Raya e o Último Dragão (2021)

 

Título original – Raya and the Last Dragon

 

Da Disney surge esta maravilha fantasista, profundamente oriental.

 

O reino de Kumandra ficou dividido e já não goza da protecção dos dragões. Reina a tensão entre as diversas facções do reino e uma ameaça destruidora não pára de os cercar.

Raya, intrépida filha de um dos governantes, procura o último dragão existente e repor a felicidade e paz entre todos.

Dragões, princesas, reinos encantados, ameaças, crescimento, responsabilidades, o restabelecer da ordem e felicidade.

 

Temas clássicos da fantasia (com animação ou com imagem real).

Mas o déjà vu do conceito (e qual o filme de hoje que não tem um conceito já visto???) não interessa.

Porque tudo nos é apresentado e contado com requinte, inteligência, sensibilidade, infantilidade, humor, ritmo, sentido de espectáculo e fantasia, e como mais importante, belíssima animação.

Estamos perante uma luxuosa produção do género, plena de detalhe, cor, movimento, profundidade e realismo (a momentos parece um filme de imagem real tornado animado).

Incríveis cenas de batalha que recorda o melhor do género quando Made in China.

E há sempre a qualidade na definição dos personagens, e todos nos tocam de uma forma ou outra pelo seu carisma, emoções e personalidades (o animal amigo de Raya é um todo-o-terreno, o dragão e as surpresas que cria nas suas atitudes, o bebé e o seu desenrascanço).

Por outro lado, há um ilustrar de muitos hábitos e costumes da cultura do Sudoeste da Ásia, com o filme a ser uma bonita homenagem a tal zona da Terra.

A história retoma o tema clássico do caos causado pelo Homem e pela sua ganância. Como tal, não deixa de ser curioso (ou pertinente) que a narrativa tenha algo de subtil face à China e à sua “criação” da pandemia Covid-19 (a praga que paira sobre os eventos, a união de todos para a cura).

Mas sabendo-se que a Disney tem muito$ intere$$e$ na China, não se deixa de olhar para o filme como um acto de complacência e negócio, com algo de cínico e oportunista nos tempos actuais.

Mas as qualidades do filme estão (muitíssimo) acima disso.

A equipa de realização mostra grande talento pelas ideias visuais.

Boa música.

Bom trabalho vocal.

Uma maravilha de animação.

 

Obrigatório.

 

“Raya and The Last Dragon” está disponível via Disney+.

Realizadores: Don Hall, Carlos López Estrada, Paul Briggs, John Ripa

Argumentistas: Qui Nguyen, Adele Lim, Paul Briggs, Don Hall, Carlos López Estrada, Kiel Murray, John Ripa, Dean Wellins

Vozes: Kelly Marie Tran, Awkwafina, Izaac Wang, Gemma Chan, Daniel Dae Kim, Benedict Wong, Jona Xiao, Sandra Oh, Thalia Tran, Lucille Soong,

Alan Tudyk

 

Site – https://movies.disney.com/raya-and-the-last-dragon

 

Orçamento – 200 milhões de Dólares

Bilheteira – 54 milhões de Dólares (USA); 121 (mundial)

 

É a primeira animação Disney sem intervenção de John Lasseter (o ex-#1 da Pixar, que passou a comandar o departamento de animação da Disney) desde “Chicken Little” (2005).

Cassie Steele ia dar voz a Raya, mas foi substituída por Kelly Marie Tran.

James Newton Howard volta a compor a música de uma animação Disney, depois de “Treasure Planet” (2002).

A equipa de design viajou a diversos países asiáticos para recolha de dados e ideias visuais.

O argumento inspira-se em muitas lendas e aspectos da cultura oriental.

No argumento inicial, Sisu ia ser macho e ia ter um destino diferente no final.

 

Muita da produção decorreu em teletrabalho.

Awkwafina improvisou muitas das suas lines.

O reino de Kumandra é um misto de influências de países como Tailândia, Vietname, Cambodja, Myanmar, Malásia, Indonésia, Filipinas e Laos.

As cenas de combate recorrem a diversas artes marciais orientais.

Os argumentistas queriam que Raya tivesse um meio de transporte. Decidiu-se que seria um animal com capacidades (incríveis) de locomoção e transporte.

Raya é a terceira princesa de filmes Disney, vinda de um conceito original e não de um conto ou livro. Merida (“Brave”) e Moana (“Moana”) são as suas dignas colegas.

Depois de Jasmine (“Aladdin”), Raya e Namaari são as princesas Disney a não usar vestidos e saias.

Raya significa “grandiosa” em Malaio e Indonésio.

 

Depois de “Brother Bear” (2003), é a primeira animação Disney a não ser musical.

 

O filme ia estrear nas salas em Novembro de 2020. A pandemia Covid-19 levou o filme para streaming.

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