Sidney Poitier (1927-2022) – RIP

 

 

Mais um Long Goodbye em Cinema.

Agora ao grande Sidney Poitier.

 

Sidney Poitier nasce em Miami, em Fevereiro de 1927, num meio pobre.

Aos 15 anos vai vive com o irmão, na esperança de corrigir alguns comportamentos erráticos. Vive e assiste a diversos eventos racistas.

Aos 18 vai para Noca Iorque e trabalha em diversas áreas. Chega a dormir numa casa-de-bano de um terminal de autocarros.

Cumpre o serviço militar e serve num hospital militar.

 

Faz uma audition no American Negro Theatre, mas é rejeitado. Sidney não desiste e investe em aprender representação. Nova audition e é aceite no grupo. Tem uma oportunidade numa produção da Broadway, “Lysistrata”, onde recebe bons elogios.

Darryl F. Zanuck (o todo-o-poderoso da Twentith Century Fox) repara nele e chama-o para “No Way Out” (1950, Joseph L. Mankiewicz, com Richard Widmark e Linda Darnell). É muito elogiado e vê boas portas a abrirem-se-lhe.

Ganha notoriedade em “Blackboard Jungle” (1955).

“The Defiant Ones” (1958, de Stanley Kramer, ao lado de Tony Curtis) vale-lhe a primeira nomeação aos Oscars.

Ganha um por “Lilies of the Field” (1963).

“To Sir, With Love” (1967) mostra-o a mover-se em filmes com mensagem sobre direitos civis.

“The Heat of The Night” (1967) confirma esse caminho. O filme é um enorme sucesso e ganha diversos prémios. Tem direito a um remake sob a forma de série televisiva e Poitier volta a interpretar o personagem (o rigoroso agente Virgil Tibbs) em “They Call Me Mr. Tibbs” (1970) e “The Organization” (1971).

“Guess Who’s Coming To Dinner” (1967) leva-o a enfrentar dois monstros sagrados (Katharine Hepburn e Spencer Tracy) e volta a mexer num tema delicados – as relações sentimentais inter-raciais.

Dirige e co-protagoniza (ao lado de Bill Cosby) “Let’s Do It Again” (1975) e “A Piece of the Action” (1977).

 

Retira-se do grande ecran por uns anos.

Regressa (em boa forma) em “Shoot to Kill” (1988). “Little Nikita” (1988), “Sneakers” (1992), “The Jackal” (1997) mantêm-no com visibilidade.

Recebe mais um Oscar (a título honorário), e logo pela mão do seu “herdeiro” – Denzel Washington.

Da mesma forma recebe um BAFTA e um Globo de Ouro, bem como prémios pelo American Film Institute e pela National Board of Review.

Foi premiado em Berlim e San Sebastián.

Deixou a sua marna no “Walk of Fame”.

Foi nomeado pela Rainha Isabel II e por Barack Obama.

Era grande amigo de Harry Belafonte.

Foi o primeiro actor negro a ganhar um Oscar.

Além de actor, Poitier era um forte activista.

Ao lado de Gary Cooper, é o actor com mais filmes que o American Film Institute considera nos “100 Most Inspiring Movies of All Time”.

O seu sucesso abriu as portas da blaxploitation, à forma como a comunidade negra era abordada no Cinema e permitiu a chegada de futuras movie stars de raça negra.

Sidney Poitier era um actor imenso, versátil e capaz de criar personagens que geravam uma imediata simpatia por parte do espectador.

As suas acções paralelas mostram-no como um humanista e pacifista.

 

É uma grande perda.

So Long, Sidney.

Ficam bons filmes e (mais) uma prova que a Arte pode mudar o mundo.

 

Evocação

 

Nos Oscars

 

Trailers de alguns dos seus filmes

 

 

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