Olivia de Havilland (1916-2020) – RIP

 

Mais um Long Goodbye em Cinema.

E este é mesmo o Goodbye definitivo à Golden Age de Hollywood.

Morreu a sua última representante – a lindíssima Olivia de Havilland.

 

Olivia Mary de Havilland nasce em Tóquio, em Julho de 1916.

 

Depois do divórcio dos pais, Olivia parte com a mãe e irmã para a California.

Olivia sente o apelo pela representação e chega a participar na encenação de “A Midsummer Night’s Dream”.

A sua actuação chama a atenção de Max Reinhardt, prestigiado produtor e encenador de Teatro.

Olivia volta a participar numa encenação da mesma peça, feita por Reinhardt, bem como na versão cinematográfica de 1935.

Os executives da Warner Bros. ficam muito bem impressionados com ela e contratam-na por sete anos.

É durante esse contrato que Olivia estabelece um dos pares mais míticos de Hollywood – Olivia de Havilland & Errol Flynn. Trabalham juntos em 8 filmes, mostrando uma química romântica e cintilante. O público é cativado por “Captain Blood” (1935), “Charge of the Light Brigade” (1936), “Four’s a Crowd” (1938), “The Adventures of Robin Hood” (1938), “Dodge City” (1939), “The Private Lives of Elizabeth and Essex” (1939), “Santa Fe Trail” (1940, “They Die With Their Boots On” (1951) – com excepção do último (é Raoul Walsh que realiza), todos são assinados por Michael Curtiz.

David O. Selznick repara nela e chama-a para “Gone With The Wind” (1939). E Olivia ganha a sua primeira nomeação para os Oscars (perde para Hattie McDaniel, no mesmo filme).

“Hold Back the Dawn” (1941) leva-a a mais uma nomeação, mas volta a ser derrotada (curiosamente, pela sua irmã Joan Fontaine, em “Suspicion” de Hitchcock).

 

Olivia começa a exigir personagens mais intensos e dramáticos, que a afastem da imagem de menina delicada, romântica e em perigo. A Warner suspende-a por 6 meses, alegando que os actores sob contrato são propriedade do estúdio e devem aceder às vontade dele.

Olivia processa o estúdio e ganha. A decisão do tribunal chegou a ter a designação “The de Havilland Decision”.

“To Each His Own” (1946) marca essa mudança e traz o Oscar para Olivia.

“The Dark Mirror” (1946) desafia-a ao interpretar gémeas.

“The Snake Pit” (1948) é outra das suas grandes interpretações e vale-lhe mais uma nomeação.

“The Heiress” (1949) vale-lhe o segundo Oscar.

“My Cousin Rachel” (1952) assegura-lhe outra grande interpretação.

“Lady in a Cage” (1964) volta a mostrar Olivia em intensidade física e psicológica.

Algum dark side é mostrado em “Hush Hush… Sweet Charlotte” (1964, ao lado de Bette Davis).

 

Olivia sai de produções de grande visibilidade cinematográfica (ainda a vemos em dois filmes-catástrofe – “Airport 77” e “The Swarm”), andando mais pela Televisão (“The Love Boat”, “Roots: The Next Generation”, “North and South”).

 

Era tratada por Livvie.

A sua irmã era a também belíssima (mulher a actriz) Joan Fontaine. Curiosamente, a relação entre ambas não era muito próxima.

Chegou a pensar em ser professora.

Olivia e Joan chegam a estar nomeadas no mesmo ano, mas Joan vence Olivia.

Recusou ser Mildred Pierce, no filme com o mesmo título (de 1945). Joan Crawford ficou com a personagem e ganhou um Oscar.

Recusou participar em “It`s a Wonderful Life” (1946). Jean Arthur, Ann Dvorak e Ginger Rogers também o fizeram. Donna Reed foi escolhida.

Recusou ser Blanche DuBois em “A Streetcar Named Desire” (1951), pois defendia que uma mulher não deveria falar daquela forma. Vivien Leigh (colega de Olivia em “Gone With The Wind”) ficou com a personagem e ganhou mais um Oscar (já tinha ganho em “Gone With The Wind”). Corrigiria depois ao dizer que não aceitou por estar grávida.

Jennifer Jones ficou a com a personagem pensada para Olivia em “The Towering Inferno” (1974).

“To Each His Own” e “The Snake Pit” tinham sido recusados por Ginger Rogers.

Namorou com James Stewart, Howard Hughes e John Huston.

Foi a primeira mulher a presidir o júri do Festival de Cinema de Cannes – foi em 1965.

Aos 100 anos de vida, recebeu uma homenagem pelo Turner Classic Movies, como “Star of the Month”.

É a terceira pessoa vencedora de Oscar a passar os 100 anos de vida, depois de George Burns e Luise Rainer.

Aos 101 anos foi nomeada Dame Commander of the Order of the British Empire.

Considerava Mitchell Leisen como o realizador com quem mais gostava de trabalhar (Leisen dirigiu-a em “Hold Back the Dawn” e “To Each His Own”).

Confessou ter uma paixão por Errol Flynn. Descobriu que Flynn também tinha uma por ela.

Olivia De Havilland era uma mulher lindíssima e uma belíssima actriz, capaz de tudo em todo o género.

Recordamos o seu sorriso feliz (principalmente quando ao lado de Errol Flynn), a sua simplicidade e sensibilidade como mulher, mas também nos surpreendemos com a sua capacidade para a loucura, o medo e a maldade.

 

E com ela nos despedimos de toda a Golden Age de Hollywood.

 

So Long, Livvie.

O olhar radiante, o sorriso feliz, a brilhante carreira, os notáveis filmes e a forma como ser uma Senhora (no ecran e na vida) perduram connosco.

Evocação

 

Documentário

 

Trailers de alguns dos seus filmes

 

Gone With The Wind

 

Captain Blood

 

The Adventures of Robin Hood

 

Dodge City

 

They Died with their Boots On

 

My Cousin Rachel

 

The Snake Pit

 

The Heiress

 

The Dark Mirror

 

Hush Hush… Sweet Charlotte

 

Lady in a Cage

 

Olivia de Haviland & Errol Flynn

 

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