Assassina Profissional (2019)

 

Título original – Anna

 

Luc Besson regressa ao actioner feminista (“Nikita”, “Lucy”).

 

Anna Poliatova é uma bela menina e activa modelo.

Mas o look engana. Ela é também uma das mais implacáveis assassinas do planeta.

Os seus (eficazes e letais) serviços à Rússia são alvo da atenção da CIA.

Anna tem de contar com a sua astúcia para conseguir fugir daquele mundo.

Action spy thriller, ainda em ambientes de cold war, sobre os jogos da intelligence entre soviéticos e americanos.

A par da dinâmica das peripécias da protagonista está um drama (ligeiro) de uma mulher que anseia pela sua liberdade face a um meio “empresarial” que a vê apenas como um hábil e útil instrumento.

Matéria já vista e conhecida, mas contada com eficácia e capaz de cativar, apostando em muitos twists & turns que não se sendo inesperados resultam perante a trama.

Besson praticamente que faz um mix de remake de “Nikita” + rip-off a “Atomic Blonde” e “Red Sparrow”.

O resultado é vistoso, elegante, sexy e consegue envolvência.

A duração é longa (quase duas horas), mas nunca cansa.

A narrativa tem permanentes flashbacks (ora estamos no presente, depois meses ou anos antes, para depois meses e anos depois desse passado mas ainda antes do presente), mas que não confundem e funcionam como explicadores das reviravoltas nos eventos.

Muito boa fotografia (do grande Thierry Arbogast – um habituée de Besson).

Luc Besson ainda sabe filmar ambientes urbanos e nocturnos, criando também estonteantes set pieces (a vertiginosa perseguição em Moscovo, a alucinada confrontação no restaurante, a imparável fuga do quartel-general da KGB, o tenso duelo final).

Bom elenco secundário, em serviços perfeitamente suficientes.

Helen Mirren diverte-se como uma fria e sábia coordenadora de operatives.

Cillian Murphy diverte-se como líder operacional eloquente.

Sasha Luss é muito bonita, mas incapaz de transmitir emoção ou convicção nas suas lines (pois, que saudades da Nikita de Anne Parilaud e da Lucy de Scarlett Johanssen). Contudo, essa limitação ajuda nalguns momentos onde Anna deve ser fria como hit-girl.

Apesar das suas limitações e algum déjà vu (“Anna” acaba por ser um “Nikita” com mais octanas, adaptado aos novos tempos cinematográficos), o filme oferece puro e descontraído entretenimento, com Besson em forma e de volta a um estilo e género onde ele tem muito (e bom) savoir-faire (embora tenha melhor no seu curriculum – “Nikita”, “Subway”, “Leon”).

 

Recomendável.

 

“Anna” já andou pelas nossas salas. Prepara-se para chegar ao mercado doméstico.

Realizador: Luc Besson

Argumentista: Luc Besson

Elenco: Sasha Luss, Helen Mirren, Luke Evans, Cillian Murphy

 

Site – https://anna.movie

 

Orçamento – 30 milhões de Dólares

Bilheteira – 7 milhões de Dólares (USA); 30 (mundial)

 

Depois de ter revelado os dotes actioner de Anne Parillaud, Milla Jovovich e Scarlett Johansson, Besson revela agora Sasha Luss, uma manequim russa.

Luss já tinha trabalhado com Besson em “Valerian and the City of a Thousand Planets” (2017).

Reencontro entre Besson e dois dos seus habituais – o compositor Eric Serra e o DP Thierry Arbogast.

O edifício da KGB onde um carro espera por Anna é na verdade o departamento de Química da Universidade de Moscovo.

Devido aos grandes prejuízos causados pelo (injusto) flop de “Valerian” (que é uma das mais estupendas, fascinantes e espectaculares experiências visuais do Cinema recente), a EuropaCorp (a companhia de Besson) viu-se obrigada a libertar-se de despesas. Houve saída de pessoal, abandono de produções televisivas, diminuição de produções em agenda e fim da actividade como distribuidora. “Anna” foi distribuído pela Pathé.

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