Dune (2000)

 

 

“Dune”, de Frank Herbert, é um must no mundo da Literatura e da Sci-Fi.

Há muito que se ambicionava a (devida) adaptação ao audiovisual.

A versão cinematográfica de 1984 (de David Lynch, com produção de Dino De Laurentiis) deixou muita gente triste.

O SyFy Channel apostou forte numa adaptação fiel ao livro e com a espectacularidade possível.

 

Dune é um planeta muito disputado pelas suas riquezas.

Duas famílias nobres vão entrar em conflito por tal.

 

Realizador: John Harrison

Argumentista: John Harrison, a partir do romance de Frank Herbert

Elenco: William Hurt, Alec Newman, Saskia Reeves, P.H. Moriarty, Ian McNeice, Matt Keeslar, Giancarlo Giannini, Julie Cox, Uwe Ochsenknecht, Zuzana Geislerová, Laura Burton, James Watson, Barbora Kodetová

 

Trailer

 

Sci-Fi complexa e cerebral, de grande dimensão humana e eventos, onde se aborda a ganância, a luxúria, o poder (político, empresarial e familiar), o conflito de castas e os pilares do declínio de um império, com uma forte presença religiosa.

 

Ou seja, uma saga sobre a condição humana.

Não é um remake do filme homónimo de David Lynch (que tanto dividiu os fãs de sci-fi e do romance que o inspira).

É uma nova adaptação desse mesmo romance.

Com mais tempo de antena (mais de 4 horas), há o devido desenvolvimento explicativo dos eventos (o conflito das duas famílias), motivações (o porquê de tanto interesse no planeta Dune), relações (agora, sim, a love story tem consistência) e personagens (agora todos são relevantes).

Há cuidado na cenografia (uma arquitectura barroca quase ao nível do filme de 1984), guarda-roupa (bem personalizado por personagem) e fotografia (de grande requinte – é do lendário Vittorio Storaro), mas os efeitos visuais são (demasiado) obviamente digitais (o tempo não os favoreceu e são arrasados pelos do filme de David Lynch, que ainda aguentam a passagem dos anos).

Procura-se um pouco mais de acção, mas esta carece de poder coreográfico, espectáculo e impacto, apesar das boas intenções (as limitaçõe$ do pequeno ecran “ajudam”).

Muito bom trabalho do elenco.

É a narrativa de Frank Herbert a ter a devida adaptação no campo narrativo, com uma melhor definição e esclarecimento, mas ainda a carecer do poder de espectáculo que merece.

Há um Director`s Cut (onde cada um dos 3 episódios tem mais 5 a 8 minutos face aos cerca de 90 do TV Cut), onde se procura algo mais explícito nas áreas da violência e sexualidade, embora tal cut não faça a serie melhor ou mais completa.

“Dune” não tem edição portuguesa. Existe noutros mercados a bom preço.

Faz parte do catálogo SyFy Channel, pelo que pode ser novamente exibido por lá, um dia.

“Melhor Fotografia em Mini-Série/Filme”, “Melhores Efeitos Visuais em Mini-Série/Filme”, nos Primetime Emmy 2001.

Nomeado para “Melhor Produto Televisivo”, nos Saturn 2001. Perdeu para “Fail Safe”.

“Melhor Caracterização”, pela Academia de Televisão e Ciências 2000.

“Melhor Som”, pelos Motion Picture Sound Editors 2001.

“Melhor Cenografia”, “Melhor Caracterização”, “Melhor Som”, “Melhores Efeitos Visuais”, pela Online Film & Television Association 2001.

O livro de Frank Herbert é editado em 1965.

 

John Harrison procurou ser fiel ao romance de Herbert.

Harrison queria pouco actores conhecidos, pois para ele a estrela era a história.

 

William Hurt é grande fã do livro e queria ter participado no filme de 1984. Mas depois de o ver, ficou contente por não ter participado, pois não gostou do filme.

Alice Krige teve de recusar ser Lady Jessica, pois estava ocupada com outro projecto. Krige era a escolha favorita de John Harrison. Saskia Reeves foi a escolhida. Curiosamente, para “Children of Dune” (2003, a continuação de “Dune”) Krige foi escolhida pois Reeves estava indisponível.

Laura Burton cresceu tanto durante as filmagens, que no final delas as lentes de contacto não lhe serviam devidamente e chegavam a criar-lhe irritações oculares.

É o único trabalho no audiovisual de Laura Burton.

 

Música de Graeme Revell.

Fotografia de Vittorio Storaro.

 

Filmado na República Checa.

 

A narrativa tem muitas semelhanças com o “Hamlet” de William Shakespeare.

 

A spice é chá preto.

Os fatos inspiram-se nos usados nas corridas de NASCAR.

Muitos dos Fremen são interpretados por actores checos.

O brilho dos olhos dos Fremen é uma combinação de lentes de contacto especiais para luz ultra-violeta e filtros ultra-violeta nas câmaras.

A estátua Mahdi inspira-se em estátuas de Buddha existentes no Afeganistão.

Chani tem um penteado inspirado no de Cleopatra.

Os flashes das armas são efeitos visuais na fase de pós-produção.

 

Terminada a produção, o SyFy Cannel pediu a John Harrison para escrever uma continuação. Harrison escolheu “Dune Messiah” e “Children of Dune”. Tal daria origem à mini-série “Children of Dune” (2003), que Harrison só escreveu (apesar de também querer realizar).

Ao contrário da versão cinematográfica de 1984, a mini-série foi um sucesso de público e crítica.

Foi, na época, o título mais visto no SyFy Channel. A continuação, “Children of Dune”, repetiu tal proeza.

 

Em 2001, a Cryo Interactive/DreamCatcher Interactive criou o jogo “Frank Herbert’s ´Dune`”, inspirado pela mini-série.

 

Sobre Frank Herbert:

https://www.britannica.com/biography/Frank-Herbert

https://www.goodreads.com/author/show/58.Frank_Herbert

https://dune.fandom.com/wiki/Frank_Herbert

 

Herbert em Portugal:

http://www.saidadeemergencia.com/autor/frank-herbert/

https://relogiodagua.pt/autor/frank-herbert/

 

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