A Tragédia de Macbeth (2021)

 

 

Título original – The Tragedy of Macbeth

 

Um dos irmãos Coen adapta Shakespeare.

 

Um nobre escocês é manipulado por um conjunto de pessoas, no sentido de se tornar o próximo Rei da Escócia.

É uma encenação quase teatral da famosa peça de William Shakespeare, onde se respira tradição (a visualização dos sets, a distribuição do elenco pelo espaço, os diálogos em verso e em bom Inglês) e poder de analogia social (algo sobre a sociedade negra) e política (os excessos e declínios do poder – em monarquia ou não).

 

É afinal, aliado ao poder visual da encenação e à sonoridade das rimas nos diálogos, um ensaio sobre os jogos e malefícios do poder e da corrupção que ele gera.

A intriga é de tal modo densa e ambivalente, que o filme requer mais que uma visão para uma melhor compreensão.

Fabuloso trabalho nas áreas de fotografia (num rigoroso P&B) e cenografia.

Irrepreensível trabalho do elenco, com destaque para uns perfeitos Denzel Washington e Frances McDormand.

Joel Coen está desta vez a solo (realização e argumento), mas continua a mostrar o excelente realizador que é.

E é o seu mais apurado filme, do ponto de vista visual, depois de “Miller`s Crossing”, “Barton Fink”, “The Hudsucker Proxy” e “The Man Who Wasn`t There”.

Sendo Joel um feliz cinéfilo, não é difícil vermos alguns ecos de Laurence Olivier e Orson Welles nas suas encenações de Shakespeare.

Um bravo acontecimento cinematográfico.

Mas desejamos que Os Coen regressem.

 

“The Tragedy of Macbeth” está disponível via Apple TV+.

Realizador: Joel Coen

Argumentista: Joel Coen, a partir da peça teatral de William Shakespeare

Elenco: Denzel Washington, Frances McDormand, Brendan Gleeson, Corey Hawkins, Kathryn Hunter

 

Trailer

 

“Filme do Ano”, nos AFI 2022.

“Melhor Actor Secundário” (Corey Hawkins), pelos críticos afro-americanos 2022.

“Melhor Fotografia”, pelos críticos de Columbus 2022, de Kansas City 2022, de Phoenix 2021, de San Francisco 2022.

“Melhor Filme”, pelos críticos da Florida 2022.

“Melhor Actriz” (Frances McDormand), pelos críticos de Dublin 2021.

“Top – Filmes do Ano“, “Melhor Argumento Adaptado”, “Melhor Fotografia”, pela National Board of Review 2021.

“Melhor Actriz Secundária” (Kathryn Hunter), pelos críticos de Nova Iorque 2021.

“Melhor Actor” (Denzel Washington), pelos críticos de Toronto 2022.

A peça de Shakespeare já foi levada ao Cinema por Orson Welles, Akira Kurosawa e Roman Polanski.

 

É o primeiro filme a solo de Joel Coen.

Novo encontro de Joel Coen e Frances McDormand, marido e esposa na vida real – “Blood Simple”, “Miller`s Crossing”, “Barton Fink”, “Fargo” (que valeu um Oscar à actriz), “The Man Who Wasn’t There”, “Burn Before Reading”, “Hail, Caesar!”.

 

Filmado em 36 dias.

A cenografia e o guarda-roupa eram a P&B.

Joel Coen regressa ao P&B, depois de “The Man Who Wasn`t There” (2001).

 

Denzel Washington já trabalhou numa adaptação cinematográfica de Shakespeare – “Much Ado About Nothing” (1993, de Kenneth Branagh).

 

Joel e Ethan Coen assinaram sempre a montagem dos seus filmes, com o pseudónimo de Roderick Jaynes. Joel está a solo, mas assina também a montagem. O pseudónimo é Reginald Jaynes.

 

Sobre William Shakespeare

http://shakespeare.mit.edu

https://www.britannica.com/biography/William-Shakespeare

https://www.poetryfoundation.org/poets/william-shakespeare

https://poets.org/poet/william-shakespeare

https://www.history.com/this-day-in-history/william-shakespeare-born

 

Shakespeare em Portugal

https://relogiodagua.pt/autor/william-shakespeare/

 

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