Waterworld (1995) – 25 Anos

 

No Futuro, a Terra está praticamente coberta de água, pelo derretimento dos pólos e gelo.

Um humano híbrido (consegue respirar também debaixo de água) procura levar um grupo de sobreviventes a uma terra prometida – um pedaço de terra, algures, que ainda se mantém acima do nível da água.

 

Era, na época, a mais cara produção cinematográfica de sempre (175 milhões de Dólares) – muito foi causado pelo (imenso) caos logístico durante as filmagens (argumento em constantes mudanças, as complicações de filmar no mar, o realizador foi embora e a main star ficou com o cargo).

Tudo se traduz num espectacular actioner sci-fi, belíssimamente fotografado, com incríveis stunts, um fantástico uso do mar e um admirável trabalho de cenografia (o atoll em pleno oceano), com capacidade ecologista (é aquilo que vai acontecer ao Planeta Azul, se não houver uma mudança).

E tudo ainda em moldes old school (practical effects) numa altura em que o CGI já estava implementado e dominava o género.

 

Um pequeno clássico.

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Total Recall (1990) – 30 Anos

 

Um homem parte até Marte para recuperar a sua memória e torna-se o herói de uma rebelião contra um império totalitário.

 

O conto existencial de Philip K. Dick origina um épico sci-fi, sendo um actioner non-stop, de um impressive resultado visual.

Incríveis set pieces e stunts, fabulosos efeitos visuais e de make-up, fantástica cenografia, onde o poder do espectáculo e entretenimento se combina com uma visão cínica sobre os regimes políticos e empresariais totalitários.

Arnold Schwarzenegger em topo de forma. Sharon Stone em início de carreira e a mostrar o seu jeito para sexy bitch. Michael Ironside como tremendo vilão.

Paul Verhoeven no máximo do seu Cinema – cru, directo, violento, vistoso, sexual, analítico e crítico.

 

Um clássico.

Teve um (desnecessário e inferior, ainda que entretido) Remake.

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Segurança Máxima (2012)

 

Título original – Lockout

 

Luc Besson não cessa de mostrar como o cinema francês (ainda que com actores americanos e falado em Inglês, mas rodado em França ou na Europa, com técnicos franceses) bate-se por igual com o americano no campo do actioner.

Besson fez de Liam Neeson uma action star com o imparável “Taken” (2008; gerou duas sequelas). Tentou revitalizar John Travolta e impor Jonathan Rhys Meyers com action hero no divertido “From Paris With Love” (2010; o injusto flop não o permitiu).  Tentou outra revitalização, agora a Kevin Costner com o dinâmico “3 Days to Kill” (2014; com sucesso modesto).

Com este “Lockout”, Besson apostou em Guy Pearce – um actor capaz (“L.A. Confidential”, “Memento”), mas que ainda não teve a sua glória na indústria.

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O Gladiador (1987)

 

Título original – The Running Man

 

Arnold Schwarzenegger era um tremendo action hero, mas com forte ênfase na sci-fi (“The Terminator”, “Predator”).

Ei-lo de volta a tal género.

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Profissão: Duro (1989)

 

Título original – Road House

 

Depois do sucesso na série televisiva “North and South” (1985) e do filme “Dirty Dancing” (1987), Patrick Swayze parecia bem encaminhado para ser uma movie star.

Eis um adequado star vehicle, no campo do actioner.

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Homem de Acção (1988)

 

Título original – Action Jackson

 

Carl Weathers ganhou boa popularidade como Apollo Creed na saga “Rocky”.

Ei-lo a mostrar destreza como leading man no action cinema.

Produção de Joel Silver.

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Die Hard with a Vengeance (1995) – 25 Anos

 

John McClane vive o pior dia da sua vida – um grupo terrorista deixa Nova Iorque em estado de sítio.

O líder terrorista tem contas a ajustar com McClane.

 

O conceito de “Die Hard” é agora (ainda) mais alargado (saímos do aperto de um arranha-céus e de um aeroporto e estamos em plena Big Apple), mas a sensação de cerco mantém-se.

O jogo entre vilão e herói é de astúcia e deixa o espectador a saber tanto como as “vítimas”.

Ritmo imparável de peripécias, surpresas, acção e pirotecnia.

 

Bruce Willis e Samuel L. Jackson em forma e em grande sintonia (com recuperação de carreira depois de “Pulp Fiction” e a caminho de “Unbreakable”). Jeremy Irons perfeito como vilão sofisticado.

 

John McTiernan regressa à saga (realizou “Die Hard”) e confirma-se como um grande Master of Action.

 

Possivelmente, a melhor das sequelas da saga.

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Die Hard 2 (1990) – 30 Anos

 

John McClane vai esperar a esposa ao aeroporto e tem de salvar ela, o lugar, outros passageiros e aviões de uma acção terrorista.

É só mais um Natal à McClane.

 

O conceito de “Die Hard” levado ao máximo do espectáculo (imensos tiroteios, elevado body count, muita explosão num aeroporto, muito avião em queda), mantendo a ideia de huis clos do original (passava-se num arranha-céus), mas mais alargada (agora é um aeroporto).

As regras do actioner spectacle definidas no original, agora com a regra de “mais do mesmo”. E a influência/referência continuaria na(s) década(s) seguinte(s).

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Alan Parker (1944–2020) – RIP

 

Mais um Long Goodbye em Cinema.

Agora ao talentoso realizador Sir Alan Parker.

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Wilford Brimley (1934-2020) – RIP

 

Mais um Long Goodbye em Cinema.

Agora a Wilford Brimley, ilustre character actor.

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