O Jogador (2021)

 

 

Título original – The Card Counter 

 

Paul Schrader, ainda um dos grandes argumentistas modernos (“Taxi Driver”) e outrora um dos mais relevantes realizadores no ramo independente (“Blue Collar”, “Hardcore”), está de volta.

 

William Tell é um ex-operacional militar e agora jogador.

Mas Tell é um homem atormentado por um passado violento. E muito dele regressa para um ajuste final.

Paul Schrader regressa a personagens perturbados, à solidão humana, a mundos à margem e à violência catártica.

É o retrato de um homem, só e marcado pela violência, a procurar algo num meio fora do convencional, mas consciente que o seu combate final está a chegar.

Em parelelo, é uma história de “educação” de um “sábio” a um catraio que muito precisa de aprender (no meio e na vida).

A vida é um jogo, onde cada um de nós espera pela carta certa ou pode ter azar com a carta errada?

Shrader parece acreditar que sim.

Schrader consegue a devida envolvência humana, social e psicológica, com ritmo lento, o que permite sentir o peso dos eventos, conseguindo momentos bem ilustrativos (os jogos e a dinâmica do casino), poéticos (o passeio à noite, pelas luzes), subtis (o confronto final) e de simbolismo (os bonitos planos finais).

Oscar Isaac e Tye Sheridan entregam grande convicção às suas interpretações.

É o regresso de Paul Schrader ao seu melhor.

 

“The Card Counter” anda nas nossas salas. Move-se em streaming noutros países.

Realizador: Paul Schrader

Argumentista: Paul Schrader

Elenco: Oscar Isaac, Tiffany Haddish, Tye Sheridan, Willem Dafoe

 

Site – https://www.focusfeatures.com/the-card-counter/

 

Bilheteira – 2.6 milhões de Dólares (USA); 3.4 (mundial)

 

Nomeado para o “Leão de Ouro”, em Veneza 2021. Perdeu para “L’Événement”.

Martin Scorsese é um dos executive producers. Scorsese e Schrader têm um bom curriculum juntos – Schrader escreveu para Scorsese “Taxi Driver”, “Raging Bull”, “The Last Temptation of Christ” e “Bringing Out The Dead”.

 

Shia LaBeouf ia participar, mas teve de recusar por conflitos de agenda. Nicolas Cage, amigo de Schrader, recomendou Tye Sheridan. Cage e Sheridan tinham trabalhado juntos em “Joe” (2013).

 

As filmagens tiveram de parar a cinco dias do fim. Tudo porque um dos actores ficou contaminado com Covid-19. Schrader ficou chateado com os produtores.

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