Velas Negras (2014-2017)

 

Título original – Black Sails

 

“Treasure Island”, o romance de Robert Louis Stevenson, é um dos melhores e mais populares livros de sempre, tendo incentivado sonhos de aventuras em muitas crianças.

O audiovisual tem nele um velho favorito (são muitas as versões – Cinema, Televisão e até com o toque Disney).

Eis uma série que funciona como uma prequela aos eventos desse romance.

Produção de Michael Bay, para o canal StarZ.

 

Um grupo de piratas opera na zona de Nassau, nas Bahamas.

Por lá andam Captain Charles Vane, Governor Woodes Rogers, Jack Rackham, Anne Bonny, Captain Flint, Billy Bones, Long John Silver e o temível Black Beard.

Muitos são os encontros, confrontos, alianças, traições entre todos, sempre de busca de Justiça (para alguns) e de (vastos) tesouros (para muitos).

 

Criadores: Robert Levine, Jonathan E. Steinberg

Elenco: Toby Stephens, Luke Arnold, Toby Schmitz, Hannah New, Jessica Parker Kennedy, Clara Paget, Winston Chong, Tom Hopper, Zach McGowan, Lise Slabber, Ray Stevenson, Rupert Penry-Jones

 

Site – https://www.starz.com/series/blacksails

 

Trailer

 

A Intro

 

Featurettes

 

O mundo da pirataria visto sem glamour, alguma estilização, caracterizando bem a violência e imoralidade do meio, os jogos de alianças e traições, os jugos amorosos, as dinâmicas da Armada Real em caça aos fora-da-lei.

Faltou uma melhor arrumação narrativa.

A certa altura parece que esta se procura adaptar às regras televisivas (x episódios por season) do que saber contar devidamente a história na dimensão e duração adequadas.

Frequentemente surge um certo marcar passo, avanços e atrasos, (sub-)intrigas (palacianas) que nada acrescentam e só atrasam.

Fica a sensação de uma “telenovela pirata”.

É pena. Havia potencial para algo bem adulto, negro, brutal, viciante, espectacular e denso, capaz de fazer boa ligação com o referencial romance que o inspira.

Terminada a série, fica a ideia que viria mais uma Season a caminho (talvez a final).

Assim sendo, não se faz a devida ligação com “Treasure Island” (presumindo que os seus autores a queriam fazer – mas sempre promoveram “Black Sails” como uma espécie de prequela ao romance de Stevenson). Ficam alguns pormenores deixados para tal (o tesouro do Capitão Flint, a forma e o porquê dele o esconder, os conflitos de Flint com Silver).

Bons valores de produção, mostrados através de uma óptima fotografia (algo monocromática para ilustrar a sujidade dos ambientes, devidamente escurecida em interiores e luminosa em exteriores), cenografia, guarda-roupa e efeitos visuais (combates marítimos de bom nível técnico, perfeitamente ao nível do melhor em Cinema).

Elogia-se também o cuidado visual na procura de alguma dimensão de bom espectáculo.

Nota alta para as meninas, que nunca se comportam como Ladies in distress mas sim como guerreiras bem indomáveis, sem perderem a sua feminilidade e sensualidade.

Como sempre nas produções de Michael Bay (ele é um dos Executive Producers), as meninas parecem vindas de Beverly Hills, das praias californianas e de uma cover session na “Cosmopolitan” ou na “Vogue”.

Bom trabalho do elenco.

Uma correcta ilustração do mundo da pirataria, que procura uma seriedade, negrume e complexidade que não são habituais no género.

 

Vê-se bem. Mas sem entusiasmos.

“Black Sails” terminou ao fim de 4 Seasons.

Não tem edição em Portugal.

 

“Melhor Som” e “Melhores Efeitos Visuais”, nos Primetime Emmy 2014.

“Melhor Som”, nos Primetime Emmy 2016.

“Melhor Fotografia”, pela Australian Cinematographers Society 2014 e 2015.

“Melhores Efeitos Visuais – Televisão”, pela Hollywood Post Alliance 2017.

“Melhores Efeitos Visuais”, pela Visual Effects Society 2017 e 2018.

A série recorre a personagens que participam (e a outros que são referidos) em “Treasure Island” (Flint, Billy Bones, Long John Silver), mas também a personagens reais (Edward Teach, Charles Vane, Jack Rackham e Anne Bonny eram piratas nas Caraíbas).

 

Filmada em Cape Town, na África do Sul.

O navio do Captain Flint, “The Walrus”, foi construído de raiz para uso no set.

Toby Stephens contracena com parte da sua família – Chris Larkin é o seu irmão, Anna-Louise Plowman é a sua esposa.

Rupert Penry-Jones (que aqui interpreta Thomas Hamilton) interpretou o Squire Trelawney numa versão televisiva recente de “Treasure Island”.

Clara Paget interpreta a pirata Anne Bonny, mas curiosamente a actriz é da Nobreza Britânica – ela é Lady Clara Elizabeth Iris Paget, filha de Charles Paget, 8º Marquês de Anglesey.

Jack Rackham usava inicialmente o nome “Jolly Roger” na sua bandeira.

Na realidade, Rackham tornou-se Capitão depois de liderar um motim contra Charles Vane.

Na realidade, Vane foi enforcado em Port Royal.

Na realidade, Anne Bonny casou primeiro com Jack Bonny e depois com Jack Rackham.

Sobre os Piratas das Caraíbas:

https://www.thoughtco.com/real-life-pirates-of-the-caribbean-2136234

https://www.realmofhistory.com/2018/11/09/facts-history-of-pirates/

https://thehistoryjunkie.com/piracy-in-the-caribbean/

https://www.thevintagenews.com/2017/06/23/meet-the-real-life-pirates-of-the-caribbean-not-a-jack-sparrow-among-them/

 

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