck, Morgan Freeman, James Cromwell, Bruce McGill, Philip Baker Hall, Bridget Moynahan, Alan Bates, Josef Sommer, Colm Feore, Liev Schreiber, Ciarán Hinds.

Trailer

“Melhor Música”, nos Prémios BMI Film & TV 2003.

“Melhores Efeitos Visuais num Filme”, nos prémios da Visual Effects Society 2003.

Orçamento – 68 milhões de Dólares.

Receitas – 118 (USA), 155 (mundial).

No primeiro dia de rodagem Affleck saudou o realizador Robinson e mostrou gosto em revê-lo. Perante a surpresa de Robinson, Affleck explicou-lhe que já se conheciam (bem como Matt Damon) desde “Field of Dreams” onde os dois actores eram (ainda) extras.

Matt Damon ia ter um cameo, mas ficou retirado da montagem final.

O título do filme usa uma frase de Winston Churchill, durante um discurso – “Pegue-se no mais galante dos marinheiros, o mais intrépido dos pilotos ou o mais audacioso soldado, ponham-nos juntos à mesa e o que se obtém? A soma dos seus medos”. Ryan chega a fazer um “discurso” parecido para resolver as coisas.

Segundo a produção, foi o primeiro filme americano a ter acesso ao Kremlin. “Red Heat” (1988, de Walter Hill, com Arnold Schwarzenegger e James Belushi) foi o primeiro filme a ter filmagens em Moscovo.

Phillip Noyce, que já tinha realizado os dois filmes anteriores foi convocado, mas recusou. Não se sabe se foi devido à saída de Ford.

Ford saiu de cena pois não gostou do argumento. Também se fala de conflitos criativos entre Ford e Noyce.

Affleck soube da escolha para interpretar Ryan durante as filmagens de “Pearl Harbor”. Baldwin também participava no filme e foi ele que incentivou Affleck a aceitar. Affleck também contactou Ford com o fim de receber o seu aval.

O discurso final do presidente russo é retirado de um de JFK.

O bunker da cena inicial é um verdadeiro bunker anti-nuclear.

Robinson mudou a nacionalidade dos vilões. No livro eram extremistas islâmicos, no filme são neo-nazis. Na altura (as filmagens foram antes do 9/11) acreditava-se que seria impossível os islâmicos efectuarem um ataque bem-sucedido nos USA.

(como estavam errados, não?)

Wolfgang Petersen (“Air Force 1”, com… Harrison Ford) foi convidado a realizar, mas recusou.

Cinco filmes (acrescente-se “Jack Ryan: Shadow Agent”, do qual já aqui falei) com resultados diferentes, mas complementares. Todos abordam um personagem complexo e fascinante.

Com excepção do título mais recente, todas as aventuras de Jack Ryan estão disponíveis no
mercado português, e até a bom preço.

A fazer-se uma hierarquia dos filmes:

  1. The Hunt For Red October
  2. Clear and Present Danger
  3. Jack Ryan: Shadow Agent
  4. Patriot Games
  5. The Sum of All Fears

Jack Ryan - Todos

Em relação aos Jack Ryan:

  1. Alec Baldwin (com o aspecto e idade adequada, empenhado, fiável e apto para action)
  2. Harrison Ford (impecável como herói e como homem de família)
  3. Chris Pine (empenhado, com bom futuro)
  4. Ben Affleck (muito insípido)

Cathy Ryan - As Actrizes

Em relação a Cathy Ryan:

  1. Anne Archer (verdadeira e aguerrida esposa e mãe)
  2. Keira Knightley (fêmea, devota, determinada, apaixonada)
  3. Bridget Moynahan (bonita, mas usada como decoração)
  4. Gates MacFaddyan (o pouco tempo de antena não ajudou)

Jack Ryan - Mentors

Em relação aos mentores:

  1. James Earl Jones (verdadeiro líder, amigo e mentor)
  2. Kevin Costner (age como mentor, amigo e action buddy)
  3. Morgan Freeman (pouco tempo de antena e demasiado formal)

Sobre Tom Clancy – http://www.tomclancy.com/

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