O Quarto Protocolo (1987)

 

 

Título original – The Fourth Protocol

 

Thriller de espionagem que mostra a “facilidade” que é colocar um dispositivo nuclear na Inglaterra.

 

Um agente do MI5 descobre indícios que o governo soviético está a instalar uma bomba nuclear em solo britânico.

Mas onde? E como a localizar?

Spy thriller que é quase um filme de terror (soviéticos a colocar um dispositivo atómico em território britânico, por partes).

Jogo de gato-e-rato, embora o rato não saiba que anda a ser procurado e com o gato e não saber o que/quem/onde procurar.

A intriga envolve, devido à constante tensão perante o que se passa e quando a british intelligence vai perceber e como vai resolver.

Faltou foi aquele tom dinâmico, insustentável, actioner e espectacular que caracteriza o melhor do género.

John Mackenzie assina com eficácia, sem grandes rasgos cinematográficos nem de actioner, mas consegue um ritmo suave e criar a devida tensão.

Harry Palmer vs James Bond (em versão soviética)?

Bom, Michael Caine cria um spy quase ao nível de Palmer (igualmente indisciplinado, determinado e atento), agora mais sábio e veterano.

Pierce Brosnan já tinha sido pensado para 007, mas teve de ficar de fora. Aqui cria quase uma dark & soviet version do mítico espião, mas mostra estofo para o género, embora com pouco sentido de humor e muita capacidade letal.

O confronto entre ambos é mínimo. Talvez seja aí que reside a principal lamentação – nunca temos o confronto entre herói e vilão.

Um bom spy thriller, com uma ideia assustadora, à boa maneira de Frederick Forsyth.

 

Recomendável.

 

“The Fourth Protocol” não tem edição portuguesa. Existe noutros mercados a bom preço. A edição espanhola conta com legendas em Português.

Realizador: John Mackenzie

Argumentistas: George Axelrod, Richard Burridge, Frederick Forsyth, a partir do romance de Frederick Forsyth

Elenco: Michael Caine, Pierce Brosnan, Ned Beatty, Joanna Cassidy, Julian Glover, Michael Gough, Ray McAnally, Ian Richardson, Anton Rodgers, Caroline Blakiston, Betsy Brantley, Sean Chapman, Matt Frewer, Ronald Pickup

 

Trailer

 

Filme

 

Orçamento – 6 milhões de Dólares

Bilheteira – 12 milhões de Dólares

 

Michael Caine é fã e amigo de Frederick Forsyth.

Ao ler o seu novo romance (na época era um dos maiores best sellers de sempre), logo quis comprar o direitos e fazer um filme, pedindo a Forsyth que participasse nele. Chamaram George Axelrod para escrever o argumento e John Frankenheimer (com quem Caine tinha trabalhado em 1985, em “The Holcroft Covenant”) como realizador. Não se conseguiu encontrar financiamento. Axelrod e Frankenheimer saíram de cena. Forsyth reescreve o argumento e procura-se um outro produtor e realizador.

 

Reencontro entre John Mackenzie e Michael Caine, depois de “The Honorary Consul” (1983).

Reencontro entre John Mackenzie e Pierce Brosnan, depois de “The Long Good Friday” (1980).

O director of photography Phil Meheux e o realizador John Mackenzie já tinham colaborado em “The Honorory Counsil” (1983) e “The Long Good Friday” (1980); voltariam a fazê-lo em “Ruby” (1992). Meheux trataria da fotografia em “GoldenEye” (1995, a estreia de Brosnan como 007) e voltaria à saga 007 em “Casino Royale” (2006, a estreia de Daniel Craig como 007).

 

O dito “The Fourth Protocol” é fictício, ainda que use algumas realidades de um Tratado sobre não proliferação de armas nucleares, entre USA e URSS.

A Finlândia serviu como Rússia.

Cameo de Frederick Forsyth – a voz na rádio que Valeri Petrofsky ouve.

 

Em 1985 saiu um videogame, para Amstrad CPC 464, Commodore 64 e ZX Spectrum. Ao contrário das regras, o jogo saiu antes do filme.

Era a quarta adaptação cinematográfica de um livro de Frederick Forsyth, depois de “Day of the Jackal” (1973), “The Odessa File” (1974) e “Dogs of War” (1980).

Michael Caine e Pierce Brosnan interpretaram dois espiões, vindos da Literatura, em mais que um filme – Caine como Harry Palmer (vindo de Len Deighton) em 5 filmes, Brosnan como James Bond (vindo de Ian Fleming) em 4 filmes.

Em 1987 surge um novo filme de James Bond, “The Living Daylights”. Timothy Dalton era o novo 007 (era o seu primeiro filme), mas Pierce Brosnan ia protagonizar o filme. Devido ao contrato com a série “Remington Steele”, teve de fazer mais uma Season e ficou impedido. Mesmo assim, o seu nome nunca ficou esquecido dentro dos produtores do famoso agente secreto.

Caine gostou do filme, mas achou-o incapaz de rivalizar com os grandes action thrillers feitos por Hollywood.

Sobre Frederick Forsyth

https://www.goodreads.com/author/show/36714.Frederick_Forsyth

https://www.fantasticfiction.com/f/frederick-forsyth/

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s