Terra de Ninguém (1987)

 

Título original – No Man’s Land

 

Policial sobre agentes infiltrados e os hábitos de bons estilos de vida.

 

Benjy Taylor, um jovem polícia, é infiltrado para descobrir quem está por detrás de uma série de roubos de automóveis de luxo em L.A.

A investigação leva-o a cruzar-se com Ted Varrick, um jovem rico com gosto pelo lado luxuoso da vida.

Para Benjy é a descoberta de uma vida fascinante, criando uma laço amigável com Ted. E ainda há o apelo de Ann, a bela irmã de Ted.

Vai prevalecer o dever ou os afectos?

A história do infiltrado da Polícia em meios criminais já é clássica.

É uma história favorita em Televisão e em Cinema.

“No Man`s Land” pega nessa ideia do rookie policial, metido num ambiente de crime rápido, fácil e divertido, vida e ambientes de luxo, pessoas poderosas e influentes.

Pode-se ver como um pré- “The Fast & The Furious” (que já era como que um remake automobilístico de “Point Break”), com produção ligeiramente low cost.

Estamos perante um policial simples (mas não simplista), bem delineado, estilizado (toda a estrutura narrativa e algum do seu visual é bem derivativo de “Miami Vice” – série bem influente no modelo narrativo e visual do policial televisivo e cinematográfico desde meio dos 80s; na época, a série estava entre a Season 3 e 4).

O argumento consegue passar bem o fascínio do rookie cop pelo lado do crime, o seu duelo de lealdades e alguma da corrupção policial que o meio sofria.

Estamos nos 80s e o filme reflecte bem alguma da mentalidade social da época – a necessidade de mai$ pela middle class, a ascensão rápida de poderosa da higher class, o vazio existencial desta, a facilidade com que ricos dominam, controlam e compram pobres, alguma da degradação social USA com o boom dos yuppies.

Intriga, luxo, alguma surpresa (os culpados, os corruptos) e alguma (ainda que bem encenada) acção automóvel.

Basil Poledouris compõe um score estilizado, dinâmico e sofisticado.

Peter Werner vinha da Televisão e isso nota-se.

Dirige com eficácia e simplicidade, como se fosse um episódio duplo (e bem poderia ser) de “Miami Vice”.

Charlie Sheen e D.B. Sweeney defendem-se bem e mostram boa química e parceria.

Sheen está muito capaz e sedutor como yuppie manipulador, Sweeney é muito natural como um caloiro perdido, fascinado e dividido.

Um escorreito policial, bem reflexo da mentalidade e espírito cinematográfico dos 80s.

Uma pequena pérola, algo e injustamente esquecida e menosprezada.

 

Muito recomendável.

 

“No Man`s Land” tem edição portuguesa e está a bom preço.

Realizador: Peter Werner

Argumentista: Dick Wolf

Elenco: Charlie Sheen, D.B. Sweeney, Lara Harris, Randy Quaid, Bill Duke, R.D. Call, Arlen Dean Snyder, Emmet Walsh

 

Trailer

 

Clips

 

O Score de Basil Poledouris

 

Orçamento – 8 milhões de Dólares

Bilheteira – 3 milhões de Dólares

 

Produção de Ron Howard.

Avi Nesher ia ser o realizador.

 

Filmado no Rodeo Drive, Beverly Hills, West Hollywood em L.A..

O Fox Plaza (que seria o Nakatomi Plaza em “Die Hard”) é visto num momento.

Brad Pitt faz a sua primeira aparição – é um dos empregados do catering na cena da festa (surge depois de Ted dizer “Welcome to the lifestyles of the rich and aimless“). Pitt tentou falar nesse momento (ele deveria estar calado e mover-se apenas do ponto A para o ponto B) e quase foi despedido por esse atrevimento. Pitt queria ficar inscrito no Screen Actors Guild, mas para tal precisava de dizer uma ou duas lines.

Na cena final, Charlie Sheen ficou ferido quando uma das balas falsas explodiu antes do momento desejado.

George Dzundza aparece como o tio de Benjy, mas não recebe crédito no genérico.

 

Dick Wolf e Peter Werner eram elementos criativos activos nas Seasons 4 e 5 de “Miami Vice”.

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