Café Society (2016)

Café Society - Poster 3

 

Eis o regresso de Woody Allen.

Com muita nostalgia e cinefilia.

 

Hollywood, anos 30.

Bobby chega a zona em busca de uma oportunidade no meio.

O seu tio Phil é um produtor poderoso no mundo cinematográfico.

Bobby ascende no meio e perde-se de amores por Vonnie, que é a secretaria do tio Phil e amante dele.

E tudo se complica.

Café Society - screenshot 1

Café Society - screenshot 2

Allen volta a tocar nos dilemas do Amor e das relações, nos moldes habituais do seu Cinema, agora com alguns toques cinéfilos (há elementos a recordar “The Appartment” de Billy Wilder, uma cena recorda “Casablanca”).

A cinefilia continua, dado que tudo se passa na Golden Age de Hollywood. Focam-se nomes e títulos emblemáticos, há aqui e ali uma visão desses dias.

Café Society - screenshot 3

Mas o problema e que isso nunca é o cerne da narrativa.

E é este o único defeito do filme.

Allen limita-se a reciclar temas que já abordou antes (mas com mais profundidade e qualidade – “Annie Hall”, “Stardust Memories”, “The Purple Rose of Cairo”) e se não fosse a presença cinéfila, “Café Society” seria mais um.

Allen não consegue fazer um filme sobre esses dias de Hollywood e contar uma história que se inserisse nesse meio (conseguiu tal com “Stardust Memories”) nem interligar devidamente cinema e realidade (como aconteceu, brilhantemente, em “The Purple Rose of Cairo”).

Café Society - screenshot 5

Café Society - screenshot 6

Numa intriga paralela, Allen encontra espaço para uma brincadeira ao filme de gangsters, mas tal sub-intriga não ganha espaço suficiente para alguma relevância.

Café Society - screenshot 9

Excelente fotografia (do grande Vittorio Storaro, que volta a fazer maravilhas e ensaios com luz e cor) e, claro, nostálgica banda sonora.

Café Society - screenshot 10

Café Society - screenshot 11

Há qualidade na escrita, as referências são pertinentes, a recriação dos ambientes é óptima, e, claro, a performance dos actores é sempre impecável.

Café Society - screenshot 12

Café Society - screenshot 7

Café Society - screenshot 8

Jesse Eisenberg faz o seu trabalho a brincar e a sua química com Kristen Stewart resulta (é a terceira vez que se encontram). Jesse salta airosamente de atrapalhado a atrevido, de deprimido a conquistador, de tímido a determinado.

Café Society - screenshot 13

É Allen de volta aos seus registos cómicos e temáticos habituais, mas sem a força de outros trabalhos anteriores.

 

Recomendável.

 

“Café Society” já andou pelas nossas salas. Prepara-se para chegar ao marcado doméstico.

Café Society - screenshot 14

Realizador: Woody Allen

Argumentista: Woody Allen

Elenco: Jesse Eisenberg, Kristen Stewart, Steve Carell, Sheryl Lee, Corey Stoll, Blake Lively

 

Site – http://www.marsdistribution.com/film/caf_society/

 

Orçamento – 30 milhões de Dólares

Bilheteira – 11 milhões de Dólares (USA); 34 (mundial)

 

Café Society - Poster 2

É o primeiro filme de Allen desde “Love and Death” (1975), que Allen trabalha sem o seu habitual co-executive producer Jack Rollins. Rollins faleceu em 2015.

É o primeiro filme de Allen filmado como câmaras digitais. Foram usadas as Sony Cinealta F65.

É a primeira colaboração entre Allen e Vittorio Storaro.

É o primeiro filme que Allen narra, sem participar como actor, desde “Radio Days” (1987).

Café Society - backstage

Steve Carell substituiu Bruce Willis alguns dias depois do início das filmagens. Allen e o elenco cansaram-se de Willis, tanto devido ao seu comportamento como ao facto dele nunca se lembrar das suas lines.

Allen não conhecia a fama de Kristen Stewart devido à saga “Twilight”. Allen chamou-a pois gostou de a ver em “Adventureland” (2009, ao lado de… Jesse Eisenberg).

Terceiro encontro entre Eisenberg e Stewart, depois de “Adventureland” (2009) e “American Ultra” (2015).

Segundo encontro entre Allen e Eisenberg, depois de “To Rome With Love” (2012).

Reencontro entre Parker Posey e Allen, depois de “Irrational Man” (2015).

Café Society - Poster 6

O filme encareceu durante a produção. O custo inicial era de 18 milhões de Dólares.

É o filme mais caro de Allen.

 

Regresso de Allen ao mundo do Cinema – “Play It Again, Sam” (1972), “The Front” (1976), “Stardust Memories” (1980), “The Purple Rose of Cairo” (1985), “Celebrity” (1998), “Hollywood Ending” (2002).

Café Society - Poster 7

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