Cem Mil Dólares ao Sol (1964)

 

 

Título original – Cent Mille Dollars au Soleil

 

Duas das grandes movie stars do cinema francês em confronto. Com muito$ incentivos e calor.

 

Um camionista rouba o conteúdo de um camião.

A empresa contrata um amigo dele para o perseguir.

Por 100.000 Dólares, tudo parece valer.

Crónica de camionistas no Norte de África, mostrada como um duelo de determinação e astúcias entre três deles.

 

A par desse confronto tratado como um actioner (aqui não há heróis nem vilões, apenas sobreviventes num duelo contra os ambientes), também se pode ver algo (ainda que subtil) sobre certos efeitos da colonização e da forma como corporações empresariais usam pessoas.

Pode-se ver aqui algum paralelismo com “Le Salaire de la Peur” (1953). Mas onde o filme de Henri-Georges Clouzot é mais “moralista”, “documental”, “abertamente” crítico, pessimista e trágico, “Cent Mille Dollars au Soleil” é mais “ligeiro”, segue uma vertente mais clara no campo da action.

Acabam por ser dois (excelentes) filmes sobre temas semelhantes, mas com abordagens diferentes.

 

O entretenimento agradece.

A luta final é das melhores, mais intensas e longas do Cinema.

E a resolução ilustra o banal de tudo o que aconteceu.

(e aqui sim, o filme de Verneuil rima com o de Clouzot, precisamente pela “moral” dos finais dos dois filmes)

Boa fotografia, a fazer bom uso da paisagem.

Henri Verneuil consegue dar um ritmo vivo e constante, criando bons momentos (o confronto dos camiões na estrada estreita) e no meio do entretenimento fazer um comentário.

Jean-Paul Belmondo e Lino Ventura seriam duas das grandes stars do Cinema Francês.

Aqui ainda estão jovens e em início de carreira, mas já mostram potencial para o que o futuro confirmaria.

Um vigoroso filme sobre um tema da época (a presença francesa no Norte de África) e eterno.

 

“Cent Mille Dollars au Soleil” não tem edição portuguesa. Existe noutros mercados, a bom preço.

Realizador: Henri Verneuil

Argumentistas: Michel Audiard, Henri Verneuil, Marcel Jullian, a partir do romance de Claude Veillot (“Nous n’irons pas au Nigéria”)

Elenco: Jean-Paul Belmondo, Lino Ventura, Reginald Kernan, Bernard Blier, Anne-Marie Coffinet, Doudou Babet, Andréa Parisy, Gert Fröbe

 

Trailer

 

Clips

 

Bilheteira – 3.4 milhões de Espectadores (França)

 

Nomeado para a “Palme d’Or”, em Cannes 1964. Perdeu para “Les Parapluies de Cherbourg”.

Reencontro entre Henri Verneuil e Jean-Paul Belmondo. Fariam sete filmes juntos.

Lino Ventura e Jean-Paul Belmondo reencontram-se depois de “Classe Tous Risques” (1960).

Claude Pinoteau é assistant director. Pinoteau tornar-se-ia depois realizador. Pinoteau como realizador e Lino Ventura reencontrar-se-iam em “Le Silencieux” (1973), “La Gifle” (1974), “L’Homme en Colère” (1979) e “La 7ème Cible” (1984).

Filmado em França e em Marrocos, em formato 2.35:1.

Segundo Henry Verneuil, o filme é um western.

Houve alguma consternação pelo facto do filme ser candidato à Palm d`Or em Cannes.

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