Passaporte para o Paraíso (1949)

 

 

Título original – Passport to Pimlico

 

Tendo em contra que o Reino Unido está isolado do resto da Europa, eis uma comédia pertinente sobre tal.

 

Um grupo de habitantes de um bairro em Londres, Pimlico, descobre que tal zona é independente e pertencente à França, devido a um antigo acordo.

Eis um título que quase parece profético face ao brexit. E foi feito após a segunda guerra mundial.

Já há algo de divertido na ideia de uma zona autónoma dentro de Inglaterra (e ainda por cima pertencente a um velho inimigo – a França), na forma como se criam situações face a tal (a emancipação dos habitantes, os problemas do governo, os jogos interesseiros em Pimlico no sentido de governar a zona), mas perante a actualidade da Inglaterra e do Reino Unido, o filme ganha uma pertinência irónica (e crítica) ainda maior (que, certamente, na época os seus criadores nem imaginavam).

Atenção ao hilariante final e ao seu simbolismo – na narrativa e na realidade.

Bom trabalho do elenco.

Atenção à presença da dupla Naunton Wayne & Basil Radford. Não interpretam a famosa (e fabulosa) dupla Charters & Caldicott, mas quase parece que sim. A química hilariante entre ambos é igual.

É a fase das comédias Ealing ao seu melhor.

Uma pérola do british humour.

 

“Passport to Pimlico” não tem edição portuguesa. Existe noutros mercados, a bom preço.

Realizador: Henry Cornelius

Argumentista: T.E.B. Clarke

Elenco: Stanley Holloway, Betty Warren, Barbara Murray, Paul Dupuis, John Slater, Jane Hylton, Raymond Huntley, Philip Stainton, Roy Carr, Sydney Tafler, Nancy Gabrielle, Malcolm Knight, Hermione Baddeley, Roy Gladdish, Frederick Piper, Charles Hawtrey, Margaret Rutherford, Naunton Wayne, Basil Radford

 

Trailers

 

Clips

 

Sobre o filme

https://www.empireonline.com/movies/features/passport-pimlico/

 

Nomeado para “Melhor Filme Britânico”, nos BAFTA 1950. Perdeu para “The Third Man”.

Nomeado para “Melhor Argumento”, nos Oscars 1950. Perdeu para “Battleground”.

T.E.B. Clarke inspirou-se num evento ocorrido na Segunda Guerra Mundial. A maternidade do Ottawa Civic Hospital teve de ser declarada como não-canadiana para que o filho da Princesa Juliana da Holanda nascesse e território “holandês” e não perdesse o direito ao trono.

 

Stanley Holloway substituiu Jack Warner, que teve de recusar por estar já ocupado com outro filme.

Margaret Rutherford substituiu Alastair Sim.

Primeiro filme de Barbara Murray.

É o primeiro filme de Henry Cornelius.

 

Passa-se em Pimlico, mas foi filmado em Lambeth.

As filmagens enfrentaram mau tempo (apesar de ser Verão), o que originou atrasos e aumentou custos.

O produtor Michael Balcon e o realizador Henry Cornelius tiveram conflitos e Cornelius deixou os Ealing Studios depois deste filme e nunca mais trabalharia para um estúdio.

 

O filme foi um sucesso.

 

Em 1952 surgiu uma adaptação radiofónica, pela BBC no “Light Programme”, escrita por Charles Hatton.

Em 1996 surgiu uma nova adaptação radiofónica, pela BBC Radio 4.

 

Inspirou “The Mouse That Roared” (1959) e a sua sequela, “The Mouse on the Moon” (1963).

Mike Myers inspirou-se no filme para “Wayne’s World 2” (1993).

 

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