Ambulância (2022)

 

 

Título original – Ambulance

 

“Ambulancen” (2005, já aqui visto) ganhou algum sucesso e prémios.

Alguém em Hollywood viu o filme, ficou com inveja pela ideia e viu potencial para remake.

Cá vem ele. Pela mão acelerada e destrutiva de Michael Bay.

 

Dois irmãos assaltam um banco. Na fuga, roubam uma ambulância. Mas nela vão uma enfermeira e um agente da Polícia que um dos irmãos alvejou.

E inicia-se uma louca corrida e perseguição pelas ruas de L.A..

Pegando numa ideia simples, ainda que desenvolvida de forma inverosímil (até se tenta operar um ferido na ambulância em velocidade, com uma paramédica que nunca operou; a LAPD tem várias oportunidades de abater os criminosos mas nada consegue), Michael Bay regressa ao modelo de acção caótica que ele sempre tão bem sabe encenar (“The Rock”) e mostra que ainda podemos contar com ele para o género.

É um actioner acelerado, imparável, numa sucessão de cenas loucas, stressantes e caóticas, que parecem não ter solução.

Lamenta-se a lamechice dos últimos minutos, que são verdadeiramente forçados e insuportáveis.

Fotografia em tons quentes, como sempre no autor de “Bad Boys II”.

Montagem alucinada, como é costume no autor de “Transformers”.

Elenco em performance suficiente, com um Jake Gylllenhaal bem histérico e uma energética Eiza Gonzalez.

Ainda que em formato “low cost” (o filme tem um orçamento muito baixo face ao habitual de um Michael Bay Movie), vê-se que o autor de “Armaggedon” continua a saber fazer actioner vivo, louco, dinâmico, espectacular e vistoso.

É o melhor filme de Michael Bay, desde “The Island” (2006; que, “por acaso”, também foi um flop).

“Ambulance” é um remake. Tem os méritos habituais de um Michael Bay Movie, mas vamos ver como se mede face ao original:

  • O argumento segue a mesma ideia, sendo ambos sérios, com o original a investir melhor no drama e o remake a ser (bem) mais lamechas, com mais exageros e, claro, como sinal dos tempos, simpático com minorias – a presença de afro-americanos e latinos.
  • O original é mais contido nos eventos e nos personagens, o remake expande-se mais nessas duas áreas (por isso dura mais uma hora).
  • Como o remake tem rostos mais conhecidos (e falam Inglês), é mais fácil gerar-se uma maior complacência e acessibilidade pelo espectador. Mas o trabalho dos actores é melhor no original, com o remake a destoar devido a um Jake Gyllenhaal ligeiramente “histérico”.
  • Como temos Michael Bay aos comandos, é óbvio que o remake é um louco festival de acção destrutiva, filmada com estilo, imagens rápidas e bonitas. Mas o original também é bem non-stop action.

 

“Ambulance” carrega bem na action, bem como na lamechice, sendo bem extensivo em personagens e eventos. “Ambulancen” é mais compacto, o drama é mais convincente e natural, aplicando-se o mesmo aos actores.

Querem só action? – “Ambulance”. E façam fast-forward nos momentos “dramáticos”.

Quem algo mais equilibrado (na action e no drama)? – “Ambulancen”.

 

“Ambulance” ainda está nas nossas salas, mas já se move em streaming nalguns países.

Realizador: Michael Bay

Argumentista: Chris Fedak, a partir do filme escrito por Laurits Munch-Petersen e Lars Andreas Pedersen (“Ambulancen”)

Elenco: Jake Gyllenhaal, Yahya Abdul-Mateen II, Eiza González, Garret Dillahunt, Keir O’Donnell, Jackson White

 

Site – https://www.ambulance.movie

 

Orçamento – 40 milhões de Dólares

Bilheteira (até agora) – 21 milhões de Dólares (USA); 50 (mundial)

 

Remake de “Ambulancen” (2005), realizado por Laurits Munch-Petersen.

 

Na origem do projecto, Phillip Noyce (“Salt”, “Clear and Present Danger”) era o realizador previsto. Depois andaram nomes como Aharon Keshales & Navot Papushado (“Big Bad Wolves”, “Gunpowder Milkshake”). Michael Bay é escolhido em 2020.

Jake Gyllenhaal continua fiel a remakes americanos de filmes nórdicos – “The Guilty” (2021) e “Brothers” (2009).

Eiza González chegou a alugar uma ambulância para praticar a sua personagem.

Michael Bay e Chris Fedak inspiraram-se em “Die Hard” (1988), “The French Connection” (1971), “Dog Day Afternoon” (1975) e “The Taking of Pelham One Two Three” (1974).

As filmagens usaram duas ambulâncias Falck novas, outras três, bem  como umas outras diversas, devidamente modificadas para aguentarem as peripécias exigidas.

Filmado com câmaras Red Monstro e Red Komodo.

O cão do Capitão Monroe, Nitro, é o cão de Michael Bay. O nome dele é Nitro-Zeus.

Cameo de Michael Bay – um dos polícias ao fundo, no início e final do filme.

Num momento, o agente Mark dá um conselho ao agente Zach – é uma line que é usada em “The Rock” (1996, realizado por… Michael Bay).

O banco é o mesmo que é assaltado em “Heat” (1995).

Durante um momento da perseguição no rio, ouve-se um pouco do score que Brad Fiedel compôs para “Terminator 2” (nesse filme, também havia uma perseguição pelo rio da cidade).

“Ambulancen” dura 80 minutos. “Ambulance” dura 140 minutos.

One comment on “Ambulância (2022)

  1. […] direito a um remake Hollywood, em 2022 (já aqui visto). Michael Bay realizou, com o protagonismo de Jake Gyllenhaal, Yahya Abdul-Mateen II e Eiza […]

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