The Sting (1973) – 50 Anos

 

 

Dois pequenos vigaristas preparam uma grande golpada sobre um inimigo comum.

 

Comédia sobre vigarices, assente numa impecável reconstrução de época, engenho no argumento, muitos esquemas, simpáticos e carismáticos personagens, e, claro, imensas surpresas (com a derradeira a surgir mesmo no final).

Feliz música de Scott Joplin.

Paul Newman e Robert Redford em magnífica sintonia e a ganhar lugar nas grandes parcerias do Cinema.

 

Provavelmente, A referência das con coms.

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Blade Runner (1982) – 40 Anos

 

 

Ano 2019. O Homem criou o Replicant, um ser semelhante. Rick Deckard é contratado para eliminar alguns. A jornada vai despertar a humanidade de todos.

 

Visão de um Futuro onde a Tecnologia cria seres artificiais e réplicas do Homem, e onde a Humanidade parece desaparecer do ser humano e surgir em criaturas artificiais.

Ensaio filosófico (o que significa ser humano?, o encontro de Criação e Criador) e prodígio visual (o look do filme é de um perfeccionismo admirável – fotografia, cenografia), com banda sonora de excelência (Vangelis nunca esteve tão bem desde então).

Filme de perguntas e procura de respostas (entre os personagens e no espectador), que nunca se esgotam e encontram.

Ridley Scott (após ”Alien”) na plenitude do seu poder visual.

Excelente elenco em interpretações icónicas.

 

Teve sequela ao mesmo nível.

Obra-prima, culto e clássico absolutos.

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Tron (1982) – 40 Anos

 

 

Um hacker é obrigado a participar num jogo de computador. Para conseguir sobreviver pede ajuda a um perito em segurança digital.

 

Muito interessante fantasia sci-fi, que mostra o que é (ou poderá ser) o interior de um videogame.

O filme marcou pela inovação dos efeitos visuais por computador. É certo que podem parecer, hoje em dia, made in ZX Spectrum, mas foram muito avançados na época.

Deixou boa memória, é um pequeno culto e teve (espectacular) sequela.

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E.T. – The Extra-Terrestrial (1982) – 40 Anos

 

 

Um extra-terrestre perde-se na Terra e procura regressar a casa. A ajuda vem de um grupo de crianças. E nasce uma intensa amizade além planetária.

 

História sci-fi sobre alienígena perdido, história de peripécias infanto-juvenis, conto sobre o significado de Casa e a essência de família, que é afinal uma poderosa história sobre o valor da amizade.

Final capaz de nos fazer derramar todas as lágrimas dos olhos e uma criatura que nos arrebata o coração.

John Williams com mais uma magica e memorável música.

Steven Spielberg em grande, pleno de criatividade visual (o “voo” em frente à lua) e emoção, fiel ao espírito de aventura infanto-juvenil (é brilhante o trabalho dos petizes, bem como dos adultos) que formulou com o seu Cinema.

Clássico e obra-prima absolutos.

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John Carter (2012) – 10 Anos

 

 

John Carter, veterano da Guerra Civil Americana, vê-se transportado para Marte e metido num conflito local. Mas uma bela princesa vai levá-lo a escolher o lado certo e a ser decisivo naquela guerra antiga.

 

O clássico (e muito influente) literário de Edgar Rice Burroughs (o criador de “Tarzan”) tem uma adaptação cinematográfica luxuosa, espectacular, com tudo o que de melhor o Cinema tem, devidamente inserido no tom clássico de space opera e no espírito Disney (a incrível criatura aliada de John Carter).

 

Faltou um cineasta apto para tal (Paul Verhoeven, Ridley Scott, Steven Spielberg ou James Cameron davam jeito) e um par protagonista mais carismático (Hugh Jackman e Cate Blanchett seriam perfeitos).

 

Lamenta-se o flop, pois é uma obra carregada de muitos méritos e permitia a muitas gerações conhecer um (forte) influenciador (refiro-me ao livro de Burroughs e não ao filme) de títulos populares como “Star Wars”, “Avatar”, “The Lord of the Rings” e tantos outros.

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Conan The Barbarian (1982) – 40 Anos

 

 

Conan, jovem bárbaro, vê a sua família a ser massacrada por um feiticeiro poderoso. De escravo a guerreiro, Conan procura a vingança.

 

O emblemático herói criado por Robert E. Howard recebe uma adaptação cinematográfica que é toda uma lição de épico de Sword & Fantasy – espectáculo meticulosamente delineado na criação de tom e ambientes.

 

John Milius (todo um autor de cinema másculo) é O cineasta adequado.

Arnold Schwarzenegger (no seu merecido star vehicle) é O actor adequado.

 

Excelente elenco de apoio, grande nível técnico, bons meios, impecáveis efeitos visuais e de make-up (aqui não há CGI) e um poderoso score de Basil Poledouris (outro nome adequado para épicos).

 

Ainda A referência moderna no campo do Sword & Fantasy e o melhor filme dedicado a Conan (teve sequela, um rip-off e um remake – nenhum atingiu o nível deste filme).

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Titanic (1997) – 25 Anos

 

Titanic - Poster 3

 

Na viagem inaugural (e final) do Titanic, um par de jovens, de diferentes classes sociais, apaixona-se e procura sobreviver ao naufrágio do navio.

 

A tragédia do mítico transatlântico é (infelizmente) famosa e já inspirou muitos (e bons) filmes.

Mas nada como este.

James Cameron pega no seu poder visual (meio Titanic foi reconstruído quase à escala real), no seu perfeccionismo para o espectáculo (criou todo um novo estúdio e estruturas) e na perfeição que os efeitos visuais digitais modernos permitem (o naufrágio é impressionante no seu realismo), reformula o modelo clássico do filme-catástrofe (aqui o centro narrativo é um casal e não uma sucessão de personagens e dos seus dramas) e cria um enorme, incrível e espectacular filme, com um romantismo à moda antiga.

 

Leonardo DiCaprio e Kate Winslet fazem faísca e tornam-se movie stars.

A canção de Celine Dion afundou as charts.

James Cameron torna-se O King of the World (em termos cinematográficos).

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Michael Jackson`s Thriller (1982) – 40 Anos

 

 

Quando o mundo dos videoclips estava num certo marasmo técnico-estético (basicamente era filmar o artista/grupo a cantar em frente às câmaras, às vezes em lugares diferentes e com alguns efeitos de luz), Michael Jackson ousa revolucionar o meio.

John Landis vinha de “An American Werewolf in London” (1981) e com os (incríveis) efeitos de make-up de Rick Baker (que ganhou um Oscar por tal).

Ambos regressam e voltam a unir esforços na criação de um mini-filme de terror.

A combinação dos talentos de Jackson, Landis e Baker resulta de forma magistral (ainda há que acrescentar a surpresa vocal de Vincent Price, em dois momentos cruciais).

O videoclip marcou, inovou, revolucionou, foi um sucesso, ganhou prémios e tudo mudou no mundo dos videoclips.

40 anos depois, continua um must insuperável.

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Singin’ in the Rain (1952) – 70 Anos

 

 

Uma dupla popular do cinema mudo procura adaptar-se ao sonoro. Ele consegue, ela não. Até que se encontra uma jovem com uma voz maravilhosa.

 

Evocação a um momento relevante e delicado do Cinema (a transição do mudo para o sonoro, a adaptação/inadaptação das stars, os investimentos e descobertas dos estúdios, a revolução tecnológica), que é uma desculpa para uma imparável sucessão de momentos musicais de uma magistral encenação.

 

Stanley Donen, Gene Kelly, Debbie Reynolds e Donald O`Connor felizes e acrobáticos num monumento de felicidade e espectacularidade cinematográfica.

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The Godfather (1972) – 50 Anos

 

 

Os jogos criminosos, políticos e familiares da família Corleone, na manutenção, extensão e fortificação do poder, consagrando a dinâmica e continuidade familiar.

 

Francis Ford Coppola entra pelo Gangster Film, mas em vez de um certo revivalismo cinéfilo do género, envereda por uma saga familiar com laivos narrativos e visuais dignos de Luchino Visconti, conseguindo fazer uma analogia dos USA e da forma como muito corporativismo americano (familiar ou não) chegou e mantém o Poder.

 

Elenco de luxo, num festival de Method & Actor`s Studio, carregado por ilustres membros de uma nova geração de alunos de tal escola, chefiados pelo seu “professor” máximo.

 

Gerou trilogia.

 

Enorme luxo visual, narrativo, artístico e cinematográfico, tornando o filme num verdadeiro Godfather de Cinema.

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