Blood Drive (2017)

 

Série televisiva sobre um possível futuro à volta de carros, um novo tipo de combustível, reality shows e grandes corporações privadas a governar.

 

1999.

“Blood Drive” é um programa televisivo que arrasta multidões, concorrentes e muito dinheiro.

Ilustra uma corrida automóvel, onde vale tudo e os carros são alimentados por… sangue (o petróleo está muitíssimo caro).

Um ex-polícia e uma corredora são obrigados a fazer equipa. Juntos vão descobrir uma verdade ainda mais grotesca sobre o evento, procurando pôr um fim à corrida e à empresa que a criou.

 

Criador: James Roland

Elenco: Alan Ritchson, Christina Ochoa, Thomas Dominique, Marama Corlett, Colin Cunningham

 

Site – https://www.syfy.com/blooddrive

 

Trailer

 

Peguem-se nas ideias de “Mad Max”, “Death Race 2000”, “Robocop” e “The Hills Have Eyes”.

Ponha-se a série aos comandos de Herschell Gordon Lewis, Roger Corman e Rob Zombie.

Sigam-se as regras do Grand Gignol.

Entre-se no espírito Grindhouse.

Et voilá “Blood Drive”.

É uma gore fest, numa visão apocalíptica do futuro da sociedade e da relevância automobilística, por onde passa uma ridicularização dos reality shows (mostrando como são, no extremo, destruidores de vidas) e do capitalismo (são corporações empresariais que detêm a “Lei & Ordem”), mostrando o vazio da sociedade quando governada pela mediocridade cerebral.

Há alguma capacidade metafórica sobre a actualidade (o caos, os reality shows, os jogos empresariais onde só conta o dinheiro) e até tem a sua “mensagem” (o episódio que se passa numa cidade de mulheres onde os homens são “espremidos” pelo esperma – um delírio de “feminismo”).

A série arranca bem, com a visão apocalíptica daquele tempo, na ilustração de tempos em que carros e estrada são os meios de sobrevivência.

Os episódios on the road são os melhores, oscilando entre o survival movie e o western.

Infelizmente, a série fraqueja na fase final, quando começa a ser mais “intimista” (a acção passa para interiores, a descoberta da conspiração, a luta contra os empresários e a sub-intriga à volta deles) e até cria um twist algo patético (quem é o culpado de tudo e a relação com a protagonista) – há perda de ritmo, as surpresas não resultam, o excesso acaba por ser prejudicial, os eventos aborrecem.

Excelente fotografia e um impecável trabalho de efeitos make-up (o episódio onde se descobre que o road diner usa carne humana para criar os seus tasty burgers – atenção ao momento que vemos o esquartejar de um homem, à medida que a porta da cozinha se abre e fecha).

Barulhenta banda sonora, com o som demencial adequado ao tom da série.

Prestação adequada do elenco.

Alan Ritchson é o típico canastrão bonitão e musculado, mas que resulta no tom da série.

Christina Ochoa e Marama Corlett até emprestam uma sensualidade selvagem (Christina) e imberbe (Marama), que fica bem no tom da trama.

Colin Cunningham mete o show no bolso e impressiona. Com um look surgido de algum horror sub-urbano de Rob Zombie ou Marilyn Manson, Cunningham cria um dos mais dementes, hilariantes, provocadores, nocivos e mortíferos vilões do audiovisual recente. Um magnífico trabalho de um actor que promete e merece mais.

O último episódio traz um plano final (muito) divertido, a sugerir Season 2.

Paródia, acção, visão, terror, reflexão e delírio de ”sangue & tripas”.

 

Um must para os nerds do género.

 

“Blood Drive” andou pelo SyFy Channel.

 

Não há notícias para uma Season 2.

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