Classe (1983)

 

Título original – Class

 

Jacqueline Bisset é uma verdadeira Lady do Cinema, com (muita) class.

Ei-la a dar alguma a uns teenagers ardentes.

 

Jonathan, inocente adolescente, vai para um colégio prestigiado.

Skip é o seu roommate, um rapaz de boa família e pleno de artimanhas.

Os dois procuram peripécias que os iniciem no sexo. Jonathan consegue um affair com Ellen, uma bela e sofisticada mulher. Mas Ellen é a mãe de… Skip.

Amizade, iniciação carnal e ligações familiares são compatíveis?

A adolescência traz sempre muitos sonhos e ansiedades.

As primeiras experiências sexuais são algumas.

“Class” pega nessa temática e explora-a com humor, sabendo usar situações eternas adequadas à sociedade e mentalidade USA e 80s.

O coupe de foudre é mesmo a surpresa reservada através da protagonista, o que permite alguma tensão (a certo momento o espectador sabe mais que um dos protagonistas) e algum dramatismo no terceiro acto.

Os temas dos nerds, do bullying, das praxes, os jogos de gozo entre seniors e juniors, as famílias disfuncionais, as carências afectivas.

Há diversão (a prank inicial e a vingança) e bom gosto na abordagem.

A componente dramática é simples mas não banal, ainda que muito superficial.

De tanto se focar no lado cómico e sexual da trama, fica (muito) negligenciada a história da Senhora – o lado dramático e emocional dela é profundo e pedia mais metragem e desenvolvimento, não tendo a devida conclusão (a que é dada é muito precipitada).

O filme chama-se “Class” e quem a mostra e domina é (como é óbvio) a deslumbrante e nobre Jacqueline Bisset.

Um verdadeiro monumento de beleza, classe, estilo, elegância, presença, sexyness e… class.

Rob Lowe e Andrew McCarthy mostram boa cumplicidade e talento como comediantes.

Divertida prestação do restante elenco.

A diversão adolescente vista com… class?

Não totalmente (esta só está em Jacquie), mas entretém.

 

Vê-se muito bem.

 

“Class” não tem edição portuguesa. Existe noutros mercados, a bom preço.

Realizador: Lewis John Carlino

Argumentistas: Jim Kouf, David Greenwalt

Elenco: Jacqueline Bisset, Rob Lowe, Andrew McCarthy, Cliff Robertson, Stuart Margolin, John Cusack, Alan Ruck, Virginia Madsen, Casey Siemaszko

 

Trailer

 

Clips

 

Bilheteira – 21.6 milhões de Dólares

 

Jacqueline Bisset subsituiu Lesley Ann Warren.

Emilio Estevez e Rob Lowe foram considerados para Jonathan Ogner. Andrew MacCarthy ficou escolhido e Lowe foi escolhido para Skip Burroughs.

Primeiro filme de Andrew McCarthy, John Cusack, Lolita Davidovich e Virginia Madsen.

Segundo filme de Alan Ruck e Rob Lowe.

Três membros da família Cusack estão em cena – Dick (pai), Joan e John  (filhos).

 

Terceiro e último filme de Lewis John Carlino (como realizador), que voltaria à escrita de argumentos.

Corre a história que Lowe chegou a ameaçar abandonar as filmagens se não lhe permitissem fazer uma cena onde ele apareceria nu, numa banheira com feijões. Lewis John Carlino conseguiu acalmá-lo e fazê-lo mudar de ideias.

 

Na época, alguma crítica viu “Class” como um rip-off de “The Graduate” (1967, de Mike Nichols, com Dustin Hoffman e Anne Bancroft). Outra viu como uma repetição de “The First Time” (1969, um dos primeiros filme com Jacqueline Bisset, com uma história semelhante).

Jacqueline Bisset mostrou desagrado face ao filme, pois estragou e alterou muitas das motivações e acções da sua personagem. Na sala de montagem ficaram muitas cenas que explicavam o porquê das acções dela, o seu quotidiano vazio de sentimentos, a sua procura de afecto.

“Class” faz parte de um conjunto de filmes, todos no campo da comédia sexual, que envolviam affairs entre jovem e mulher adulta – “Class”(1983, com Rob Lowe, Andrew McCarthy e Jacqueline Bisset), “My Tutor” (1983, com Matt Lattanzi e Caren Kaye), “Private Lessons” (1981, com Sylvia Kristel e Eric Brown), “They’re Playing with Fire (1984, com Sybil Danning e Eric Brown), “Risky Business” (1983, com Tom Cruise e Rebecca De Mornay).

 

Virginia Madsen não guarda boas memórias da sua participação no filme, devido aos comportamentos dos homens/rapazes face a ela. Tudo devido à única cena em que ela participa, que implica ela ficar de peito exposto devido a uma brincadeira. Lowe mostrou compreensão pela reacção de Madsen.

 

Rob Lowe e Andrew McCarthy reencontrar-se-iam em “St. Elmo’s Fire” (1985, de Joel Schumacher, com uma boa nata de jovens talentos da época – além de Lowe e McCarthy, aparecem Emilio Estevez, Demi Moore, Judd Nelson, Ally Sheedy e Mare Winningham)

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