Uma Vida Escondida (2019)

 

Título original – A Hidden Life

 

É o regresso de Terrence Malick.

Em grande e em moldes mais convencionais.

 

Franz Jägerstätter, um modesto agricultor austríaco, vive tranquilamente nos Alpes, com a sua família e bem inserido na comunidade local.

Com a chegada da Segunda Guerra Mundial, Franz vê-se convocado para a frente de batalha.

Mas o facto de ser objector de consciência vai causar-lhe problemas.

Retrato do quotidiano de um homem de campo.

Ilustração de uma comunidade campestre.

Viagem íntima a um casal feliz e pleno.

“Panfleto” anti-guerra.

Jornada de um homem em afirmação dos seus valores.

No meio de tanta presença humana, “flutua” por todos a presença de Deus, fazendo do filme uma profunda experiência espiritual.

Excelente fotografia, a deixar-nos boquiabertos pela beleza da paisagem.

Elenco em prestação convicta e muito natural.

É Terrence Malick em continuidade do seu cinema contemplativo que muito tem marcado (pelo bem e pelo “mal”) a sua carreira recente, mas retomando uma fluidez narrativa mais consistente, clássica e fácil de acompanhar, conseguindo um belíssimo filme, de grande beleza visual, emocional, humana e espiritual.

O mais belo filme de Terrence Malick, desde “Days of Heaven” (1978).

 

Obrigatório.

 

“A Hidden Life” está disponível via streaming e video-on-demand.

Realizador: Terrence Malick

Argumentista: Terrence Malick

Elenco: August Diehl, Valerie Pachner, Maria Simon

 

Site – https://www.searchlightpictures.com/ahiddenlife/

 

“Melhor Filme”, pelos críticos de Austin 2020.

“Prémio Chalais Award“, em Cannes 2019. Concorreu à “Palme d’Or”, mas perdeu para “Parasite”.

“Melhor Filme Estrangeiro”, pelo Cinema Writers Circle 2021.

“Melhor Filme”, no CinEuphoria 2020.

“Melhor Realização”, “Melhor Argumento Adaptado”, no Festival de Faro Island 2020.

“Melhor Música”, pela International Cinephile Society 2020 e pelos críticos do México 2019.

“Top 10 do Ano”, pela National Board of Review 2019.

Baseado numa história verídica.

Terrence Malick soube da história por Grant Hill, produtor de “The Thin Red Line” (1998). Malick ficou ainda mais interessado depois de conhecer as filhas dos Jägerstätter.

 

O titulo é retirado de uma frase escrita or George Eliott – “… for the growing good of the world is partly dependent on unhistoric acts; and that things are not so ill with you and me as they might have been is half owing to the number who lived faithfully a hidden life, and rest in unvisited tombs.

 

É o ultimo filme de Michael Nyqvist e Bruno Ganz.

 

Filmado na zona de Radegund, onde viviam os verdadeiros Jägerstätters.

August Diehl e Valerie Pachner conheceram as filhas de Franz e Fani  Jägerstätter. Elas ainda vivem na mesma aldeia onde os pais viviam.

Filmado quase sempre com luz natural, ao longo de oito semanas, em 2016.

No último dia de filmagem, cast & crew fizeram uma ovação de 15 minutos.

 

Malick demorou três anos na montagem.

É o mais longo filme de Malick – 2 horas e 53 minutos.

É o primeiro filme de Malick a ter uma narrativa convencional desde “The New World” (2005).

Antes da premiere em Cannes, o filme foi mostrado às filhas dos Jägerstätters. Elas gostaram imenso do filme.

 

Franz Jägerstätter foi declarado mártir e beatificado pelo Papa Bento XVI em Junho de 2007.

 

Sobre Franz Jägerstätter:

https://www.nationalww2museum.org/war/articles/story-austrian-catholic-resister-franz-jagerstatter

https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/csaints/documents/rc_con_csaints_doc_20071026_beatif-jagerstatter_po.html

 

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