John Saxon (1935-2020) – RIP

 

Mais um Long Goodbye em Cinema.

Agora ao grande John Saxon, ilustre actor de culto.

 

Carmine Orrico nasce no Brooklyn, em Agosto de 1935.

 

Os seus estudos levam-no à representação, mas chega a trabalhar como modelo.

É descoberto por Henry Willson (que já tinha descoberto Rock Hudson). Wilson muda Carmine Orrico para John Saxon. E aos 16 anos tudo muda.

Saxon começa no Cinema (ainda que sem crédito) em em boa companhia – “It Should Happen to You” (1954, de George Cukor, com Judy Holliday, Jack Lemmon, Peter Lawford) e “A Star Is Born” (1954, de George Cukor, com Judy Garland, James Mason).

Saxon estreia-se em Televisão na série “Medic” (1954, protagonizada por Richard Boone).

“Running Wild” (1955) já põe o seu nome no genérico de um filme, conseguindo atenções.

“The Unguarded Moment” (1956, ao lado de Esther Williams), “Rock, Pretty Baby!” (1956), “Summer Love” (1957), “This Happy Feeling” (1958, de Blake Edwards, com Debbie Reynolds e Curd Jurgens), “The Reluctant Debutante” (1958, de Vincente Minelli, com Rex Harrison), “The Restless Years” (1958, com Sandra Dee), “The Big Fisherman” (1959, com Howard Keel) já colocam Saxon entre os três primeiros nomes do genérico.

A década de 60 continua a afirmá-lo, em títulos onde se rodeia de grandes actores e realizadores – “The Unforgiven” (1960, de John Huston, com Burt Lancaster, Audrey Hepburn, Audie Murphy, Charles Bickford, Lillian Gish), “Portrait in Black” (1960, com Lana Turner e Anthony Quinn), “Mr. Hobbs Takes a Vacation” (1962, com James Stewart e Maureen O`Hara), “The Cardinal” (1963, de Otto Preminger), “The Appaloosa” (1966, com Marlon Brando), “Death of a Gunfighter” (1969, com Richard Widmark).

Ao longo dos 60, passagem também pela Televisão (“Burke`s Law”, “Bob Hope Presents the Chrysler Theatre”, “Dr. Kildare”, “Bonanza”, “The Virginian”, “Ironside”, “Gunsmoke”).

Passagem por Itália (país por onde filmará muito nos 70s e 80s), e logo com um grande cineasta (Mario Bava), para um culto cultíssimo – “La Ragazza che Sapeva Troppo” (1963).

Os 70s mantêm-no activo em Televisão (“The Night Galley”, “Kung Fu”, “The Streets of San Francisco”, “The Rockford Files”, “Starsky and Hutch, Wonder Woman”, “The Bionic Woman”, “The Six Million Dollar Man”).

Três bons momentos no grande ecran – “Joe Kidd” (1972, com Clint Eastwood e Robert Duvall), o emblemático “Enter The Dragon” (1973, com Bruce Lee) e o influente “Black Christmas” (1974 – já teve dois remakes).

Itália parece ser o país onde Saxon consegue ser protagonista e estrela – “La Legge Violenta della Squadra Anticrimine” (1976), “Napoli Violenta” (1976, com Maurizio Merli, uma grande estrela para o actioner policial da época), “Italia a Mano Armata” (1976, também com Merli), “Il Cinico, L’Infame, Il Violento” (1977, novamente com Merli).

De volta aos USA ainda encontra espaço para dois filmes de relevo – “Fast Company” (1979, o que lhe permite trabalhar com um grande cineasta on the rise – David Cronenberg) e “The Electric Horseman” (1979, de Sydney Pollack, com Robert Redford e Jane Fonda).

Os 80s abrem com mais um grande cult movie – “Battle Beyond the Stars” (1980, ao lado de outros veteranos como Robert Vaughn e George Peppard), um rip-off sci-fi de “The Magnificent Seven”, à Roger Corman.

Saxon divide-se entre Cinema e Televisão (“Magnum, P.I.”, “Dynasty”, “Falcon Crest”, “The A-Team”), entre Itália e USA. Quase sempre em produções B e Z, de terror e acção.

Mas ainda o podemos ver com grandes (“Wrong Is Right”, em 1982, de Richard Brooks, com Sean Connery) e em cult movies (“Tenebre”, em 1982, de Dario Argento; o emblemático “A Nightmare on Elm Street”, em 1984, de Wes Craven – Saxon regressaria nos episódio 3 e 7).

Por ser um nome de culto, Quentin Tarantino (grande nerd, sempre atento a estas coisas) chama-o para uma pequena presença em “From Dusk Till Dawn ” (1996).

 

John era fluente em Italiano, o que muito o ajudou na carreira em Itália.

Era cinturão negro em karate.

Era amigo de Bruce Lee, que era o seu instructor.

Estreou-se na realização com “Death House” (1988), sendo a sua única incursão em tal função.

Era mentor e amigo de Heather Langenkamp (a primeira protagonista de “A Nightmare on Elm Street” – tal como Saxon, esteve nos episódios 1, 3 e 7).

John Saxon trabalhou com grandes e soube estar à altura.

John Saxon sabia ser herói e vilão, sempre com convicção.

John Saxon trabalhou em diversos géneros.

John Saxon tem o seu (bom) nome ligado a muito Cult Movie.

 

E isto chega para se ficar na História do Cinema.

So Long, John.

Fica muito cult movie para os nerds (e, felizmente, somos muitos).

 

Evocação

 

Trailers de alguns dos seus filmes

 

Running Wild

 

The Unguarded Moment

 

The Reluctant Debutante

 

The Unforgiven

 

Portrait in Black

 

Mr. Hobbs Takes a Vacation

 

The Cardinal

 

The Appaloosa

 

Death of a Gunfighter

 

La Ragazza che Sapeva Troppo

 

Joe Kidd

 

Enter The Dragon

 

Black Christmas

 

Napoli Violenta

 

Il Cinico, L’Infame, Il Violento

 

Fast Company

 

Battle Beyond the Stars

 

Tenebrae

 

Prisoners of the Lost Universe

 

A Nightmare on Elm Street

 

A Nightmare on Elm Street 3

 

New Nightmare on Elm Street

 

Uma entrevista

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s