The Last of The Mohicans (1992) – 30 Anos

 

 

Um grupo de Moicanos e um branco membro da comunidade movem esforços para salvar duas jovens inglesas e evitar um conflito.

 

Conto de heroísmo e romantismo, visão humanista sobre os nativos americanos, ilustração de alguma conturbação do início da nação americana e do colonialismo, servido com brilhantismo visual, sentido de espectáculo e grandioso entretenimento.

 

Michael Mann abandonava o policial urbano, mas não o seu (enorme) poder de contar (bem) uma história e saber ilustrá-la com estilo e virtuosismo.

Bravo Daniel Day-Lewis (num inesperado e conseguido registo como action hero) e linda (como sempre) Madeleine Stowe.

 

O clássico literário de James Fenimore Cooper é um velho favorito de Hollywood e tem aqui a sua adaptação cinematográfica definitiva.

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Lawrence of Arabia (1962) – 60 Anos

 

 

T.E. Lawrence, oficial inglês, une as diversas facções árabes, no sentido de combater os turcos.

 

David Lean encena a vida épica de um bravo, num bravo registo de Cinema Épico, pleno de detalhe (narrativo e visual) e esplendor cinematográfico.

Perfeito elenco em perfeita performance.

 

Ainda e sempre, O exemplo máximo do épico cinematográfico.

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The Expendables 2 (2012) – 10 Anos

 

 

Os Expendables movem-se pela Europa de Leste em busca de delicado artefacto, quando um grupo maléfico os ataca e mata um deles. O grupo inicia uma cruzada vingativa.

 

O conceito revivalista do actioner 80s que vinha do original é levado ao nível seguinte em matéria de espectáculo, peripécias, pirotecnia, dedo pesado no gatilho e body count.

Para a História fica (finalmente) o tão desejado encontro heróico de Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger e Bruce Willis – juntos no mesmo filme, na mesma cena, no mesmo plano.

E ainda se juntam mais duas lendas do actioner, ainda que em lados opostos – Chuck Norris (como um lone wolf) e Jean-Claude Van Damme (como letal villain).

 

É um action heroes ensemble de lendas vivas do género que não teve igual e ainda não teve igual. E dificilmente algum dia terá.

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Hard Boiled (1992) – 30 Anos

 

 

Um implacável polícia de Hong Kong e um agente infiltrado procuram, de forma diferente, destruir duas poderosas organizações criminosas.

 

John Woo elabora um delírio e sonho como actioner, apostando numa coreografia milimétrica nas set pieces, que são um bailado de pólvora, som, sangue, movimento e body count, sendo uma inveja para muito bom actioner de Hollywood.

A louca meia hora final no hospital ainda é um must do género, absolutamente inigualável.

Chow Yun-Fat em grande e um master of cool (o resgate dos bebés, em pleno tiroteio).

A consagração máxima de Woo, que aqui ganha o seu passaporte para Hollywood.

 

Um exemplar glorioso e insuperável do actioner.

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Reservoir Dogs (1992) – 30 Anos

 

 

Um grupo de assaltantes encontra-se depois de um assalto ter dado para o torto, com a tensão a crescer ao saber-se que há um traidor entre eles.

 

Quentin Tarantino estreia-se e revela-se um nerd cinéfilo, pegando em diversos estilos (Jean-Luc Goddard e a Nouvelle Vague, Jean-Pierre Melville e o Polar, John Woo e o heroic bloodshed), criando diálogos vivos e pertinentes (ficamos a perceber o significado de “Like a Virgin”, de Madonna), personagens cool, violência extrema (a tortura do polícia) e estilizada (os shootouts), uma dinâmica banda sonora (muito indie 70s) e um incrível grupo de actores (todos em estado de graça).

 

Fulgurante início de carreira do último grande cineasta do Século XX, que muito mudaria Hollywood.

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The Amazing Spider-Man (2012) – 10 Anos

 

 

Peter Parker é um adolescente ainda atormentado pela ausência dos seus pais. A descoberta de um projecto antigo do seu pai leva-o a ser mordido por umas aranhas geneticamente modificadas. Peter ganha poderes incríveis de natureza aracnídea e decide tornar-se num herói da cidade, Spider-Man. Mas Peter terá ainda muito a aprender – sobre os pais, o que originou os seus poderes e como saber usá-los com responsabilidade.

 

O reboot ao herói (na sua celebração de 50 anos de vida) traz algum negrume, rebeldia e mistério, mantendo muita da sua essência. O interesse romântico passa para Gwen Stacy, que se revela uma rival intelectual a Peter.

 

Andrew Garfield faz uma amazing reinterpretação de Peter Parker/Spider-Man, sabendo como colocar dor, raiva, delicadeza e humor. Emma Stone é uma amazing Gwen Stacy, sempre espirituosa, inteligente e sexy. A química entre ambos é igualmente amazing.

 

Não iguala o que Sam Raimi tinha feito nos dois primeiros filmes da sua trilogia, mas consegue boas adendas e mantém Spidey em bom rumo cinematográfico (teve sequela, de nível superior).

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Spider-Man (2002) – 20 Anos

 

 

Peter Parker, tímido adolescente, é mordido por uma aranha geneticamente modificada e ganha incríveis poderes aracnídeos. Assim nasce Spider-Man e tal ensiná-lo-á como lidar com o poder e a responsabilidade.

 

Na celebração dos seus 40 anos de criação, o herói criado por Stan Lee & Steve Ditko recebe a adaptação cinematográfica (há tanto desejada e tentada) que merece, plena de acção, humor, drama, romance, fantasia, com muita relevância emocional e humana.

 

Excelentes efeitos visuais (do amazing e lendário John Dykstra), que nos fazem sentir os swings de Spidey.

Excelente elenco, a recriar muito da essência oriunda dos comics – Tobey Maguire convence e comove como Peter Parker/Spider-Man; Kirsten Dunst é uma adorável Mary Jane Watson; Willem Dafoe é um tenebroso Norman Osborn; J.K. Simmons é J.J. Jameson como o vemos nos comics.

Sam Raimi (que já tinha feito uma maravilha “vinda” de um comic – “Darkman”) combina toda a sua criatividade visual com magníficas referências a momentos dos comics.

 

Um must para os “aranhiços” e ainda uma referência nos superhero movies.

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Starship Troopers (1997) – 25 Anos

 

 

Futuro. A Terra foi invadida por uns insectos enormes, monstruosos e desejosos da nossa carne, sangue e cérebros. O sistema recruta toda a juventude do planeta para dar luta.

 

Paul Verhoeven pega num clássico da Literatura de Sci-Fi (assinado por Robert Heinlein) e faz uma paródia ao regimes sul-americanos, à extrema direita, à mobilização USA para o conflito do Vietname, aos excessos militaristas, às incompetências governativas (seja qual for a ala ideológica), ilustrando um futuro onde a sociedade é o caos político, ideológico, social e intelectual (o momento em que um bug suga um cérebro humano é, obviamente, para ter um derrame de riso).

Como sempre no autor de “RoboCop”, violência extrema, aberta sexualidade, crítica a certos modelos americanos (políticos, sociais, empresariais e de media) e rigor visual, sempre apoiado em excelência de meios (som, efeitos visuais, fotografia).

 

Flop na época, cult movie desde então.

Mais actual que nunca.

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The Lover (1992) – 30 Anos

 

 

  1. Indochina.

Uma jovem europeia de origens modestas envolve-se com um chinês abastado, num romance que vai abalar ambos e o mundo em redor de cada um.

 

O clássico literário (e com muito de autobiográfico) de Marguerite Duras recebe uma adaptação plena de luxo, numa abordagem aberta, franca e sensível sobre o (primeiro) amor, o erotismo e o sexo.

 

Jean-Jacques Annaud confirma o seu talento para grandes e ambiciosas produções.

Jane March (na sua sensual estreia cinematográfica) e Tony “Ka Fai” Leung fazem faísca na intimidade e convencem na sua emotividade.

 

Uma pérola do cinema romântico e épico.

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Nosferatu (1922) – 100 Anos

 

 

O Conde Orlok é uma criatura da noite e usa a visita de um agente imobiliário para mudar de residência e morder o pescoço à esposa dele.

 

É a história de “Dracula” (de Bram Stoker), numa adaptação livre (por causa dos direito$), como desculpa para um belíssimo, tenebroso e perfeito exercício de Cinema no campo do Terror e do Expressionismo Alemão, sendo um dos seu filmes essenciais na criação dessa corrente estética.

 

F.W. Murnau entra para a galeria dos grandes cineastas.

Max Schreck arrepia sempre que o vemos.

 

Clássico, obra-prima e altamente influente.

(e, tal como um bom vampiro, nunca envelhece)

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