Kirk Douglas (1916-2020) – RIP

 

Mais um Long Goodbye em Cinema.

E logo a um dos maiores e últimos sobreviventes da Golden Age de Hollywood – Kirk Douglas.

 

Kirk nasce em Nova Iorque, com nome de Issur Danielovitch, no seio de uma família pobre de imigrantes.

 

Graças a uma bolsa, consegue estudar na St. Lawrence University, ingressando na equipa de wrestling.

Terminados os estudos, Kirk move-se em varias profissões.

O apelo pela arte da representação apela-o e entra na American Academy of Dramatic Arts. É lá que conhece a sua primeira esposa, de quem tem dois filhos (Michael e Joel).

 

Kirk chega à Broadway em 1941, na peça “Spring Again”.

Lauren Bacall era sua colega de escola de representação e é ela que o recomenda ao produtor Hal Willis. Kirk é chamado para “The Strange Love of Martha Ivers” (1946, ao lado de Barbara Stanwyck e Van Heflin) e impressiona.

“Out of the Past” (1947, de Jacques Torneur, ao lado de Robert Mitchum; considerado um dos melhores Film Noir de sempre) é um dos títulos seguintes.

Kirk entra em conflito com Wallis e converte-se como actor freelancer, procurando outros estúdios.

“Champion” (1949) traz a sua primeira nomeação para os Oscars.

“Detective`s Story” (1951, de William Wyler), “The Big Carnival” (1951, de Bily Wilder), “The Big Sky” (1952, de Howard Hawks), “The Bad and The Beautiful” (1952, de Vincente Minnelli; outra nomeação para os Oscars), confirmam a sua ascensão, sucesso, capacidade de escolher excelentes argumentos, personagens e grandes realizadores.

Em 1952 conhece a sua segunda esposa (que durou até ao seus últimos dias). Com ela surgem mas dois filhos – Peter e Eric.

Kirk cria a sua própria companhia produtora, a Bryna (nome vindo da sua mãe).

Em 1957, dá-se o seu encontro com Stanley Kubrick, em “Paths Of Glory”. a boa parceria seria decisiva para Kirk o escolher como substituto de Anthony Mann em “Spartacus” (1960). Provando que Kirk não só sabe interpretar homens fortes e corajosos, ele próprio toma um acto de coragem – contrata Dalton Trumbo como argumentista, desafiando o sistema (Trumbo estava na blacklist McCarthista).

Pelo meio, mais sucessos – “The Vikings” (1960), “Last Train from Gun Hill” (1959), “Gunfight at the O.K. Corral” (1957), “Lust for Life” (1956), “Man Without a Star” (1955), “20.000 Leagues Under the Sea” (1954).

Fica relevante a sua parceria com Burt Lancaster – “I Walk Alone” (1947), “Gunfight at the O.K. Corral” (1957), “The Devil’s Disciple” (1959), “Seven Days in May” (1964), “Victory at Entebbe” (1976), “Tough Guys” (1986). Ao contrário do que dizia e pensava, os dois não eram amigos (eram até bem rivais), mas havia um profundo respeito entre ambos.

Kirk também se move na realização – “Scalawag” (1973) e “Posse” (1975).

 

No Teatro, Kirk brilha em “One Flew Over The Cuckoo’s Nest” (que o filho Michael produzirá a sua adaptação cinematográfica em 1975, depois de muitas tentativas de Kirk em levá-lo ao Cinema).

Continua activo em Cinema.

Vêmo-lo como parceiro de John Wayne em “The War Wagon” em 1967 ou mesmo em stellar films como “Paris brûle-t-il?” em 1966.

É dirigido por Brian De Palma em “Fury” (1978), ao lado de John Cassavetes.

Os 80s não o retiram de cena, sempre em boa forma como herói – “Saturn 3” (1980, a ser o interesse romântico de Farrah Fawcett), “The Final Countdown” (1980), “Eddie Macon’s Run” (1983), “Tough Guys” (1986, ao lado de Burt Lancaster).

A sua prestação nos 90s é mais limitada – “Oscar” (1991, ao lado de Sylvester Stallone), “Greedy” (1994, ao lado de Michael J. Fox), frequentemente como secundário ou numa pequena aparição.

Em 2004 faz o seu último filme para o grande ecran – “Illusion”.

Ainda tem tempo para um último filme, mas para Televisão – “Meurtres à l’Empire State Building”, ao lado de outros ilustres veteranos (também já desaparecidos) como Ben Gazzara, Mickey Rooney e Cyd Charisse.

Homem de causas e lutas (além das vistas no grande ecran), enfrenta e sobrevive a acidentes e doenças, apoiando causas humanitárias.

O “Prémio Carreira” do American Film Institute vem em 1991.

Recebe o Oscar “Honorário” em 1996. Esteve nomeado por “Lust for Life”, mas perdeu para Yul Brynner em “The King and I”; por “The Bad and the Beautiful”, perdeu para Gary Cooper em “High Noon”; por “Champion”, perdeu para Broderick Crawford em “All the King’s Men”.

Recusou dois personagens, que dariam Oscars aos seus substitutos – o de Lee Marvin em “Cat Ballou” (1965) e o de William Holden em “Stalag 17” (1953).

 

Recebeu a mais alta condecoração que o Presidente dos USA pode dar a um cidadão civil – A Presidential Medal of Freedom. Foi entregue por Jimmy Carter, em Janeiro de 1981.

Tinha Gary Cooper como o seu mentor.

Era o mentor de Dana Carvey.

Pensou em ser apenas um actor de Teatro. Foi mesmo Lauren Bacall que o convenceu a seguir o Cinema.

Considera que fez carreira a interpretar sons of bitches.

Em 2014 considerou “The Strange Love of Martha Ivers” (1946), “Champion” (1949), “Ace in the Hole” (1951), “The Bad and the Beautiful” (1952), “Un Acte d’Amour” (1953), “20.000 Leagues Under the Sea” (1954), “The Indian Fighter” (1955), “Lust for Life” (1956), “Paths of Glory” (1957), “Spartacus” (1960), “Lonely are the Brave” (1962) e “Seven Days in May” (1964), como os seus filmes que mais se orgulhava.

“Lonely Are the Brave” (1962) era o seu filme preferido, dos que fez.

O seu filho Michael Douglas herda o seu nome, mas consegue afirmar-se por si no Cinema – como produtor e actor.

Era grande amigo de Karl Malden (que trabalhou com Michael na série “The Streets of San Francisco”, de 1972 a 1977).

Kirk Douglas sabia, como poucos, criar personagens duros e violentos, tanto bons como maléficos. A forma como usava o rosto para expressar dor, raiva, ódio e heroísmo era única. Mas Kirk sabia também como ser divertido, malandro e romântico (fosse com homens, mulheres o crianças), com um sorriso e atitude desarmantes.

 

Perde-se um Gigante – no Cinema e na Vida.

 

Goodbye Kirk.

 

Fica uma carreira notável, de um homem notável.

Evocação

 

Trailers de alguns filmes

 

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