Glass (2019)

Glass - Poster 2

 

“Unbreakable” (2000) começou.

“Split” (2016) mostrou continuidade (era essa a surpresa que o filme reservava).

“Glass” fecha a trilogia.

 

David Dunn usa as suas capacidade para capturar Kevin Wendell Crumb, um psicopata mortífero, capaz de 24 personalidade diferente.

Elijah Prince, que já enfrentou David, manipula Kevin para derrotar David.

Quem vencerá este duelo de super-vilões e super-herói?

Glass - Screenshot 1

Glass - Screenshot 2

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À partida, “Glass” não traria surpresas face a “Unbreakable” e “Split”.

Sabemos que David tem super-poderes virados para o Bem, sabemos que Elijah é o vilão com poderes virados para o Mal, sabemos que a vida de Kevin se cruza com as dos outros dois.

 

Assim sendo, “Glass” seria “só” o confronto entre os três.

Certo?

Glass - Screenshot 4

Arrrgh. Errado.

 

Sim, a história põe os três em confronto, mas antes há que confrontar cada um com os seus poderes e as respectivas crenças nisso.

 

Parece ser esse o twist que Shyamalan propõe (começa-se a abordar tal ao fim de menos de 30 minutos de filme).

Glass - Screenshot 5

O filme leva protagonistas e espectador a verem os outros filmes por um ângulo diferente, carrega-se bem nesse lado psicanalítico, mas de repente tudo explode numa brutal confrontação.

Glass - Screenshot 9

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Shyamalan trabalha bem essa tensão, suspense e expectativas, deixando sempre todos (protagonistas e espectadores) na dúvida, sendo admirável a forma como ele prepara e filma o climax. Mais uma prova que o cineasta está em topo de forma e sabe como criar e gerir o seu jogo.

 

Tal como em “Unbreakable”, Shyamalan trabalha inteligentemente a ligação entre comics e a vida (a “racionalidade” proposta por uma personagem assenta nesse duelo), conseguindo nalguns momentos uma encenação (a confrontação final) e estética (o uso da cor no hospital psiquiátrico) dignas desse meio.

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Bom trabalho do elenco, mas é James McAvoy que domina, com mais um festival de interpretação, ao criar tantos personagens, às vezes em fracção de segundo e em plano-sequência ou alongado.

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Mas isto é um Shyamalan Film.

Portanto, há Shyamalan effect, o seu habitual twist?

 

Há, sim.

É algo entre twist e adenda.

Funciona como twist por um lado, permite expandir a narrativa por outro.

Ideia brilhante. Vamos ver o que Shyamalan nos reserva no futuro.

Glass - Screenshot 14

Um digno final de saga (ainda que os episódios anteriores sejam melhores nas áreas de suspense, tensão e suspresas), abertura a novas possibilidades, com um cineasta em estado de graça na criação do seu Cinema.

 

Muito recomendável.

 

“Glass” já está nas nossas salas.

Glass - Screenshot 15

Realizador: M. Night Shyamalan

Argumentista: M. Night Shyamalan

Elenco: Bruce Willis, Samuel L. Jackson, James McAvoy, Sarah Paulson, Anya Taylor-Joy, Spencer Treat Clark, Charlayne Woodard

 

Site – https://www.glassmovie.com/

 

Orçamento – 20 milhões de Dólares

Bilheteira (até agora) – 47 milhões de Dólares (USA); 95 (mundial)

 

Glass - Poster 3

Kevin ia aparecer em “Unbreakable”. Mas isso daria origem a um filme muito longo e alguns problemas de organização narrativa. Shyamalan preferiu fazer um filme autónomo para Kevin, fazer a ligação e assim ter um motivo para um terceiro capítulo.

 

Shyamalan inspirou-se em vários comics – “Saga”, “Forbidden Brides of the Faceless Slaves in the Secret House of the Night of Dread Desire”, “Sand Castle”, “Paper Girls”, “Daytripper” e “Last Look”.

 

Anya Taylor-Joy regressa, vinda de “Split”.

Spencer Treat Clark e Charlayne Woodard regressam, vindos de “Unbreakable”.

Bruce Willis, Samuel L. Jackson e Shyamalan reencontram-se, depois de “Unbreakable”. Willis teve um cameo em “Split” e era protagonista em “The Sixth Sense” – todos de Shyamalan.

Reecontro de Willis e Jackson, depois de “Loaded Weapon 1” (1993; embora Willis tenha um pequeno cameo), “Pulp Fiction” (1994), “Die Hard With a Vengeance” (1995) e “Unbreakable” (2000).

 

É o primeiro filme de Shyamalan a envolver dois estúdios – Universal Pictures e Touchstone Pictures. É o primeiro filme do cineasta a ter apoio da Disney (proprietária da Touchstone), desde “The Village” (2004).

 

Filmado em 39 dias.

Filmado em Philadelphia, a cidade-natal de Shyamalan. Quase todos os seus filmes são lá filmados e passados.

As cenas passadas no hospital psiquiátrico foram filmada num verdadeiro – o de Allentown, Pennsylvania.

Shyamalan queria que o filme tivesse, a momentos, um look terrorífico. Recorreu a Mike Gioulakis, o Director of Photography de “It Follows”, um dos melhores e mais intensos filmes de terror recentes.

Shyamalan procurou usar efeitos visuais o mais reais possíveis, de forma a nunca mostrar ao espectador que são efeitos mas sim parte integral do que a câmara capta.

 

Jackson não poupa elogios a James McAvoy pela capacidade em interpretar tantos personagens diferentes, por vezes mudando em fracção de segundo.

O filme inclui algumas cenas inéditas de “Unbreakable” (todas disponíveis no DVD/Blu-Ray do filme, na secção “Deleted Scenes”).

 

Cameo de Shyamalan – o comprador na loja.

Glass - Poster 1

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