Desvio (1945)

Detour - Poster 3

 

Título original – Detour

 

Uma pérola de culto do Film Noir assinado por um pequeno Mestre do género, com um orçamento verdadeiramente low-cost, com incríveis efeitos minimalistas.

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The Maltese Falcon (1941) – 80 Anos

 

Sam Spade é contratado para um caso que parece simples, mas que revela cadáveres, interesses múltiplos e gente dúbia. E tudo por causa de um “pássaro”.

 

O clássico literário de Dashiell Hammett (o homem que elevou a Arte de escrever hardboiled noir) origina o primeiro grande Film Noir (na vertente Detective Noir).

História complicada, personagens a cinzento e de grande ambiguidade moral, diálogos admiravelmente escritos e plenos de vários sentidos e definidores de personalidades e relações, atmosfera carregada, visual refinado e uma visão decadente da sociedade.

E uma das frases máximas do Cinema (e da Vida) – “The Stuff That Dreams Are Made Of”.

 

John Huston estreia-se na realização e em grande, logo com um dos seus melhores filmes e um dos maiores do género.

Elenco de excelência, em estado de graça.

Humphrey Bogart a criar a sua screen persona e um arquétipo do private eye.

 

Clássico e obra-prima absoluta de Film Noir e Cinema.

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Mank (2020)

 

“Citizen Kane” (1941) é um dos maiores filmes de sempre.

Já foi eleito o “Maior Filme de Sempre” (actualmente é “Vertigo”, de Alfred Hitchcock).

Orson Welles estreava-se em Cinema e logo pela porta grande, dando provas de génio como realizador.

Parte da qualidade (elevadíssima) do filme deve-se à genialidade do argumentista Herman J. “Mank” Mankiewicz.

Eis um filme sobre Mank e todo esse processo.

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RKO 281 (1999)

 

“Citizen Kane” (1941) é um must em Cinema.

Mas a sua produção foi muito conturbada. De tal maneira, que os eventos até davam para um filme.

Pois bem, eis um sobre tal.

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Michael Apted (1941–2021) – RIP

 

E mais um Long Goodbye em Cinema.

Agora ao prestigiado Michael Apted.

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Citizen Kane (1941) – 80 Anos

 

Um grupo de jornalistas investiga a vida de Charles Foster Kane, um poderoso e misterioso magnate do mundo da imprensa, e qual o significado da sua última palavra – “Rosebud”.

 

Orson Welles (vindo do Teatro e da Rádio – onde assustou os USA com a sua emissão de “War of the Worlds”) estreia-se em Cinema e de forma majestosa, e logo aos 25 anos.

Grande arrojo técnico e estético (a profundidade de campo, os ângulos de câmara, o uso das sombras e luz, a filmagem dos tectos), história épica (de um homem que constrói um império), “documentário” sobre um homem grande (a vida de Kane é apresentada em episódios, com  diferentes perspectivas sobre ele), mensagem “moral” (o significado de “Rosebud”) e riqueza interpretativa.

 

Obra-prima absoluta.

Um curso de formação sobre como fazer (Grande) Cinema.

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Crónicas de Natal: Parte Dois (2020)

 

Título original – The Christmas Chronicles: Part Two

 

“The Christmas Chronicles” (2018, já visto) foi uma simpática surpresa no mercado streaming desse ano.

Visão cool do Pai Natal, permitiu a Kurt Russell mais uma grande criação.

Eis a continuação.

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Tanya Roberts (1955–2021) – RIP

 

O ano começa com um Long Goodbye.

À esbelta Tanya Roberts, actriz de forte curriculum em Televisão e video doméstico, que conquistou alguns happy few.

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Raiders of the Lost Ark (1981) – 40 Anos

 

Indiana Jones, arqueólogo-aventureiro a tempo inteiro e arqueólogo-professor nas “horas livres”, parte em busca da arca dos 10 Mandamentos.

Pelo meio vive imensas peripécias, enfrenta nazis e reencontra Marion, o seu grande amor.

 

Os criadores de “Jaws” e “Star Wars” retomam o modelo de great adventure conforme se fazia nos 40s, nos filmes B e serials, com algo de screwball (à Howard Hawks) e bd (principalmente Tintin).

Uma montanha russa non-stop de acção, aventura, humor, terror, espectáculo e fantasia.

Estonteantes stunts (tudo on-camera), um score inolvidável (do grande John Williams) e um personagem para a História.

Harrison Ford em perfeito estado de graça e carisma, num perfeito exercício de casting (conseguem acreditar que ele nunca tinha sido ponderado?, que só foi escolhido como última escolha, perante a recusa de tantos candidatos?), numa interpretação definidora de uma carreira e impulsionadora para o stardom.

Steven Spielberg e George Lucas confirmavam-se como os movie brats de maior sucesso e impacto popular, renovando códigos de um certo cinema clássico (pena que hoje ambos já não saibam refazer isso).

 

Obra-prima e clássico.

(a ver um mínimo de 100 vezes)

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Strange Days (1995) – 25 Anos

 

L.A, último dia de 1999.

Um ex-polícia, agora traficante de memórias dentro do meio artístico, vê-se envolvido numa conspiração de silêncio à volta da morte de um artista famoso e controverso.

 

Thriller hi-tech (mostra um tempo onde a Tecnologia nos permite ver e sentir as memórias dos outros), que ilustra o vazio da Sociedade face à Tecnologia mostrando-a como um meio de saciar o voyeurism das pessoas (o filme acaba por ser profético face ao estado moderno nos media, imprensa, reality shows e redes sociais), sendo uma alegoria (bem subtil e pertinente) sobre o caso Rodney King, conseguindo ser um “panfleto” sobre a tolerância social e o entendimento racial.

O entretenimento vindo do lado actioner e espectacular da narrativa nunca cai.

 

James Cameron (apenas como produtor e argumentista – ele ia realizar, mas Schwarzenegger chamou-o para “True Lies”) volta a abordar o duelo do Homem com a Tecnologia.

Kathryn Bigelow confirma a sua destreza para o actioner viril e masculino (mas com presença de mulheres fortes), combinando elementos de Thriller Hi-Tech e Film Noir, fazendo um impressive uso da câmara subjectiva.

 

Elenco vistoso, com uns esplêndidos e intensos Ralph Fiennes e Angela Bassett.

 

Injusto (mega) flop na época.

Justo (mega) culto desde então.

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