Shadow in the Cloud (2020)

 

A lenda dos Gremlins envolve a aviação e uns monstrinhos que atacavam aviões.

Eis um scary movie sobre tal.

 

Maude Garrett é piloto e lidera a tripulação de um B-17 numa missão delicada.

Mas tudo se complica quando Maude descobre que o avião está a ser atacado por uma criatura.

A ideia de um monstro a incomodar um voo é sempre propícia a bons sustos (veja-se o clássico “Nightmare at 20.000 Feet” de “The Twilight Zone”).

Aqui pega-se em tal conceito, num ambiente de guerra e numa missão aérea.

Pena que o susto não aconteça, alguns diálogos sejam parvos (parece mais uma praxe a uma catraia, com os gajos todos excitados, em vez de ser a ilustração de uma equipa militar em missão) e tudo resulta em muito tédio, numa acumulação de nada (para quê o ataque, o que quer a criatura).

Há o pormenor original de grande parte da tripulação só se fazer sentir pela audição dos diálogos no sistema de comunicações, deixando tudo nas reacções da protagonista.

Qualidade na fotografia.

Bons efeitos visuais (a criatura) da Weta Digital.

Chloë Grace Moretz é sempre capaz, mesmo com pouco.

Mas dá pena ver tão esplêndida actriz tão desaproveitada.

Uma ideia com potencial, mas que o desperdiça.

 

Vê-se…

 

“Shadow in the Cloud” não tem edição portugues nem vem para as nossas salas. Move-se em streaming noutros países.

Realizadora: Roseanne Liang

Argumentistas: Max Landis, Roseanne Liang

Elenco: Chloë Grace Moretz, Nick Robinson, Beulah Koale, Taylor John Smith, Callan Mulvey, Benedict Wall

 

Trailer

 

Max Landis (filho de John Landis) foi acusado de assédio sexual à realizadora Roseanne Liang. Ao que parece o argumento de Max foi alterado, mas Max mantém que muito do que se vê no filme foi da sua autoria.

 

A curta animada que se vê no início inspira-se em “Private Snafu”, um conjunto de filmes educativos da Segunda Guerra Mundial para militares e as regras no meio.

 

A Women Airforce Service Pilots (WASP) era uma unidade especial da Força Aérea Americana, com muitas mulheres-piloto (cerca de 1.100). Eram usadas em missões de não-combate. Ganharam (mas custou) respeito e admiração dos seus colegas homens, das chefias, da sociedade e do poder político.

 

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