Diana Rigg – (1938–2020) – RIP

 

Mais um Long Goodbye em Cinema (e não só).

Agora à ilustre Diana Rigg – famosa por ser a cativante Mrs. Peel da emblemática série “The Avengers”, mas também (ou principalmente) por ter sido a única Bond Girl a levar James Bond ao casamento.

 

Enid Diana Elizabeth Rigg nasce em Julho de 1938, em Doncaster, Yorkshire, Inglaterra.

Estuda representação e ingressa no Caucasian Chalk Circle em 1957.

Entra para a Royal Shakespeare Company em 1959.

 

A sua chegada ao audio-visual é na Televisão, em 1959.

Em 1965, chega o seu momento alto em Televisão – é chamada para substituir Honor Blackman (também falecida há dias; outra relevante Bond Girl – era a Pussy Galore em “Goldfinger”, de 1964, ao lado de Sean Connery) na série “The Avengers”. Diana cria a aguerrida Mrs. Emma Peel e é com ela que a série atinge o máximo da popularidade e é mais conhecida.

Em 1969, dá-se o seu ano de glória em Cinema.

Junta-se a Oliver Reed e Telly Savalas em ”The Assassination Bureau”, participa numa nova versão (que ela já tinha feito em Televisão, ainda em início de carreira) de “A Midsummer Night’s Dream” (por Sir Peter Hall).

Mas o topo surge com “On Her Majesty`s Secret Service” (onde reencontra Savalas). Esta nova aventura de 007 traz um novo actor (George Lazenby) e uma mudança (é o título mais dramático, emocional e trágico da saga – James Bond apaixona-se, pondera abandonar o MI6 e casa, só que…). Diana faz de Teresa “Tracy” Vincenzo Draco uma das mais relevantes Bond Girls da saga.

“Julius Caesar” (1970) fá-la brilhar ao lado de um cast de luxo (Charlton Heston, Jason Robards, John Gielgud , Richard Johnson, Robert Vaughn, Richard Chamberlain, Christopher Lee).

“The Hospital” (1971) reúne-a com George C. Scott.

“Theater of Blood” (1973) junta-a a Vincent Price.

Vêmo-la junto aos “Marretas” em “The Great Muppet Caper” (1981).

Em “Evil Under the Sun” (1982), é suspeita ao lado de muitos ilustres (Peter Ustinov, Colin Blakely, Jane Birkin, Nicholas Clay, Maggie Smith, Roddy McDowall, Sylvia Miles, James Mason, Denis Quilley).

A carreira limita-se quase sempre a Televisão, com presença nos palcos.

O seu final de carreira passa pela Televisão e Cinema. Foi uma personagem relevante em “Game of Thrones”, tinha terminado as filmagens da mini-série “Black Narcissus” e do novo filme de Edgar Wright, “Last Night in Soho”.

Foi a primeira mulher a aparecer despida em palco – em 1970, com a peça “Abelard and Heloise” (1970).

Um problema de saúde levou-a a recusar “Paint Your Wagon” (1969), o que a levaria a contracenar com Lee Marvin e Clint Eastwood. Jean Seberg substituiu-a.

Steve McQueen procurou-a para “Le Mans” (1971), mas conflitos de agenda impediram Diana de participar.

Foi considerada para “Straw Dogs” (1971). Susan George ficaria com a personagem.

Recusou ser “Countess Dracula” (1971). Ingrid Pitt seria a eleita.

Recusou participar em “Brannigan” (1975, com John Wayne). Judy Geeson substituiu-a.

Recusou reaparecer como Emma Peel em “The New Avengers” (1976; Patrick Macnee reaparecia).

Recusou participar na versão cinematográfica de “The Avengers” (1998).

 

Afirmou nunca ter visto um episódio de “The Avengers” quando foi à audition para Mrs. Peel.

Era uma ávida fumadora. Por vezes, 20 cigarros ao dia.

Considerava “Theater of Blood” o seu melhor filme.

Participou e liderou muitas campanhas humanitárias.

Era forte activista contra o feminismo, defendendo que “Women are in a much stronger position than men“.

 

Nunca se quis retirar do mundo da representação.

Chegou a ser eleita como a “Estrela Televisiva Mais Sexy”, pelo TV Guide.

Venceu um Emmy por ser Mrs. Danvers na mini-série “Rebecca” (1997).

Ganhou um Tony em 1994, pela sua prestação em “Medea”.

Venceu um BAFTA TV pela mini-série “Mother Love” (1989).

Em 1988 é nomeada Commander of the Order of the British Empire.

Em 1994, é nomeada Dame Commander of the Order of the British Empire.

Ao contrário do que muita imprensa disse na época, Diana e George Lazenby deram-se muito bem. Diana chegou mesmo a comentar que George tinha cometido um enorme erro em ter feito apenas um filme na saga (o contrato visava sete filmes). Lazenby escreveu algo muito bonito dedicado a Diana – “I’m so sad to hear of the death of Diana Rigg. She undoubtedly raised my acting game when we made ´On Her Majesty’s Secret Service` together in 1968-9. I remember the press conference at the Dorchester in London, knowing she was going to play my wife. We had fun together on the set of the movie in Switzerland and Portugal. Her depth of experience really helped me. We were good friends on set. Much was made of our supposed differences but that was the Press looking for a news story. I was sorry to have lost my wife in the film at the end. The death of Contessa Teresa di Vincenzo Draco created a memorable cinema moment over 50 years ago. As my new bride, Tracy Bond, I wept for her loss. Now, upon hearing of Dame Diana’s death, I weep again. My deepest condolences for her family. Love George xx”.

Diana Rigg sabia ser sexy de forma sofisticada e inteligente.

Era uma actriz versátil e capaz.

Preencheu o sonho de muito menino e homem.

Assegurou o seu lugar na História – da Cultura do Século XX, na Televisão e no Cinema.

 

Perde-se uma grande Dame – no ecran e na Vida.

 

So Long, Diana.

Fica o fascínio eterno de duas das mais referencias mulheres vistas no ecran.

 

Evocação

 

Sobre Diana Rigg e George Lazenby

 

Trailers e Clips de alguns dos seus filmes e series

 

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