O Predador: Primeira Presa (2022)

 

 

Título original – Prey

 

É o regresso do Predator, um dos mais fascinantes e temíveis monstros do Cinema.

Agora em jeito de prequela a todos os episódios já vistos.

 

Século XVIII, América, no coração da Nação Comanche.

Naru, jovem aspirante guerreira, procura afirmar-se junto da comunidade.

Quando diversos elementos da tribo começam a ser mortos, Naru descobre que tudo se deve a uma estranha criatura que anda à caça.

Vai-se dar um duelo primitivo.

“The Revenant” com um Predator?

Assim parece.

Estamos no início do Século XVIII, ainda em tempos de exploração dos futuros USA, com o país ainda profundamente habitado pelos nativos americanos.

 

Isto permite trazer uma visão pacífica, optimista e simpática dos Comanches, ilustrando um pouco dos seus costumes e tradições (que serão vitais para a protagonista).

O filme procura, e consegue, retomar algo do tom primitivo e selvagem que caracterizou alguns episódios da saga (nomeadamente “Predator” e “Predators”), fazendo o regresso a espaços naturais e levando a que o confronto seja mano-a-mano.

O filme assume que o espectador já sabe por onde anda e não se perde tempo com subtilezas – o Predator aparece logo ao fim de pouco mais de 10 minutos e não tarda a entrar em acção e começar a caçar.

O momento com o urso tem o seu impacto.

Há aqui e ali algum gore.

A batalha do Predator com os caçadores parece ser o momento mais actioner.

Fazem-se algumas referências aos filmes anteriores.

Faltou algo mais potente no tom e na encenação, bem como personagens mais carismáticos.

Já sabemos (desde “Predator 2” e “Alien vs Predator) que os Predators andam por cá desde desde há muitos séculos.

Foi pena que não se aproveitasse o filme para se mostrar algo de novo sobre esta fascinante espécie.

Felizmente que este Predator (tal como os outros) traz arsenal novo, cheio de surpresas.

O seu look tem algo de selvagem e primitivo, mas não tem o poder icónico dos seus primos vistos em “Predator” e “Predator 2”.

Efeitos visuais simples e discretos, mas eficazes.

Boa fotografia, a ilustrar uma bonita paisagem, bem utilizada.

Temos mais sonoridade do que música e esta não atinge o nível do score que Alan Silvestri compôs para “Predator” (que ainda É um dos melhores scores de sempre).

Trabalho suficiente do elenco.

Longe vão os tempos em que Predator tinha como adversários malta ilustre como Arnold Schwarzenegger, Carl Weathers, Bill Duke, Sonny Landham, Shane Black, Danny Glover, Gary Busey, Ruben Blades, Bill Paxton, Adrien Brody, Laurence Fishburn!!!

Dan Trachtenberg tinha feito o capaz “10, Cloverfield Lane”.

Mostra vontade de fazer algo de survival movie no meio do terror sci-fi actioner, mas falta-lhe a capacidade dos grandes cineastas do género e nunca consegue a excelência cinematográfica que John McTiernan colocou no filme original.

Trachtenberg é apenas mais um realizador e o filme é apenas mais um alien monster movie, na lógica de “mata o bicho”.

O filme segue muita da fórmula da saga e já está na hora de a mudar.

É o pior dos Predator movies, com muito pouco a destacar, pela ausência de carisma, personalidade, tom e novidade face a este incrível alienígena.

Reveja-se (sempre) “Predator”.

 

“Prey” move-se em streaming via Hulu e Disney+.

Realizador: Dan Trachtenberg

Argumentistas: Patrick Aison, Dan Trachtenberg, a partir do personagem criado por Jim Thomas & John Thomas

Elenco: Amber Midthunder, Dakota Beavers, Dane DiLiegro

 

Sites

 

https://www.20thcenturystudios.com/movies/prey

 

Título inicial – “Skulls”.

O filme foi desenvolvido e filmado em grande secretismo. Os seus planos são anteriores aos de “The Predator” (2018).

 

Os efeitos do Predator são dos mestres Tom Woodruff Jr. e Alec Gillis.

 

Muitas cenas do filme são faladas na linguagem dos Comanches.

Pela primeira vez na saga “Predator”, o protagonismo está numa mulher (embora houvesse sempre presença de mulheres na saga).

 

É o primeiro filme da saga “Predator” a ser lançado para streaming.

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