Hooper (1978)

 

Burt Reynolds & Hal Needham criaram uma das mais relevantes parcerias actor/realizador do Cinema.

Por outro lado, conseguiram um parceria rara no Cinema – a do actor/stuntman (que Tarantino tanto homenageia no seu belíssimo “Once Upon a Time in Hollywood”).

Ambos são oriundos do mundo dos Stuntmen.

A parceria deu bons frutos nos 70s.

Este é um dos seus melhores filmes.

Como “coincidência”, passa-se no mundo dos… Stuntmen.

 

Sonny Hooper é um grande stuntman de Hollywood.

Mas Hooper começa a sentir o peso da idade, das responsabilidades e dos riscos que a indústria lhe exige.

O seu novo filme é tremendamente exigente e Hooper pondera ser o último trabalho.

E será algo em grande. Mas com grandes riscos.

Os Stuntmen são elementos-chave do Cinema desde sempre (no Western, no Swashbuckler, no War Movie e, principalmente, no Actioner).

O mundo dos Stuntmen ganhou imensa actividade e relevo a partir dos 70s (muitos e incríveis morceau de bravoure surgiram desde então).

Burt Reynolds e Hal Needham são originários desse mundo.

O filme é uma bela, divertida e espectacular homenagem e visão desse mundo, onde se ilustra o making of cinematográfico nesse sector bem como os dramas/dilemas de um stuntman.

Burt Reynolds e Hal Needham entregam ao filme todo o seu know how na matéria.

Reynolds desfila carisma (aquele sorriso matreiro!)

Needham cria magnificas set pieces.

O bom elenco está em sintonia entre si e com o filme.

Sally Field & Burt Reynolds mostram porque nasceram para contracenar juntos – é enorme a química e a cumplicidade.

Sendo um filme sobre stuntmen é de esperar grandes stunts.

O filme não decepciona e mostra acrobacias e peripécias notáveis, com destaque para a última que é um delírio de action e stunts.

Uma alegre “reportagem” sobre os “actores” que fazem os action heroes, mas que nunca são vistos.

É um clássico do estilo cinematográfico Burt Reynolds/Hal Needham.

 

Obrigatório.

 

“Hooper” é inédito no nosso mercado. Existe noutros, a bom preço.

Realizador: Hal Needham

Argumentistas: Thomas Rickman, Bill Kerby, Walt Green, Walter S. Herndon, James Best (sem crédito)

Elenco: Burt Reynolds, Jan-Michael Vincent, Sally Field, Brian Keith, John Marley, Robert Klein, James Best, Adam West

 

Trailer

 

Clips

 

Orçamento – 6 milhões de Dólares

Bilheteira – 78 milhões de Dólares

 

Nomeado para “Melhor Som”, nos Oscars 1979. Perdeu para “The Deer Hunter”.

Nomeado para “Melhor Montagem”, pelos American Cinema Editors 1979. Perdeu para “The Deer Hunter”.

Burt Reynolds e Hal Needham vinham do mundo dos Stuntmen. Fizeram o filme como homenagem a esse mundo e profissionais.

O filme é um tributo aos Stuntmen. Mas também ao Stuntman Jock Mahoney, padrasto de Sally Field.

 

Hooper é também uma referência ao grande Stuntman Buddy Joe Hooker.

O filme em que Hooper e Ski participam tem o título “The Spy Who Laughed at Danger”. É uma paródia a James Bond e aos seus filmes, nomeadamente “The Spy Who Loved Me” (1977, com Roger Moore). Em 1981, Needham, Reynolds e Moore fariam “Cannonball”, com Moore a parodiar a sua imagem como 007.

O personagem do realizador Roger Deal inspira-se em Peter Bogdanovich. A certo momento, Deal diz que um filme é “little pieces of time” – é um parafrasear de algo dito por Bogdanovich. Bogdanovich dirigiu Reynolds em dois filmes – “At Long Last Love” (1975) e “Nickelodeon” (1976).

O personagem de Brian Keith tem o nome de Jocko. É uma referência ao padrasto de Sally Field, Jocko Mahoney, um prestigiado stuntman.

Na cena em que se vê um best of das stunts de Hooper, pode-se ver um momento do filme “Deliverance” (1972, onde Reynolds era um dos protagonistas).

A.J. Bakunas dobrou Reynolds no momento do salto do helicóptero. Bakunas bateu o recorde de queda sem paraquedas – 70 Metros.

James Best tem um momento em que imita James Stewart. Best e Stewart contracenaram em “Winchester 73” (1950), “Shenandoah” (1965) e “Firecreek” (1968).

No filme, os personagens de Burt Reynolds e James Best são grandes amigos. O mesmo se aplica a ambos na vida real. Best também dava aulas de representação e chegou a ensinar Reynolds.

A stunt final tinha a designação de “Damnation Alley”. Era uma private joke a Jan-Michael Vincent (Ski) que tinha feito no ano anterior “Damnation Alley” (1977).

O salto final de carro era um sonho antigo do stuntman Ken “The Mad Canadian” Carter. Carter e Reynolds encontraram-se e falaram sobre tal. Assim sendo, criou-se esse momento específico para que Carter concretizasse o seu sonho.

O genérico final ilustra várias stunts do filme e as suas preparações.

Um dos quatro filmes que Burt Reynolds & Sally Field fizeram juntos – “Smokey and the Bandit” (1977), “Hooper” (1978), “The End” (1978) e “Smokey and the Bandit II” (1980) .

James Best seria depois famoso como o Sheriff Rosco P. Coltrane na divertida série “The Dukes of Hazzard” (1979-1985), uma série plena de stunts (principalmente automóveis). Curiosamente, Burt Reynolds interpretaria Jefferson Davis “Boss” Hogg na versão cinematográfica de “The Dukes of Hazzard” (2005).

Um dos muitos filmes que Burt Reynolds fez sobre Hollywood – “Fade-In” (1968; sobre shooting on location e Westerns); “Silent Movie” (1976, de Mel Brooks; o filme é uma paródia/homenagem às comédias do cinema mudo), “Nickelodeon” (1976, de Peter Bogdanovich; sobre a produção cinematográfica na época do mudo), “Best Friends” (1982, ao lado de Goldie Hawn; sobre a escrita de argumentos em Hollywood), “Hooper” (1978; sobre os Stuntmen em Hollywood), “The Player” (1992, de Robert Altman; sobre os mecanismos de Hollywood; Reynolds interpreta-se a si mesmo); “Boogie Nights” (1997; sobre a indústria do cinema pornográfico), “The Last Producer” (2000, realizado por Reynolds; sobre produtores e Hollywood), “The Hollywood Sign” (2001; sobre actores em Hollywood) e “A Bunch of Amateurs” (2008; sobre actores em Hollywood).

“Hooper” é um de vários filmes feitos nos 70s, onde os Stuntmen eram protagonistas – “Evel Knievel” (1971, com George Hamilton e Sue Lyon), “The Stuntmen” (1973), “Evel Knievel” (1974, com Sam Elliott), “Deathcheaters” (1976), “Death Riders” (1976), “L`Animal” (1977, com Jean-Paul Belmondo e Raquel Welch), “Superstunt” (1977), “Viva Knievel!” (1977, com Gene Kelly, Lauren Hutton e o próprio Evel Knievel), “Stunts” (1977), “Hooper” (1978), “Stunt Rock” (1979), “The Stunt Man” (1980, com Peter O`Toole, Steve Railsback e Barbara Hershey).

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