007 – Licença para Matar (1989)

 

Título original – Licence to Kill

 

Timothy Dalton despede-se como James Bond.

E logo naquele que é (ainda) o mais violento episódio da saga.

 

James Bond vai ser padrinho de casamento do seu velho amigo Felix Leiter.

Só que na noite de núpcias, Leiter é atacado e a sua esposa é morta.

A culpa é de Franz Sanchez, um poderoso drug lord.

Perante as incapacidades e incompetências da Polícia, CIA e MI6, Bond decide avançar sozinho numa cruzada de vingança, eliminando tudo e todo aquele que se meter no caminho.

Não era a primeira vez que James Bond executava alguém – aconteceu em “Dr. No” (1962, com Sean Connery).

Não era a primeira vez que James Bond se enraivecia e procurava vingança – aconteceu em “Goldfinger” (1964, com Connery), “For Your Eyes Only” (1981, com Roger Moore) e “The Living Daylights” (1987, com Timothy Dalton).

Não era a primeira vez que James Bond se encontrava só na sua cruzada – aconteceu em “On Her Majesty`s Secret Service” (1969, com George Lazenby).

“Licence to Kill” é, portanto, repetição da matéria já dada?

Não propriamente.

Move-se em áreas por onde a saga já tinha andado (muito levemente) e agora avança com extremismo.

Pela primeira vez na saga (007 só voltaria a estar raivoso, vingativo e sozinho em 2008, com “Quantum of Solace”, a segunda incursão de Daniel Craig no personagem), James Bond mostra o que realmente é – um assassino, ao serviço do Bem, implacável e impiedoso, que não olha a meios para conseguir o seu objectivo.

Mas não precipitemos julgamentos (errados) – o filme não nos mostra Bond como uma besta assassina, mas um homem (emotivo) em busca de justiça.

O filme carrega bem no lado dramático e emocional.

Por um lado, mostra-se o nível de amizade entre Bond e Leiter (há muito mérito nos actores, pela química e cumplicidade demonstrada).

Por outro, mexe-se em fantasmas de Bond – ao ver assassinada a esposa de Leiter, Bond recorda que já perdeu uma esposa assim, também no dia do casamento (mais um mérito para o actor, pela forma como transmite dor e raiva).

A cruzada solitária de Bond não é oca. Bond procura seguir as regras do sistema e ajudá-lo, mas só encontra entraves e incompetências num sistema que ele sempre procurou defender e honrar.

A luta solitária é mais causada pelas burocracias e entraves dos seus superiores do que por arrogância de 007.

O argumento encontra razões para Bond perceber que não conseguirá tudo sozinho e que ajuda é necessária. O divertido de tal é que ela vem em grande parte do veterano Q (ele nunca esteve tão activo na saga como neste filme).

O inimigo de Bond é bem mortífero e implacável, pelo que 007 rapidamente percebe que não pode ganhar a guerra se não jogar pela mesma moeda.

É aqui a força do filme – o duelo, entre astúcias e brutalidade, de dois homens violentos, mas em lados opostos da Lei, contudo “iguais”.

A luta de Bond não se limita a matar todo o facínora que lhe surge. Bond, mostrando que leu “The Art of War” de Sun Tzu, viu “Yojimbo” de Kurosawa e “A Fistul of Dollars” de Sergio Leone, usa imensa astúcia para virar os seus inimigos contra si próprios (na hora da confrontação final, já Bond pôs Sanchez a matar todos os seus aliados).

A intriga não tem grande tempo para romantismos, mas as regras lá obrigam Bond a ter de quebrar os corações a duas meninas.

As meninas não são banais – uma é bem combativa, quase tanto como Bond; outra parece ter uma agenda e precisar de alguém que a concretize.

O vilão é um dos (três) melhores da saga, senão mesmo o melhor – ao nível de Sanchez só mesmo o Blofeld de “On Her Majesty`s Secret Service” (1969) e Goldfinger de “Goldfinger (1964)”.

Excelente fotografia e cenografia.

A canção principal (“Licence to Kill”, com voz de Gladys Knight) tem algo de clássico e traz à memória as grandes canções e vozes do passado da saga (Shirley Bassey, Louis Armstrong, Carly Simon, Sheena Easton).

“The Living Daylights” (o filme anterior, a estreia de Dalton como 007) já tinha marcado pontos em cenas de acção (o Aston-Martin Volante em acção, pleno de gadgets; o duelo entre Bond e Necros, suspensos numa rede, presa a porta de um avião, a milhares de pés de altitude).

“Licence to Kill” não lhe fica atrás. Para a História (da saga, do action cinema e do Cinema) fica a perseguição/luta entre os camiões – incrível, espectacular, estonteante, explosiva, alcançando o nunca visto (nem a saga “Fast & Furious” conseguiu, ainda, algo assim – embora a perseguição nas ruas do Rio de Janeiro em “F&F5”, bem como a perseguição na auto-estrada em “F&F6”, andem lá perto). É a melhor set piece stunt com veículos desde a luta/perseguição em “Raiders of the Lost Ark” (1981).

Não menos notável é o facto de “Licence to Kill” marcar o regresso da saga a cenas aquáticas. Desde “Thunderball” (1965) que James Bond não se metia em tantas peripécias à tona e debaixo de água. Em “Licence to Kill” temos muitas e de grande nível, admiravelmente filmadas.

Por outro lado “Licence to Kill” ainda tem o exclusivo de ser o filme da saga onde Bond dá a execução mais cruel e agonizante ao vilão. Algo que a saga ainda não igualou, nem sequer com Daniel Craig (ainda que o começo de “Casino Royale” tenha sido uma magnífica tentativa).

Elogia-se a quase ausência de humor.

Merece destaque a maior presença de Q, que se revela um excelente operacional. Pena que a saga nunca tenha explorado esta área antes.

(na fase Daniel Craig, Q também chegaria a ter acções determinantes – “Skyfall” e “SPECTRE”)

Perante a brutalidade do tom, só ficam a mais os interlúdios românticos de Bond com as Bond-Girls. Mas há que cumprir a fórmula, não é?

John Glen, que era apenas um vulgar tarefeiro, tem aqui a sua finest hour (não admira que o realizador considere este filme como o seu melhor trabalho). O tom é duro e bem violento, nunca caindo no mau gosto ou exagero, filmando excelente acção.

Carey Lowell e Talisa Soto são bonitas e até dão alguma densidade às suas Bond-Girls.

Atenção a um jovem e já bem promissor e temível Benicio del Toro.

Robert Davi é intenso como vilão, dando um forte charme, humor e elegância, mas sendo sempre perigoso, criando um misto de reacções no espectador (medo e fascínio), sendo ele o gerador dos momentos mais divertidos e descontraídos.

Timothy Dalton volta a mostrar que foi uma excelente escolha como James Bond. Mantém todo aquele dark edge que mostrou em “The Living Daylights”, mantém o seu lado humano, real e credível, mas consegue dar um passo mais. Neste novo filme, faz de Bond um implacável assassino (a sua frieza e eficácia quando mata um dos culpados ou quando assiste à morte dos seus inimigos; a forma com conversa e olha para Sanchez; a sua atitude quando ataca e ameaça duas mulheres) e como um homem sempre emotivo (a sua amizade com Felix, o seu carinho com Della, o seu cuidado com Q, a forma como reage ao que aconteceu a Della e a Felix).

Neste filme, Dalton antecipa(-se) totalmente ao take que Daniel Craig daria a James Bond em “Quantum of Solace” (onde Bond é igualmente brutal, implacável e vingativo, sem olhar a meios).

E como se viu em “The Living Daylights”, Dalton volta a fazer estilo com roupa casual.

Um dos grandes filmes da saga James Bond (certamente digno de figurar no Top 5 ou mesmo Top 3), um dos mais brutais e violentos, sendo (infelizmente) um dos mais subestimados (felizmente que o tempo tem reparado essa injustiça).

 

Obrigatório.

 

“Licence to Kill” tem edição portuguesa e anda a bom preço.

Realizador: John Glen

Argumentistas: Richard Maibaum, Michael G. Wilson, a partir do personagem criado por Ian Fleming

Elenco: Timothy Dalton, Carey Lowell, Robert Davi, Talisa Soto, Anthony Zerbe, Frank McRae, David Hedison, Wayne Newton, Benicio Del Toro, Everett McGill, Desmond Llewelyn, Pedro Armendáriz Jr., Robert Brown, Priscilla Barnes, Don Stroud, Caroline Bliss, Cary-Hiroyuki Tagawa, Christopher Neame

 

Trailers

 

Genérico

 

A cena de abertura

 

Clips

 

Site – http://www.007.com

 

Orçamento – 32 milhões de Dólares

Bilheteira – 34 milhões de Dólares (USA); 156 (mundial)

 

Nomeado para “Melhor Filme”, nos Edgar Allan Poe 1990. Perdeu para “Heathers”.

Dado o final da Guerra Fria, os argumentistas decidiram virar-se para situações mais actuais.

O filme iria ser filmado na China, mas tal revelava-se uma complicação logística.

 

Devido a uma greve promovida pelo Writers’ Guild of America, Richard Maibaum não continuou a escrita do argumento. Coube a Michael G. Wilson terminar o trabalho. Wilson e Maibaum já tinham escrito 5 filmes, tendo iniciado parceria em 1981 – “For Your Eyes Only” (1981), “Octopussy” (1983) e “A View to a Kill” (1985) – todos com Roger Moore; “The Living Daylights” (1987) e “Licence to Kill” (1989) – todos com Timothy Dalton.

 

Wilson inspirou-se no filme “Yojimbo”, de Akira Kurosawa, onde um Samurai manipula dois gangs no sentido de se destruírem mutuamente.

É o primeiro filme da saga que não usa um título de um romance ou conto de Ian Fleming. Na época, todos os romances já tinham sido adaptados (“Casino Royale” ainda estava fora da saga oficial, por não haver direitos sobre tal; tinha sido alvo de uma adaptação televisiva em 1954 e de um spoof cinematográfico em 1967). Restavam contos como “Property of a Lady”, “Quantum of Solace”, “007 In New York”, “Risico” e “The Hildebrand Rarity”.

 

O argumento retira ideias não usadas do romance “Live and Let Die” e do conto “The Hildebrant Rarity”.

O argumento segue de perto o do livro “The Man with the Golden Gun” – Bond infiltra-se numa organização e leva-a à autodestruição.

 

“Licence Revoked” – era o título inicial.

Foi alterado para “Licence to Kill”, pois o público americano não percebia o significado de Revoked dentro do contexto, mas apenas para retirada das cartas de condução por parte das autoridades.

Por outro lado, pretendia-se evitar confusões com o romance “Licence Renewed” (1981), de John Gardner, que marcou o regresso de James Bond ao mundo literário.

 

O título final teve um “duelo” – Licence ou License (UK v USA); venceu a opção british.

John Rhys-Davies ia regressar como General Pushkin (vimo-lo em “The Living Daylights”, em 1987, o primeiro filme com Timothy Dalton), mas teve de recusar pois estava ocupado em “Indiana Jones and the Last Crusade” (1989, que também marcava o seu regresso à saga, depois de “Raiders of the Lost Ark”).

David Hedison regressa como Felix Leiter, depois de “Live and Let Die” (1973, o primeiro com Roger Moore). Hedison era o primeiro actor a repetir Leiter (ele era sempre interpretado por actores diferentes). Só Jeffrey Wright é que faria o mesmo – “Casino Royale” (2006) e “Quantum of Solace” (2009), ambos com Daniel Craig.

John Barry não foi chamada para compor o score. Fala-se que pode ter sido devido a uma operação cirúrgica recente como pelos conflitos criativos que Barry teve com os A-ha na criação da canção do filme anterior, “The Living Daylights”.

Michael Kamen foi chamado para compor a música, dado o seu trabalho em filmes de acção – “Die Hard” (1988), “Lethal Weapon” (1987).

À semelhança do que aconteceu em “The Living Daylights”, “Licence to Kill” também usa mais que uma canção.

Curiosamente, é o único filme da saga que não menciona a canção e o artista, durante o genérico inicial.

 

“Licence to Kill”, de Gladys Knight

(que se ouve no genérico inicial)

 

“If You Asked Me To”, de Patti LuBelle

(que se ouve no genérico final)

 

Timothy Dalton procurou manter-se fiel à essência de James Bond conforme criada por Ian Fleming nos livros.

Maibaum sugeriu Robert Davi, pois ficou bem impressionado ao vê-lo em “Terrorist on Trial: The United States vs. Salim Ajami” (1988).

Talisa Soto fez a sua audition com Davi a interpretar James Bond (Dalton estava indisponível). Davi impressionou os produtores.

Pedro Armendáriz Jr. é filho de Pedro Armendáriz Sr. – este era aliado de 007 em “From Russia With Love” (1963, com Sean Connery).

Gene Simmons (líder dos KISS) foi convidado para um personagem, mas recusou.

 

O personagem Franz Sanchez é inspirado em Manuel Noriega e Pablo Escobar.

Davi investigou sobre cartéis de droga.

Davi aprendeu mergulho, devido à cena em que o seu personagem é resgatado debaixo de água.

 

Benicio Del Toro é o vilão mais jovem da saga – 21 anos.

 

Reencontro, ainda que em lados opostos, de Robert Davi e Grand L. Bush, depois de “Die Hard” (1988) – nesse filme eram ambos special agents do FBI.

É a segunda vez que James Bond enfrenta um drug lord, depois de “Live and Let Die” (1973, o primeiro com Roger Moore).

Franz Sanchez inspira-se em dois vilões da saga literária – Le Chiffre de “Casino Royale” e Francisco Scaramanga de “The Man with the Golden Gun”.

 

Albert R. Broccoli adoeceu nas filmagens. Seria a última vez que o produtor estaria nos sets da saga.

Pelos vistos, Glen e Dalton tiveram um conflito criativo no final das filmagens.

Robert Davi foi uma vez raptado por um drug lord. O homem quis mostrar o seu entusiasmo e agradecimento ao actor pela sua interpretação como drug lord.

Os camiões da perseguição final são da Kenworth e foram alvo de modificações especiais – mais potência, uma cabine extra para o stunt driver e suspensão traseira especial para levantar a parte traseira ao arrancar.

O veterano Rémy Julienne (já com larga experiência na saga) foi o coordenador de toda a perseguição final.

A perseguição dos camiões foi filmada na estrada La Rumorosa, com reputação de perigosa e maldita (fala-se numa maldição devido a um acidente que vitimou cinco freiras). Esteve carregada de infortúnios:

  • Um rocket fugiu ao controlo e atingiu um trabalhador dos telefones (só o feriu).
  • Timothy Dalton quase que morria num momento em que se dá uma explosão, pois o actor (a conduzir um dos camiões) teve de contornar um veículo e por pouco que tombava pela encosta abaixo.
  • John Glen e muitos elementos da crew afirmam terem visto figuras humanas, que ora eram vistas como desapareciam.
  • Dois veículos começaram a arder, sem razão.
  • A explosão final mostra, nas fotografias captadas pelo repórter em cena, uma mão gigante em chamas.

 

Na cena onde 007 pede demissão do MI6, a casa era de Ernest Hemingway. Em certo momento, Bond diz “I guess this is a farewell to arms” – “A Farewell to Arms” é um dos romances mais relevantes do escritor.

A line de Franz Sanchez “Loyalty is more important to me than money” é improvisada por Robert Davi (o actor que interpreta Sanchez).

Pam Bouvier é a primeira Bond-Girl a beber a bebida oficial de James Bond – um vodka-martini.

A arma da personagem de Pam Bouvier é uma Beretta .25. Era a arma favorita de James Bond, nos livros. Em “Doctor No”, 007 é obrigado a usar a Walther PPK.

A morte de Milton Krest usou uma cabeça prostethic de Anthony Zerbe. Para evitar censuras (dado que o momento ia ser violento e sangrento), a montagem foi discreta na sua visualização.

A luta aquática entre Bond e os seus inimigos envolveu duas unidades de filmagem – uma à superfície com Dalton, outra debaixo de água com mergulhadores experientes.

Ao longo da saga, Q está sempre a criticar 007 por este destruir equipamento. Neste filme, Q deita fora equipamento depois de o usar. Foi uma ideia do actor Desmond Llewelyn (Q, desde o início da saga).

Na cena em que Bond está pendurado sobre o triturador, Del Toro chegou a ferir a mão de Dalton.

Quando Bond foge de um camião a explodir, é mesmo Dalton em cena e não um stuntman.

Marcas em cena: Anheuser-Busch, Carlsberg, Philip Morris, Kenworth, Cutty Sark, Armorlite, Bollinger, Rolex, Aerospatial, Stolichnaya, Philips.

É o primeiro filme da saga onde se fala nos perigos do tabaco. Contudo, o filme usa produtos da Philip Morris Company.

 

Cameos:

  • Wayne Newton (entertainer de Las Vegas) – é o evangelista.
  • Michael G. Wilson (produtor a argumentista): a voz de um agente do D.E.A..

Foi o primeiro filme a ser alvo de uma novelização, depois de “Moonraker” (1979).

“Licence to Kill” seria alvo de uma adaptação aos comics, por Mike Grell, editado pela Eclipse Comics e ACME Press. James Bond não se assemelha a Timothy Dalton, pois Dalton nunca permitiu tal.

A Domark fez um video game para várias plataformas.

O filme recebeu uma classificação etária mais elevada nos USA e no Reino Unido, devido à violência.

Alguns críticos viram em “Licence to Kill” um tom de violência e acção que derivava dos filmes produzidos por Joel Silver – “Lethal Weapon” e “Die Hard”. Robert Davi, Grand L. Bush, Frank McRae, Wayne Newton e Michael Kamen já tinham trabalhado com Silver.

O filme foi muito bem recebido pela crítica (que elogiou o tom obscuro e violento, contrastando assim com o tom light e cómico da fase Roger Moore), tendo ganho culto entre os fãs com a passagem do tempo.

Apesar do flop nas bilheteiras americanas, o filme teve números suficientes no mercado mundial. O mercado doméstico foi bastante generoso.

Apesar de se ter dito que o filme foi um flop, tal não é verdade. De facto, foi um dos episódios da saga que menos dinheiro fez, mas há pior – “The Man With The Golden Gun (1974, com Roger Moore, “por acaso” um dos mais idiotas da saga – 20 milhões de Dólares nos USA; 97 a nível mundial) e “On Her Majesty´s Secret Service” (1969, o único com George Lazenby – 22 milhões de Dólares nos USA; 82 a nível mundial).

Para o menor sucesso muito contribuiu o facto do filme ter estreado no Verão de 1989, concorrido com muitos blockbusters – “Batman”, “Indiana Jones and the Last Crusade”, “Lethal Weapon 2”, “Star Trek V”, “The Karate Kid III”, “Honey, I Schrunk the Kids”, “The Abysss”, “Ghostbusters II”.

É o último filme da saga que conta com a escrita de Richard Maibaum. Maibaum já andava pela saga desde o início. Maibaum faleceria em 1991.

É o último filme da saga que conta com o genérico inicial desenhado por Maurice Binder. Binder já andava pela saga desde o início. Binder faleceria também em 1991.

É o último filme de Robert Brown (M). Faleceria em 2003.

Caroline Bliss (Miss Moneypenny) também se despede da saga. Tinha começado em 1987 com “The Living Daylighs” (a estreia de Dalton).

Foi a presença mais longa de Desmond Llewelyn (Q) e o filme onde o actor recebeu mais dinheiro. Llewelyn já andava na saga desde o início.

Seria o último filme da saga realizado por John Glen.

Glen vinha como editor e second unit director de muitos episódios (“On Her Majesty´s Secret Service” em 1969, “The Spy Who Loved Me” em 1977, “Moonraker” em 1979), tendo-se iniciado como realizador em 1981 com “For Your Eyes Only”, seguido de “Octopussy” (1983) e “A View to a Kill” (1985) – todos com Roger Moore; seguiu-se a fase Timothy Dalton com “The Living Daylights” (1987) e “Licence to Kill” (1989).

Com 5 filmes feitos, é um recorde na saga – superava Guy Hamilton e os seus 4 (“Goldfinger” em 1964, “Diamonds are Forever” em 1971 – ambos com Sean Connery; “Live and Let Die” em 1973, “The Man with the Golden Gun” em 1975 – ambos com Roger Moore), Terence Young e os seus 3 (“Dr. No” em 1962, “From Russia With Love” em 1963, “Thunderball” em 1965 – todos com Connery), Lewis Gilbert igualmente com 3 (“You Only Live Twice” em 1967 com Connery; “The Spy Who Loved Me” em 1977, “Moonraker” em 1979, ambos com Moore).

Muitos realizadores ficaram-se apenas por um, com excepções a Martin Campbell (“Goldeneye” em 1995, a estreia de Pierce Brosnan; “Casino Royale” em 2006, a estreia de Daniel Craig) e Sam Mendes (“Skyfall” em 2012, “SPECTRE” em 2015 – ambos com Craig).

Glen considera este filme como o seu melhor – dentro da saga e dentro da sua filmografia.

Seria o último filme de Timothy Dalton como James Bond.

Dalton ainda iria fazer mais um filme. “Property of a Lady” era o filme, era retirado de um conto de Fleming (à semelhança de “The Living Daylights”, o filme anterior de Dalton), ir-se-ia passar na China e lidar com a nanotecnologia. Seria escrito por Michael G. Wilson e Alfonse Ruggiero, com rodagem prevista para o Verão de 1990. John Landis, Ted Kotcheff e John Byrum andavam sondados como realizador. Dalton saiu de cena em 1994, devido aos atrasos de produção, causados pelo conflito de direitos da saga e à falência da MGM.

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