Velocidade Furiosa 9 (2021)

 

Título original – Fast & Furious 9

 

20 anos depois de ter começado, a saga “Fast & Furious” chega à velocidade 9 (com promessa de mais duas, e assim terminar).

Com os personagens habituais (até há dois regressos), novos e muita acção automóvel que desafia as Leis da Física.

Justin Lin, o grande obreiro da saga, regressa.

 

Ainda que derrotada (em “FF8”), Cipher prepara a sua vingança contra Dom e a sua família. E logo com alguém bem próximo a ele.

Mas Dom também tem kits de luta. E a essência de familia será a velocidade mais forte.

À 9ª velocidade podia-se pensar que vai haver perda de fôlego.

Mas não.

O motor desta saga quer sempre mais rotação.

Então siga.

Este “FF9” faz a saga regressar a algumas das suas raízes.

Missão de alto risco, muitos inimigos, desafios e peripécias, mas tudo centrado, unido e resolvido por/em família.

E não é para menos – há aqui um conflito de irmãos, ainda mal resolvido.

E isto permite ao episódio o abordar de algo da família Toretto e do seu passado que ainda não conhecíamos.

É a saga, assim, a explorar algo do seu mundo humano. Algo que se agradece.

É um episódio de reencontros (Mia, que assim permite o encontro total dos irmãos Toretto), um deles bem inesperado (Han – cuja “ressurreição” faz sentido dentro dos eventos que andam pela saga desde “FF7”).

É um episódio sobre paternidade (Dom a cuidar do seu petiz e a descobrir que tem de mudar de vida).

É um episódio onde não se esquece quem está ausente (a forma como se aborda a “presença” de Brian).

É, portanto, um episódio (também) emotivo.

Mas isto é “Fast & Furious”.

E sobre isso e aquilo a que a saga nos habituou, nada a temer.

Continuamos com car action bem espectacular, acelerada, criativa e destruidora. Com algo de Indiana Jones (o atravessar da ponte e desenrascanço para compensar a falta dela), sempre com o desafiar as leis da Física (a confrontação final) e indo mais além (desta vez até se vai ao… Espaço – Yup, é ver para crer, boys).

E com lugar para twists & turns (quem é inimigo, quem é aliado, as súbitas mudanças de alianças).

Mas nem tudo brilha.

Há cenas que deviam ter ficado no editing room, pois são mesmo supérfluas, banais, toscas, redundantes e atrasam ritmo (as trocas de lines entre Roman e Tej, supostamente cómicas, mas que são as típicas “conversas de/á preto”).

Felizmente que o filme até se sabe rir de si próprio e da saga (há um membro da família que acha que todos são invencíveis, tipo super-heróis) e sabe honrar os departed (veja-se o momento final e o seu simbolismo).

E há um saber alinhar do novos rumos narrativos da saga com os episódios passados.

Elenco cheio dos veteranos da saga (desde os mais antigos aos mais recentes – mostrando que na saga há espaço para todos os personagens que vão surgindo), na prestação que se espera, em perfeita sintonia.

Justin Lin regressa à saga. Uma saga que ele tão bem conhece e redefiniu.

Vê-se o quanto ele está feliz com tal e até sabe fazer subtis referências ao que tem feito na saga (algumas peripécias parecem variantes de coisas que ele já fez na saga).

Lin é mesmo O realizador para a saga.

Uma saga popular e longa, que continua com capacidade de se reinventar e entreter.

Um must para os fãs, como é óbvio.

 

“Fast & Furious 9” já anda nas nossas salas. E assim continua o (veloz) desconfinamento dos blockbusters nas salas de Cinema.

 

Nota – Há cena extra durante o genérico final. O que significa? Aguarde-se pela próxima velocidade.

Realizador: Justin Lin

Argumentistas: Daniel Casey, Justin Lin, Alfredo Botello, a partir dos personagens criados por Gary Scott Thompson

Elenco: Vin Diesel, Michelle Rodriguez, Jordana Brewster, Tyrese Gibson,

Ludacris, Nathalie Emmanuel, Charlize Theron, John Cena, Finn Cole, Sung Kang. Anna Sawai, Helen Mirren, Kurt Russell, Lucas Black, Michael Rooker

 

Site – http://www.thefastsaga.com

 

Orçamento – 200 milhões de Dólares

Bilheteira (até agora) – 125 milhões de Dólares (USA); 500 (mundial)

 

Justin Lin regressa à saga. Lin estava na saga desde o “FF3” até “FF6”. “FF7” teve a assinatura de James Wan e “FF8 “a de F. Gary Gray.

Tyrese Gibson regressou na condição de Dwayne Johnson (na saga desde “FF5”) não regressar. Gibson e Johnson desentenderam-se em “FF8” (e o mesmo se aplica a Vin Diesel, que não gostou de ver o crescente protagonismo de Johnson na saga).

Regresso de Lucas Black, depois de “FF3” e “FF7”.

Sung Kang regressa à saga, depois de ter participado em “FF3” (onde morria), “FF5” e “FF6” (estes eram prequelas ao 3, tal como o “FF4”).

Jordana Brewster regressa à saga, depois de  “FF1”, “FF4”, “FF5”, “FF6” e “FF7”.

Chris Morgan tem sido o argumentista desde o “FF2”. Este “FF9” é o primeiro sem a sua participação desde então (Morgan escreveu o spin-off da saga, “Hobbs & Shaw”).

Depois de “FF6”, é o primeiro episódio da saga filmado em película 35mm.

Depois de “FF5”, é o primeiro episódio a ser filmado com câmaras Panavision Panaflex.

A principal photography terminou em Novembro de 2019.

É o mais longo episódio da saga – 145 minutos.

Pela primeira vez na saga, o inimigo é o mesmo do episódio anterior.

 

Ia estrear em Maio de 2020, devido à estreia de “Hobbs & Shaw” (2019). Mas a pandemia Covid-19 levou a novo adiamento.

 

A saga já rendeu mais de 6 biliões de Dólares (com 1.5 a serem geradas por “FF7”).

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