The Hangover (2009) – 10 Anos

 

Quatro amigos partem para uma despedida de solteiro em Las Vegas. A farra é tal, que ninguém se lembra de algo no dia seguinte e muitos foram os eventos ocorridos. Há que descobrir o que se passou e onde está o noivo.

 

Comédia para e sobre adultos sobre uma “comédia dramática” habitual – a ressaca depois de uma boa borga.

Ritmo louco, situações desconcertantes, revelações surpreendentes.

A unir tudo está uma história de uma fantástica amizade entre quatro adultos que procuram uma nova jovialidade nas suas vidas.

 

Bradley Cooper, Ed Helms e Zach Galifianakis são um prodígio de comicidade e cumplicidade.

 

Uma das maiores comédias de sempre.

Um clássico moderno.

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The Third Man (1949) – 70 Anos

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Numa Viena pós-guerra, um homem procura um amigo. E encontra uma elaborada trama à volta da sua morte.

 

Grande mistério à volta de um acidente.

Grande drama à volta de uma amizade traída.

Grande tragédia perante um amor cego, um amor protector e dois nunca correspondidos.

 

É Viena como nunca vista em Cinema (aquelas sombras…!!!).

É um conjunto de sequências que não nos largam a memória (é a primeira aparição do third man – um prodígio de planeamento e fotografia; é o encontro entre os dois amigos – um prodígio de escrita e interpretação; é a perseguição final – um prodígio de acção e tensão; é o final – um prodígio de romantismo triste).

É o mystery thriller com uma componente romântica e que atinge uma visão sobre o destino humano.

 

É Joseph Cotten no seu esplendor de romântico derrotado.

É Orson Welles em grande perversidade como amigo.

É Alida Valli como uma luz que ensombra os homens com quem se cruza.

 

É a (grande e erudita) prosa (primeiro como argumento cinematográfico, depois como romance literário) de Graham Greene ao seu melhor nível.

É Carol Reed no seu momento máximo como realizador (embora diga a lenda que houve uma ajuda ilustre – Welles).

É o Cinema de David O. Selznick e Alexander Korda no seu máximo.

 

É tudo e todos a dançaram ao ritmo da bela, enigmática e mítica música de Anton Karas.

 

É o melhor filme britânico de sempre?

Talvez.

(mas nenhum mal haveria em ser… “The Third Film” – depois de “The 39 Steps” e “Brief Encounter”)

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Ben-Hur (1959) – 60 Anos

 

Judah Ben-Hur, nobre príncipe judeu, é alvo de uma conspiração que o torna num escravo. Ben-Hur regressa para se vingar.

 

Épica odisseia dramática do calvário de um homem e da sua afirmação perante a adversidade, por onde passa alguma “ajuda divina”, ilustrando-se também um pouco da vida de Cristo.

A corrida no Circo Máximo continua a ser uma referência em matéria de action, stunts e set pieces.

 

Cinema em grande – na duração, nos nomes envolvidos, na narrativa, nos meios, no poder visual.

William Wyler no seu topo como realizador, Charlton Heston no seu máximo como actor.

 

Uma das consequências foi (igualmente) épica – 11 Oscars (um recorde, ainda não batido, ainda que igualado – “Titanic”).

 

Possivelmente, o Pai dos Épicos (Históricos, Bíblicos, etc.).

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Gone With the Wind (1939) – 80 Anos

 

A herdeira de um vasto império do Sul dos USA procura reconstrui-lo depois da Guerra Civil, estimulada por um tumultuoso romance.

 

História épica de uma mulher, da afirmação e queda dos seus sonhos.

História épica sobre o Sul dos USA, as suas regras e maneirismos.

História épica sobre a Guerra Civil Americana e os seus efeitos.

 

Tudo visualizado com um estonteante poder de requinte, detalhe,  emoção e espectáculo.

 

Vivien Leigh & Clark Gable tornam-se num dos pares mais míticos do Cinema e criam os seus mais emblemáticos personagens (Vivien, sendo inglesa, cria uma das mais relevantes mulheres americanas de sempre).

 

O Cinema David O. Selznick no seu esplendor.

O Épico Máximo do Cinema.

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The Hurt Locker (2009) – 10 Anos

 

Iraque. O dia-a-dia de uma brigada de desactivação de explosivos, cujo líder lida com a função como se fosse uma “diversão”.

 

“Reportagem” sobre a guerra e os seus efeitos, mas quando esta se torna um vício e um “desporto” para os que lá combatem.

Set pieces que são bombas de suspense (a tensa cena de abertura, a insustentável cena das bombas na mala do carro) e adrenalina (a assustadora cena com o cadáver-bomba).

Final com impacto, deixando as reflexões para o espectador.

 

Jeremy Renner em início de carreira e a brilhar, a mostrar que merecia oportunidades em blockbusters (o que acabou por acontecer).

 

Kathryn Bigelow volta ao universo masculino, filmando homens e virilidade máscula, mas também emoções.

Bigelow voltaria ao actioner documental – “Zero Dark Thirty” e “Detroit”.

 

Surpreendente (e merecida) vitória nos Oscars, com Kathryn Bigelow a ser a primeira mulher a sair como “Melhor Realizador(a)”.

 

Um clássico moderno.

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Star Trek (2009) – 10 Anos

 

A Federação enfrenta uma ameaça.

A (jovem) tripulação da Enterprise vai resolver a situação.

 

Reboot da saga, com a tripulação original, focando os seus early days.

O rejuvenescimento não passa só por novas (e frescas) caras, rodeadas por (grandiosos) efeitos visuais e (fantástica) acção.

Toda essa fonte de juventude está alinhada com o espírito original da saga, respeitando a matriz dos personagens “velhos”, criando uma magnífica definição deles enquanto novos.

Argumento hábil que combina action/adventure com o espírito trekkie.

Perfeito exercício de casting, com os actores a parecerem mesmo a versão jovem dos veteranos da série (televisiva e cinematográfica) original.

 

“Star Trek” renasceu.

To boldly go where no man has gone before” – a Enterprise continuava apta para tal, por muitos e bons anos.

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Star Trek: The Motion Picture (1979) – 40 Anos

 

A tripulação da Enterprise investiga uma estranha nave alienígena que se aproxima da Terra. Quais as intenções?

 

A popular (e prestigiada) série criada por Gene Roddenberry recebe uma correcta adaptação cinematográfica.

Argumento mais profundo do que o habitual (o que dividiu os fãs), focando questões de “espiritualidade espacial”, tecnologia e as possibilidades do Além no Espaço.

Bons efeitos visuais (com excelente uso do matte painting), algum sentido de espectáculo, espírito de grupo (perfeitamente ao nível do que era visto na série).

Algumas das sequelas (os episódios II, IV e VI) seriam (bem) melhores e mais bem inseridas no espírito Trekkie.

 

To boldly go where no man has gone before” – assim ia a Enterprise pelo Espaço, na série; assim prometia continuar no Cinema.

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