Blacklight (2022)

 

 

Liam action Neeson está de volta.

E a proteger a sua família.

 

Travis Block é um operacional especial do FBI, que é chamado proteger e retirar operacionais infiltrados quando estes estão em perigo.

Um dos seus alunos anda preocupado, assustado e com laivos de consciência moral.

Quando este começa a ser perseguido, Travis move esforços para saber a verdade. Mas a sua família fica em perigo.

Travis vai mostrar que o inimigo precisa mesmo de mais homens.

É thriller conspirativo (há uma acção secreta dentro do FBI), é thriller jornalístico (há uma investigação jornalística em paralelo), é puro actioner (um homem, com um particular set of skills, que procura salvar a sua família).

Parece muita coisa, mas tudo está bem organizado, trepidante e cativante.

 

A intriga é simples e bem contada, o drama é simples e universal.

A “culpa” de tudo isto passa em muito por Liam Neeson.

Como sempre, o protagonista de “Taken” volta a ser tão impecável como action hero (a forma como ele despacha os inimigos dentro da casa) e como homem (a forma como ele confessa os seus erros, as conversas com a filha, as brincadeiras com a neta). E a forma como lança a sua line “… you`re gonna need more men”.

É o seu melhor personagem dentro do género desde… “Taken”.

Mark Williams já tinha mostrado em “Honest Thief” (“por acaso” também com… Liam Neeson) que sabia fazer action thriller com algo de emotividade e presença humana, de forma simples, clássica e eficaz.

E ei-lo novamente a cumprir bem.

É um Liam Neeson actioner by the book, mas nenhum mal há nisso.

Nada de novo ou renovador se consegue (e nada disso era pedido), mas há entretenimento honesto, centrado na qualidade (constante) do seu lendário protagonista.

 

“Blacklight” ainda não chegou a Portugal. Já se move em streaming noutros países.

Realizador: Mark Williams

Argumentistas: Nick May, Mark Williams, Brandon Reavis

Elenco: Liam Neeson, Aidan Quinn, Taylor John Smith, Emmy Raver-Lampman, Claire van der Boom

 

Site – https://www.blacklightmov.com

 

Orçamento – 43 milhões de Dólares

Bilheteira (até agora) – 9.5 milhões de Dólares (USA); 14.8 (mundial)

 

O argumento inspira-se nas actividades de uma organização americana chamada COINTELPRO – era um conjunto de operações secretas feitas pelo FBI nos 60s e 70s, com o intuito de vigiar, abalar ou desacreditar organismos e personalidades políticas.

 

Nick May é um ex-advogado, ligado ao Justice Department do executivo de Brack Obama.

 

Reencontro entre Liam Neeson e Aidan Quinn, depois de “The Mission” (1986), “Michael Collins” (1996) e “Unknown” (2011).

Reencontro entre Liam Neeson e Mark Williams, depois de “Honest Thief” (2020) e “The Marksman” (2021) – Williams produziu ambos, realizou o primeiro.

 

Filmado na Austrália.

 

Liam Action Neeson ainda regressa este ano, em “Memory”, de Martin Campbell, ao lado de Monica Bellucci e Guy Pearce. Num género mais noir iremos vê-lo como Philip Marlowe, em “Marlowe”, de Neil Jordan (um reencontro, depois de “Michael Collins”), ao lado de Diane Kruger (um reencontro, depois de “Unkonown”).

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