John Carpenter`s “Escape from…”

 

 

John Carpenter sempre afirmou que entrou para o movie business porque queria fazer Westerns (ele chegou a escrever um para ser protagonizado por John Wayne, tendo até tido conversações com The Duke).

O espectador mais distraído pode olhar para a filmografia do The Master e achar que Carpenter falhou redondamente.

Pois bem, quem achar tal é que falha redondamente.

Se há algo que Carpenter sempre fez (90% da sua filmografia) foram Westerns.

 

Só que…

Disfarçados.

 

É esse um dos (muitos) talentos de Carpenter – saber fazer Westerns disfarçados.

Sejam de terror (“Halloween”, ”The Fog“, “Prince of Darkness”, “Vampires”, “Ghosts of Mars”), suspense (“Assault on Precinct 13”), comédia (“Memoirs of an Invisible Man”), fantasia (“Big Trouble in Little China”) e sci-fi (“Starman”, “They Live”).

 

Para o último género, é o caso da saga “Escape from…” (“… New York” e “… L.A.”).

Como sempre no Cinema de Carpenter, para além do entretenimento de um filme de género, há uma análise ao estado do mundo.

Este dupleto acaba por ser uma visão (bem certeira) do rumo que o mundo seguiria (e onde chegou e está). Hoje, deixam de ser filmes de ficção científica (na época em que foram feitos, as datas de localização da acção pareciam tão longínquas) e são mais “históricos (“… New York” passa-se em 1997 e “… L.A.” passa-se em 2013), sendo quase… “documentários”.

Passam 40 Anos sobre “Escape from New York” e 25 sobre “Escape from L.A.”. É, portanto, motivo de festa (para o fã, nerd e certos sectores cinéfilos minoritários).

Escapemos, então, a esta prodigiosa saga.

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Orca – A Fúria dos Mares (1977)

Orca - Poster 2

 

Título original – Orca – The Killer Whale

 

Depois do (gigantesco) impacto (a diversos níveis) de “Jaws” (1975), não tardaram a surgir sequelas e rip-offs.

Um deles é este.

A “vilã” é uma orca.

(tal como no filme de Spielberg, o “ensinamento” deste filme não é para levar a sério; a verdade sobre Tubarões, Orcas e outras criaturas do mar – supostamente malignas ou assassinas – deve ser consultada em boas enciclopédias científicas, bons programas científicos e em cientistas competentes)

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