A Lei do Mais Forte (1939)

 

 

Título original – Frontier Marshal

 

É uma das primeiras visões românticas de Wyatt Earp, Doc Holliday e o duelo no O.K. Corral.

 

Wyatt Earp aceita ser o marshal de Tombstone e assim impor a Lei & Ordem na cidade.

Mas vão surgir muitos entraves. Mas também boa ajuda.

A abordagem a duas figuras míticas (mas reais) e a um dos mais lendários eventos (igualmente verídico) do Old West, traz uma visão mais romântica (ainda que não isenta de drama e tragédia) de tudo (Wyatt quer paz e sossego, Doc é um homem atormentado emocionalmente, as donzelas são bem dedicadas) que o habitual no Western até então (neste ano de 1939 viria “Stagecoach” de John Ford e muita coisa mudaria no género, em termos de perfil psicológico dos personagens, emoção, sentimento e construção narrativa).

Quem já conhecer “My Darling Clementine” (1946, de… John Ford) vai encontrar semelhanças.

Não há rip-off, há inspiração dos dois filmes no mesmo romance.

Pode-se (e deve-se) dizer que “Frontier Marshal” é um “rascunho” (de muito bom nível, diga-se) para “My Darling Clementine”, anunciando já ventos de mudança no Western, que deixaria assim de ser um simples registo de coboiada com bons contra maus.

Destaque para a economia narrativa (pouco mais de 70 minutos) e técnica (a acção passa-se no saloon, na rua, nos quartos).

Randolph Scott (que já era um nome popular no género) e Cesar Romero entregam bastante convicção emotiva, rodeados por um elenco bem-comportado.

Allan Dwan já vinha da era do Mudo e era todo um profissional versátil e com vasta experiência. E cumpre, como sempre.

Um Western delicado, que merece descoberta.

 

“Frontier Marshal” não tem edição portuguesa. Existe noutros mercados, a bom preço.

Realizador: Allan Dwan

Argumentista: Sam Hellman, a partir do romance de Stuart N. Lake (“Wyatt Earp: Frontier Marshal”)

Elenco: Randolph Scott, Nancy Kelly, Cesar Romero, John Carradine, Ward Bond, Lon Chaney Jr., Binnie Barnes, Eddie Foy Jr.

 

Filme

 

O romance (que se acreditava ser biográfico, mas era afinal bem ficcionado) de Stuart N. Lake já tinha sido adaptado ao Cinema em 1934. O romance de Lake foi editado dois anos depois da morte de Earp.

Lake fez uma actualização no seu romance e esta actualização foi usada por John Ford para o seu (belíssimo) “My Darling Clementine” (1946)

 

Ward Bond participou na versão cinematográfica de 1934.

Bond interpreta o primeiro marshal da cidade. Bond, actor fordiano, interpreta Morgan Earp em “My Darling Clementine”.

Eddie Foy Jr. interpreta o seu pai Eddie Foy.

Charles Stevens interpreta o índio bêbado. Stevens volta a interpretar um, numa cena semelhante, em “My Darling Clementine” (1946). Stevens era meio mexicano e meio Apache, sendo neto de Geronimo, o lendário líder Apache.

 

Virgil Earp foi o marshal de Tombstone. Wyatt Earp era um dos seus deputies.

O personagem Doc Holliday viu o nome mudado para Doc Halliday, pois havia o receio de processo por direitos da família de Holliday.

Eddie Foy conheceu Doc Holliday, Wyatt Earp e William Barclay ‘Bat’ Masterson em Dodge City. Há indicações que Foy estava em Tombstone na época do duelo no O.K. Corral.

Não há indicações que existisse o tipo de revolver (Buntline Special) que Doc mostra a Wyatt.

O verdadeiro “Curly Bill” Brocius foi morto por Wyatt Earp. Mas não em Tombstone, depois do duelo no O.K. Corral (como se mostra no filme). Wyatt perseguiu-o, pois considerava-o um dos culpados pelo assassinato do seu irmão Morgan. Encontrou-o e matou-o. Há versões que dizem que Wyatt lhe deu uma oportunidade de se defender, há versões que indicam que Wyatt o abateu assim que o viu.

 

O título inicial era “Wyatt Earp: Frontier Marshal”, mas Josephine Sarah Marcus Earp (a viúva de Wyatt Earp) pediu para retirassem o nome do marido.

Darryl F. Zanuck (o boss da Twentith Century Fox) deu a Allan Dwan liberdade para criar a rua de Tombstone num lot do estúdio. Mas não podia exceder-se em custos. Usaram-se toneladas de areia.

 

Lon Chaney Jr. e John Carradine interpretariam Dracula para a Universal Pictures, em futuros filmes.

Josephine Earp conseguiu receber royalties pelo livro de Lake e pelo filme.

Sobre Wyatt Earp

https://www.britannica.com/biography/Wyatt-Earp

https://www.pbs.org/wgbh/americanexperience/features/wyatt-earp-life/

https://www.legendsofamerica.com/we-wyattearp/

 

Sobre John ´Doc´ Holliday

https://www.biography.com/personality/doc-holliday

https://www.britannica.com/biography/Doc-Holliday

https://www.legendsofamerica.com/we-docholliday/

 

Sobre o duelo no O.K. Corral

https://www.history.com/this-day-in-history/shootout-at-the-ok-corral

https://historythings.com/the-gunfight-at-the-ok-corral/

https://azlibrary.gov/dazl/learners/research-topics/gunfight-ok-corral

https://www.nationalgeographic.com/history/history-magazine/article/what-happened-gunfight-ok-corral

 

 

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