Robert Evans (1930–2019) – RIP

 

Mais um Long Goodbye no Cinema.

Agora a Robert Evans, relevante produtor dos 60s e 70s.

 

Robert J. Shapera nasce em Nova Iorque a Junho de 1930, no seio de uma família de ascendência russo-judaica.

A sua entrada no show business começa na sua adolescência, na rádio.

Procura uma carreira como actor, mas falha.

É bem sucedido como vendedor, na empresa do seu irmão.

Norma Shearer repara nele e influencia a sua escolha para interpretar Irving Thalberg em “Man of a Thousand Faces” (1957, com James Cagney, Dorothy Malone e Jane Greer; era um biopic sobre Lon Chaney).

Darryl F. Zanuck (o todo-o-poderoso da Twentith-Century Fox) fica atento a ele e chama-o para “The Sun Also Rises” (1957, com Tyrone Power, Ava Gardner e Errol Flynn).

 

Mas Evans não se convence como actor e procura ser produtor.

Charlie Bluhdorn, líder da Gulf + Western (uma propriedade da Paramount Pictures) dá-lhe uma oportunidade.

E assim começa o reinado de Evans.

Aproveitando a chegada de uma “nova” Hollywood, Evans ajuda no lançamento de novos realizadores, actores e filme renovadores.

“Rosemary`s Baby” (1968, de Roman Polanski, com John Cassavetes e Mia Farrow), “Love Story” (1970, com Ryan O`Neal e Ali MacGraw) e “The Great Gatsby” (1974, com Robert Redford e Mia Farrow) são enormes sucessos no box office e animam a Paramount.

 

“The Godfather” (1972, de Francis Ford Coppola) e “The Godfather – Part II” (1974, de Francis Ford Coppola) contam com a acção executiva de Evans. O enorme sucesso dos dois filmes (e os muitos prémios arrecadados) dão-lhe o devido empurrão.

 

“Chinatown” (1974, de Roman Polanski, com Jack Nicholson, Faye Dunaway e John Huston) é outro festim de Dólares e prémios. Evans é produtor e volta a consolidar posição na indústria.

“Marathon Man” (1976, de John Schlesinger, com Dustin Hoffman, Laurence Olivier, Roy Scheider, William Devane, e Marthe Keller), “Black Sunday” (1977, de John Frankenheimer, com Robert Shaw, Bruce Dern e Marthe Keller), “Urban Cowboy” (1980, com John Travolta, Debra Winger), “Popeye” (1980, de Robert Altman, com Robin Williams, Shelley Duvall), mostram que Evans não tem medo de arriscar em filmes comerciais, mas sempre com rigor e qualidade.

 

“The Cotton Club” (1984, de Francis Ford Coppola, com Richard Gere, Gregory Hines, Diane Lane, Bob Hoskins e Nicolas Cage) é um projecto ambicioso (retomar algo do musical, algo do gangster film), mas falha tremendamente (nas bilheteiras).

É o início de uma queda de Evans.

 

“The Two Jakes” (1990, sequela de “Chinatown”, de Jack Nicholson, com o próprio, Harvey Keitel, Meg Tilly, Madeleine Stowe, Eli Wallach, Rubén Blades e Frederic Forrest), “Sliver” (1993, com Sharon Stone pós “Basic Instinct”), “Jade” (1995,de William Friedkin, com David Caruso, Linda Fiorentino e Chazz Palminteri; mais um thriller erótico a aproveitar a moda lançada por Basic Instinct”), “The Phantom” (1996, adaptação da magnífica banda desenhada de Lee Falk) e “The Saint” (1997; adaptação cinematográfica da popular série televisiva com Roger Moore), todos falham tremendamente nas bilheteiras.

Evans não se adaptava a uma nova Hollywood mais tecnológica, mais assente em fórmulas, mais virada para um público jovem.

É o seu fim profissional.

A sua (luxuosa) casa em Beverly Hills, “Woodland,” pertenceu a Greta Garbo.

Esteve casado várias vezes, com grandes beldades do audiovisual – Catherine Oxenberg (o casamento durou 10 dias), Ali MacGraw, Camilla Sparv. MacGraw ser-lhe-ia “roubada” por Steve McQueen (em 1972, durante as filmagens de “The Getaway”, de Sam Peckinpah).

Esteve ligado sentimentalmente a Ava Gardner, Grace Kelly, Lana Turner e Margaux Hemingway.

Evans foi a inspiração do personagem de Robert Vaughn em “S.O.B” (1981, de Blake Edwards) e do personagem de Dustin Hoffman em “Wag the Dog” (1997).

Viu-se envolvido em complicados casos de prostituição, drogas e assassinato.

Recusou produzir “Airport” (1970), “The French Connection” (1971, de William Friedkin, com Gene Hackman) e “Jaws” (1975, de Steven Spielberg).

Uma vez disse “When a director hires a producer, you’re in deep shit. A director needs a boss, not a yes man”.

 

Viu filmes seus a ganhar Oscars (“The Godfather”, “The Godfather: Part II” – que derrotou “Chinatown”), foi premiado nos David di Donatello (com “Marathon Man”), em festivais (recebeu o prémio de carreira em Palm Beach 2003) e pelo Producer Guild em 2000. Não evitou andar pelos maus prémios (“Sliver” foi nomeado nos Razzie e ganhou pelos The Stinkers Bad Movie).

Teve o seu Walk of Fame em 2002.

Robert Evans foi um produtor que soube estar atento ao que se estava a passar em Hollywood, na mudança da Old para a New.

Soube arriscar, inovar, lançar talentos.

Marcou o seu tempo, deixou a sua marca no Cinema e a 7ª Arte tem vários grandes títulos graças a ele.

 

Perde-se um grande nome para o Cinema.

 

So Long, Bobby.

 

Fica um fabuloso punhado de filmes (obras-primas) para a Eternidade.

 

Evocação:

 

Uma entrevista

 

Trailers de alguns dos seus filmes

 

The Godfather

 

The Godfather II

 

The Great Gatsby

 

Chinatown

 

The Two Jakes

 

Marathon Man

 

The Cotton Club

 

Sliver

 

Jade

 

The Phantom

 

The Saint

 

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