Honor Blackman (1925-2020) – RIP

 

Mais um Long Goodbye em Cinema.

Agora à eterna Honor Blackman – a inesquecivel Bond Girl Pussy Galore de “Goldfinger” (1964).

 

Nascida em Londres, a Agosto de 1925, Honor faz os seus estudos artísticos na Guildhall School of Music and Drama.

 

Tem a sua primeira oportunidade no London’s West End, em “The Guinea Pig” (1945). Continua actividade nos palcos com “The Gleam” (1946) e “The Blind Goddess” (1947).

Consegue oportunidade em Cinema.

Em 1947 começa em “Fame Is the Spur”, ao lado de Michael Redgrave.

Assina contrato com a Rank Organisation. “Daughter of Darkness” (1948), “A Boy, a Girl and a Bike” (1949), “Green Grow the Rushes” (1951, ao lado de um jovem Richard Burton) seguem-se.

Hollywood repara nela e chama-a para “Conspirator” (1949), e logo ao lado de Elizabeth Taylor e Robert Taylor.

 

Recuperada de uma depressão por causa do seu divórcio, Honor retoma a carreira.

“A Night to Remember” (1958) junta-a a Kenneth More e David McCallum, sendo um clássico e um dos mais relevantes filmes sobre a tragédia do Titanic.

A par do jeito para o drama, Honor mostra agora jeito para a comédia – “A Matter of WHO” (1961) junta-a com grande comediante Terry-Thomas.

Participa também em Televisão – “The Saint” (1962), “Danger Man” (1960), “The Invisible Man” (1958), “The New Adventures of Charlie Chan” (1957).

A grande oportunidade bate-lhe à porta em 1961. “The Avengers” reúne-a com Patrick Macnee. A série e o par são um enorme sucesso. Honor e a sua Mrs. Cathy Gale tornam-se símbolo de desejo entre os homens e uma inspiração para as mulheres.

Honor sai da série no final da Season 3, sendo substituída por Diana Rigg como Mrs. Emma Peel (Diana seria depois Bond Girl em “On Her Majesty`s Secret Service”, em 1967, o único com George Lazenby e onde James Bond casa). Curiosamente, a fase mais popular da série é quando Diana entra na série.

Mas o sucesso não abandona Honor.

Em 1963 está em “Jason and the Argonauts”, um dos filmes mais marcantes no campo dos efeitos especiais – aqui, na arte de stop motion do grande Ray Harryhausen.

“Life at the Top” (1965) reúne-a com Laurence Harvey e Jean Simmons.

Pelo meio, o filme que vai marcar a carreira de Honor – “Goldfinger”, ao lado de Sean Connery. É a terceira aventura de James Bond, o agente de código 007 criado por Ian Fleming. Honor cria a emblemática personagem Pussy Galore (o nome é dos mais originais, tendo gerado controvérsias e piadas), uma das mais fascinantes, complexas, ambíguas (sexualmente falando) e fortes meninas do sedutor agente secreto. O filme é um enorme sucesso (é praticamente o filme que lança a jamesbondmania no mundo).

Apesar do sucesso do filme, Honor parece não beneficiar disso na sua carreira.

As oportunidades que surgem não são as melhores.

“Shalako” (1968) reencontra-a com Connery.

 

O regresso ao Teatro traz-lhe sucesso e elogios – “Wait Until Dark”, “Mr. and Mrs.”, “Move Over, Mrs. Markham”, “A Little Night Music”, “The Sound of Music”, “On Your Toes” e “Nunsense”.

A actividade continua em Cinema (com títulos modestos ou fracos) e em Televisão (como guest star em séries populares – “Columbo”, “Robin`s Nest”, “Lace”, “Doctor Who”).

 

Em tempos recentes vimo-la em “Bridget Jones`Diary” (2001), ao lado de Renée Zellweger, Colin Firth e Hugh Grant.

A Empire considerou-a como uma das “100 Sexiest Stars in Film History”.

Recusou ser Commander of the British Empire.

Aprendeu judo e usou esse conhecimento em “The Avengers”, o que lhe permitiu efectuar muitas stunts.

Durante muito tempo, era a actriz mais velha a ser Bond Girl – 39 anos.

Considerava todas as Bond Girls como bimbos. Mas ela não se considerava uma.

Ganhou um BAFTA especial em 2000 por “The Avengers”.

Honor Blackman tinha uma beleza fascinante e sabia usá-la ao serviço das suas personagens e presença.

Apesar da carreira irregular, tem dois momentos e personagens em Cinema e Televisão absolutamente marcantes.

Tal chega para se vincar o nome no meio.

Tal chega para se ficar na memória de muitos.

So Long, Honor.

 

Ficam duas magnificas, heróicas, belas e inspiradoras mulheres que perdurarão eternamente no ecran e memória dos fãs.

 

Tributos e evocação

 

Trailers e Clips de alguns dos seus filmes e séries

 

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