Nunca Mais Digas Nunca (1983)

 

 

Título original – Never Say Never Again

 

O ano de 1983 foi o ano em que se deu a denominada “Battle of Bonds”.

No mesmo ano, com diferença de meses, as salas exibiram dois filmes com James Bond.

Não eram reposições. Eram dois filmes novos. E com dois actores diferentes.

Confuso?

A saga oficial trazia “Octopussy” (com Roger Moore, no sexto de 7 filmes; estreou primeiro, em pleno Verão). “Never Say Never Again” (estreado em pleno Outono) devolvia Sean Connery (que iniciou a saga em 1962, tendo-a abandonado em 1971, ao fim de 6 filmes).

Este filme não pertence à saga oficial, é um título “bastardo”, pois é fruto de uma confusão de criação, direitos e birras que dariam para um filme.

É o remake de “Thunderball” (1965, com… Sean Connery – que um dia disse a propósito de voltar a interpretar 007… “never again”).

 

James Bond está numa cura de desintoxicação do seu organismo numa clínica.

Por coincidência, tal vai envolvê-lo numa tenebrosa trama da S.P.E.C.T.R.E. – o roubo de um par de ogivas nucleares que a organização terrorista ameaça fazer explodir que não lhes for pago um avultado resgate.

007 entra em campo para as localizar, desactivar e eliminar os responsáveis.

O prólogo até parece trazer algo pleno de action e com o humor refinado dos opening gambits típicos da saga, mas a presença da canção ao longo de quase toda a cena destoa, retira suspense e fun, já para não dizer que o twist é algo tosco (ainda que divertido).

Mas avançamos na esperança que a coisa melhore e tenhamos um verdadeiro James Bond Movie.

Nesta fase da sua carreira, James Bond já não era para se levar a sério (“Moonraker” tinha levado a saga ao delírio do impossível e fantasista – uma aventura no Espaço).

O regresso de Sean Connery poderia supor o regresso da seriedade dos primeiros tempos (“Dr. No”, “From Russia With Love”), apesar de algum ridículo que o lendário actor deixou na saga (“Diamonds Are Forever”, o que seria o seu “último” filme como 007).

Mas não.

Rapidamente percebemos que tudo vai cair na rábula.

Começamos logo por ver um déjà vu – quase tudo é igual a “Thunderball”.

Mas já não há aqui o feel da Cold War (algo que muito se sentiu nos primeiros filmes), os ambientes exóticos não são devidamente aproveitados, a action não é crispada, intensa ou espectacular (há uma divertida perseguição, com 007 a comandar uma Yamaha cheia de truques; mas o duelo subaquático é simplório em contraste com a cena equivalente em “Thunderball”, que ainda é uma referência no actioner e na saga).

E depois, pior que tudo, o filme soa mesmo a produção algo low cost (estranho, pois tinha um orçamento superior a… “Octopussy”).

A intenção é engraçada, mas estamos mesmo longe dos glory days do personagem.

O filme diverte, sim, mais até nos momentos em que Sean Connery se presta mesmo à auto-paródia.

Sobram alguns momentos – os tubarões, o jogo, a dança, algumas lines de 007.

Michel Legrand é um nome relevante da música, mas ei-lo a compor um score chato e insípido, longe da elegância que John Barry (ainda) compunha para a saga (só sairia dela em 1987, com “The Living Daylights”, o primeiro com Timothy Dalton).

Irvin Kershner mostra que se está a divertir com tudo, mas não vemos grandes rasgos de inspiração.

Sean Connery nasceu para ser James Bond e ainda continua a ser o melhor, A referência. Ei-lo em forma, sempre capaz de se divertir, parodiar e levar tudo a sério, com aquela excelência e charme como o lendário actor sabe. E como ele disfarça bem os seus mais de 50 anos.

Connery redime-se perante os fãs pela sua frustrante performance em “Diamonds Are Forever”.

O restante elenco entra no jogo.

Klaus Maria Brandauer está em sintonia com o clássico vilão de James Bond – erudito, refinado, charmoso, psicótico, manipulador. E mostra o quando está divertido, sabendo que nada daquilo é para levar a sério.

Barbara Carrrera mete o filme no bolso, com uma vilã sexy, em atitude bigger than life, louca, mortal e altamente sexually charged. Praticamente que antecipa a memorável Famke Janssen em “Goldeneye” (o primeiro com Pierce Brosnan).

Ao ser um título “rebelde”, exigia-se o mínimo de ser diferente, levar o personagem para novos caminhos.

Em vez disso, viu-se mais do mesmo, mas no pior. Nada se acrescentou. Não se diferenciou de alguns rumos recentes da saga oficial (embora “The Spy Who Loved Me” fosse um relançamento em big spectacle e “For Your Eyes Only” conseguisse um muito correcto regresso à seriedade inicial dos early days).

Na comparação com “Octopussy” (o título oficial da saga, nesse ano), o duelo Roger Moore v Sean Connery é cativante (ambos estão em registo cómico de James Bond, sabem ser sedutores, com Connery a ser mais letal e convincente nos momentos sérios), os vilões estão equivalentes (Louis Jourdan também se diverte e tem consciência de onde está), Barbara Carrera marca pontos (não tem rival em “Octopussy”) e na Bond Girl protagonista sai a ganhar Maud Adams (é ela a ardente e guerreira Octopussy) face a Kim Basinger (que se limita a ser a dumb blonde in distress), com o filme oficial a ser mais luxuoso de meios, mais exótico (passa-se na Índia), com mais Bond Girls (a Octopussy tem um exército de lindas meninas) e mais espectacular (ainda que não seja um dos títulos vintage da saga, defende-se bem com o opening gambit, a perseguição nas ruas indianas, a cena do comboio e o raid na casa de Octopussy).

Na comparação com “Thunderball”:

  • “Thunderball” tem mais feel exótico, da época e da Guerra Fria; é mais James Bond Film e tem uma espectacular batalha aquática; as meninas são meramente decorativas (embora a vilã tenha um letal charme erótico) e o vilão é dos melhores.
  • “Never Say Never Again” melhora o vilão (agora mais emotivo); tem uma hit girl que é very hot, maléfica, divertida e hiper-sexualizada; mantém muitos dos clichés da saga, assenta muito na auto-paródia e perde na componente actioner.

O resultado é quase um empate. Klaus Maria Brandauer e Barbara Carrera compensam os erros do filme. Mas o original é sempre o primeiro, e tem aquilo que se espera de um James Bond Film, e ainda numa fase em que os seus clichés ainda não eram clichés. Aliás, “Thunderball” é um título que muito muda na saga (locations, action).

Portanto, vitória de “Thunderball”.

Mas Klaus e Barbara merecem a visita a “Never Say Never Again”.

Diverte, mas é supérfluo, havendo (bem) melhor no género e em James Bond.

 

Recomendável.

 

“Never Say Never Again” tem edição portuguesa e anda a preço jeitoso.

Realizador: Irvin Kershner

Argumentistas: Lorenzo Semple Jr., Dick Clement (sem crédito), Ian La Frenais (sem crédito), inspirado pela história desenvolvida por Kevin McClory, Jack Whittingham e Ian Fleming, a partir do personagem criado por Ian Fleming

Elenco: Sean Connery, Klaus Maria Brandauer, Max von Sydow, Barbara Carrera, Kim Basinger, Bernie Casey, Alec McCowen , Edward Fox, Pamela Salem, Rowan Atkinson, Valerie Leon

 

Trailer

 

Clips

 

A canção de Lani Hall

 

Sean Connery sobre o filme

 

Barbara Carrera sobre o filme

 

Sites:

https://www.mgm.com/#/our-titles/1345/Never-Say-Never-Again/

https://www.007.com/

 

Orçamento – 36 milhões de Dólares

Bilheteira – 55 milhões de Dólares (USA); 160 (mundial)

 

Barbara Carrera esteve nomeada para “Melhor Actriz Secundária”, nos Globos de Ouro 1984. Perdeu para Cher em “Silkwood”.

Nomeado para “Melhor Filme – Fantasia” (???), nos Saturn 1984. Perdeu para “Something Wicked This Way Comes”.

A razão porque esta história está fora das mãos de Albert R. Brocolli e herdeiros (os detentores dos direitos cinematográficos de James Bond), é porque ela foi desenvolvida por Ian Fleming, Jack Whittingham, Jack Schwartzman e Kevin McClory, com o intuito de criar um argumento para levar 007 ao Cinema. Na época, os direitos do personagem ainda não tinham sido adquiridos. O projecto não avançou e Fleming usou as ideias para o livro “Thunderball”. Mas sem mencionar os seus “sócios”, que levaram a mal e foram para tribunal. Resultado? Muitos eram os detentores de direitos sobre esta história. E Brocolli teve de negociar para a adaptar. Quando “Thunderball” foi feito, a produção envolveu todos os detentores.

 

Quando Kevin McClory, Ian Fleming e Jack Whittingham criaram o argumento, seria para o primeiro filme com James Bond. Teria o título “James Bond, Secret Agent”. McClory queria Richard Burton como 007.

O projecto já data dos 70s, com McClory a querer Len Deighton (“rival” de Ian Fleming, criador de um “rival” de 007 – Harry Palmer, uma visão mais intelectual do british spy; que seria interpretado por Michael Caine em 5 filmes – “The Ipcress Files”, “My Funeral in Berlin”, “The Million-Dollar Brain”, ”Midnight in St Petersburg” e “Bullet to Beijing”) no argumento, Sean Connery como 007, Orson Welles como Blofeld, Trevor Howard como M e Richard Attenborough como realizador.

O filme quase que embatia com “Moonraker” (1979). Mas deram-se atrasos. Connery não achava que iria protagonizar o filme, limitando-se a ser auxiliar no argumento com Deighton.

George Lazenby foi considerado para ser James Bond (ele tinha-o interpretado em “On Her Majesty`s Secret Service”, um dos mais bem-amados filmes da saga). Era a vontade de Kevin McClory (executive producer). Mas tal ficou descartado com a certeza de Sean Connery.

Jack Schwartzman (produtor) pede a Connery para ser Bond. Connery pede 3 milhões de Dólares mais comissões, exigindo decisões sobre elenco e argumento.

Connery tinha 52 anos. O argumento admitiu a possibilidade de James Bond ser um agente já retirado. Mas isso mudou ao saber-se que Connery era 3 anos mais novo que Roger Moore, ainda activo como 007 em “Ocotpussy”, e que faria ainda mais um filme (“A View to a Kill”, em 1985).

Quando o projecto começa a avançar, Connery mostra-se descontente com alguns aspectos narrativos e chama Tom Mankiewicz (que ja tinha escrito para 007 – “Diamonds Are Forever” com Connery, “Live and Let Die” e “The Man WithThe Golden Gun”, ambos com Roger Moore) para fazer alterações no argumento. Mankiewicz recusa, por respeito e amizade a Albert R. Broccoli. Dick Clement e Ian La Frenais são chamados.

Francis Ford Coppola deu uma ajuda no argumento. Coppola era cunhado de Jack Schwartzman (um dos produtores), marido de Talia Shire (irmã de Coppola).

Len Deighton ia participar no argumento.

 

“James Bond of the Secret Service” – era o título inicial. Os produtores foram levados a uma acção a tribunal (por parte dos produtores da saga oficial) e esse título entrava em conflito com “On Her Majesty`s Secret Service” (título de um filme da saga oficial, de 1969, com George Lazenby).

“Warhead” – foi outro título pensado.

O título deriva de uma conversa entre Sean Connery e a esposa. Quando ela lhe perguntou se depois de “Diamonds Are Forever” ele ainda consideraria regressar como James Bond, o actor responder “Never Again”, ao que e esposa lhe disse “Never Say Never Again“.

Peter R. Hunt (editor dos primeiros filmes de James Bond e realizador de “On Her Majesty’s Secret Service”) chegou a ser chamado para realizar, mas recusou por amizade e respeito a Albert R. Brocolli.

Richard Donner (então com “The Omen”, “Superman” e “Lady Hawk” no curriculum – “Lethal Weapon” só viria em 1987) foi ponderado como realizador, mas recusou.

Irvin Kershner é chamado por ter bom nome em sequelas (“The Empire Strikes Back”).

John Barry (compositor oficial da saga) foi convidado para fazer a música. Barry sentiu-se honrado, mas recusou por respeito e amizade a Albert R. Broccoli.

Schwartzman queria James Horner (“48 Hrs.”, a caminho de “Commando” e “Aliens”) para compor a música. Horner tinha impressionado Kershner e Schwartzman pelo seu trabalho em “Star Trek II: The Wrath of Khan”. Connery foi contra e chamou Michel Legrand.

Orson Welles foi ponderado como vilão. Ele já o tinha sido em “Casino Royale” (1967).

Trevor Howard foi ponderado como M.

Maria Conchita Alonso foi considerada como Fatima Blush.

Dalila Di Lazzaro recusou ser Domino.

Kim Basinger foi sugerida pela esposa de Connery. Basinger já tinha recusado ser Bond Girl – em “Moonraker” (1979). Basinger queria ser levada a sério como actriz e achava que como Bond Girl tal não aconteceria. Mas com a carreira em constante travão, ela aceitou pois achava que conseguiria uma visibilidade mundial e isso lhe abriria portas. Tal acabou por acontecer.

Basinger nunca tinha visto um filme da saga James Bond.

Barbara Carrera foi sugerida por Kershner. Carrera aceitou ser Fatima Blush em “Never Say Never Again” e recusou ser… Octopussy. Tudo porque ela queria trabalhar com Sean Connery.

É o primeiro filme de Rowan Atkinson. Ele depois seria protagonista de uma paródia a James Bond – a saga “Johnny English”.

Steven Seagal era o instrutor de artes marciais. Sean Connery partiu um pulso durante uma aula.

Edward Fox, que interpreta M, é 7 anos mais novo que Connery.

Lani Hall canta a canção, depois de Bonnie Tyler ter recusado, pois não gostava da canção.

Sean Connery teve vários direitos criativos no filme. Um deles era no casting. Connery achava que a saga oficial estava a perder em talento interpretativo. Klaus Maria Brandauer, Max von Sydow, Edward Fox, Kim Basinger, Barbara Carrera e Alec McCowen, foram todos aprovados por Connery.

Filmado na Riviera Francesa, nas Bahamas, Almeria e nos estúdios Elstree.

Muita da crew vem de “Raiders of the Lost Ark” (1981) – David Tomblin (first assistant director), Douglas Slocombe (director of photography), Mickey Moore (second unit director), Philip Harrison e Stephen Grimes (production designers).

Ricou Browning dirigiu as cenas aquáticas. Já o tinha feito em… “Thunderball”.

Connery ficou com muita da autoridade, em cumplicidade com o assistant director David Tomblin.

As filmagens tiveram alguns conflitos:

  • Basinger e Kershner não se entenderam.
  • Kershner era crítico a Schwartzman, que não o considerava como produtor de Cinema, pois nada percebia de Cinema.
  • O orçamento inicial esgotou-se antes da conclusão das filmagens e Schwartzman teve de injectar dinheiro seu.
  • Schwartzman e Connery tiveram conflitos.

Ian Fleming inspirou-se no Capitão Nemo para criar Blofeld.

S.P.E.C.T.R.E. – Special Executive for Counter-intelligence, Terrorism, Revenge and Extortion.

Kevin McClory queria que o filme começasse da mesma maneira que os filmes oficiais – James Bond visto pelo cano de uma arma e depois a disparar contra ela. Como substituto do gun barrell surge o ecran cheio de “007”.

Um prologo foi filmado, mas não foi usado.

É o último filme onde James Bond enfrenta a S.P.E.C.T.R.E., até “SPECTRE” (2015, com Daniel Craig como 007).

No momento em que James Bond chega ao spa, ele conduz um Bentley. Nos livros, Bond conduz sempre um Bentley. Só nos filmes é que se fez a mudança para o mítico Aston-Martin.

Quando Bond entrega a “bomba” ao segurança do casino, lê-se “Casino Royale”.

A voz do computador no jogo entre Bond e Largo deriva de um processo de alteração de voz semelhante à usada para s Cylons em “Battlestar Galactica”.

Uma stunt com um cavalo envolveu controvérsia com activistas de direitos do animal.

Os efeitos de som do mísseis seriam usados em “Batman” (1989), para o Batplane.

A footage com o submarino vem de “Ice Station Zebra” (1968).

Pela primeira vez na saga, Felix Leiter é um afro-americano. Na fase Daniel Craig, Leiter é um… afro-americano.

Manning Redwood aparece como General Miller. Redwood apareceria depois em “A View to a Kill”, como um associado do vilão.

Cameo de Amy Irving – a voz do computador que faz o scanning ao olho do Capitão Jack Petachi.

Valerie Leon volta a ser uma Bond Girl – já tinha sido uma em “The Spy Who Loved Me” (1977, com Roger Moore; era a recepcionista no hotel, na Sardenha).

Barbara Carrera recusou uma body double para as cenas de amor com Sean Connery.

Kim Basinger usava peruca, pois o seu cabelo ainda estava curto devido à sua participação em “The Man Who Loved Women” (1983, de Blake Edwards, com Burt Reynolds).

O fato de banho que Basinger usa no final é mesmo dela. Foi-lhe dado pela Playboy.

Veículos em cena – Kingdom 5KR, 1937 Bentley B129JY Coupé; Mercedes-Benz SL convertible, 1983 Renault Turbo 2, Yamaha XJ 650, Chevrolet Camaro SS, XT-7B helicopter, Ford Taunus, Renault 5 GT Maxi Turbo.

Marcas em cena – Bentley Cars, Renault, Absolut, Smirnoff.

O final ia ser outro – James Bond (Sean Connery) passa pela rua e cruza-se com um homem, os dois olham um para o outro e o segundo homem é James Bond (Roger Moore) que lhe diz… “Never say never again!“. Roger Moore e Sean Connery sempre foram grandes amigos. Ambos queriam fazer esta cena, mas realizador e produtores rejeitaram-na.

A Warner Brothers (estúdio produtor do filme) ponderou a possibilidade de estrear “Never Say Never Again” em simultâneo com “Octopussy”. Acabou por estrear 4 meses depois.

Muitos analistas achavam que “Never Say Never Again” ia ter um sucesso superior a “Octopussy”. Tudo por causa do regresso de Sea Connery ao personagem. Mas o filme oficial com Roger Moore saiu vencedor (nos USA 68 milhões de Dólares contra 55; a nível mundial 187 contra 160; o mercado doméstico foi igualmente favorável ao filme oficial – 34 contra 28).

Era a segunda vez que dois filmes com James Bond estreavam no mesmo ano. A outra foi em 1967, com “Casino Royale” (um desconcertante spoof ao personagem) e “You Only Live Twice”.

O filme foi muito bem recebido pela crítica.

O filme estreou com os melhores números até então para um James Bond Film.

A família de Jack Whittingham não foi convidada para a premiere.

Muitas das cenas com Max von Sydow ficaram de fora da montagem final.

Barbara Carrera era a única actriz participante num James Bond Film a ser nomeada para os Globos de Ouro.

Segundo Kim Basinger há footage que chegue para dois filmes.

Há muito que se anuncia o extended cut do filme, mas ainda nada aconteceu.

Chegou-se a ponderar sequela, com o título… “S.P.E.C.T.R.E.”.

Sean Connery voltaria a “ser” James Bond – dava-lhe voz no videogame “James Bond 007: From Russia with Love” (2005).

Kim Basinger foi eleita a “Star of Tomorrow”, pela National Association of Theater Owners.

 

É o único James Bond Film dos 80s que usa um livro de Ian Fleming. Todos os outros feitos nessa década derivam de pequenos contos (“Octopussy”, “A View to a Kill”, “The Living Daylights”), combinação de contos (“For Your Eyes Only”) ou mix de ideias de contos (“License to Kill”).

Ernst Stavro Blofeld só voltaria a confrontar-se com James Bond em “S.P.E.C.T.R.E.” (2015).

Connery e Brandauer reencontrar-se-iam em “House of Russia” (1990).

Brandauer chegou a ser a primeira escolha para protagonista em “The Hunt for Red October” (1990), mas recusou, com Connery a aproveitar.

Edward Fox e Barbara Carrera contracenariam em “Wild Geese II” (1985).

No mesmo ano, Barbara Carrera participaria num outro título, também actioner e considerado um dos melhores do ano – “Lone Wolf McQuade”, ao lado de Chuck Norris e David Carradine.

Durante décadas, havia uma guerra sobre certos elementos do universo James Bond – uns nomes, situações, personagens e locais pertenciam ora a Brocolli ora a McClory.

 

Nos 90s, McClory chegou a anunciar um novo remake de “Thunderball” e queria Timothy Dalton como James Bond (então já de fora da saga, pois esta estava bloqueada numa guerra de direitos; Pierce Brosnan entraria em cena depois). “Warhead 2000 AD” seria o título. O projecto nunca avançou. Em 1997, a Sony Pictures adquiriu os direitos de McClory e planeou vários filmes com 007. Mais uma guerra de tribunais e a Sony perde os direitos. Em 2001 tudo fica resolvido a favor da MGM.

Assim sendo, perante a possibilidade de um novo James Bond movie “pirata” é caso para se dizer… (never say) never again.

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