O Cosmonauta Perdido (1972)

Silent Running - Poster 2

 

Título original – Silent Running

 

Um clássico da Sci-Fi, assinado por um dos seus grandes visionários – Douglas Trumbull.

 

Futuro.

A Flora da Terra está extinta.

Um grupo de naves percorre o Espaço, com estufas capaz de fazer reviver a flora perdida.

Um cosmonauta vive devoto a tal missão.

Mas quando recebe a ordem para destruir todas as estufas, o homem revolta-se e inicia uma jornada por conta própria.

Silent Running - screenshot 1

Valley Forge Render

Silent Running - screenshot 2

Silent Running - screenshot 3

Silent Running - screenshot 4

O genérico arranca com belas imagens da natureza vegetal e animal, do planeta Terra.

Fica dado o mote – isto não vai ser sci-fi convencional.

Silent Running - screenshot 21

Silent Running - screenshot 6

Silent Running - screenshot 8

Silent Running - screenshot 10

Silent Running - screenshot 12

É sci-fi, mas é um alerta ecológico sobre a necessidade de preservação da beleza e variedade do Planeta Azul, dentro do mundo animal e vegetal, como única forma de sobrevivência do Homem (na Terra e no Cosmos), ou como essência a transportar para outras colonizações no Espaço.

Odisseia de um homem que vira as costas à Humanidade, no sentido de procurar os devidos meios para a sua preservação, o filme é também uma jornada à alienação e aos seus limtes (a forma como o protagonista dialoga com os robots, como única forma de manter alguma emotividade social e mental).

Silent Running - screenshot 13

Silent Running - screenshot 14

Silent Running - screenshot 15

Momento de comoção – a despedida entre os robots e protagonista.

Final à consideração do espectador, pleno de ideias, mensagem e moral.

Silent Running - screenshot 18

Silent Running - screenshot 19

Excelente cenografia e efeitos visuais (ahh, aqueles tempos de miniature effects…).

Silent Running - screenshot 11

Douglas Trumbull (vindo do prestígio ganho em “2001: A Space Odissey”, de Stanley Kubrick; a caminho de “Blade Runner”, de Ridley Scott) estreia-se na realização e dirige com grande competência, fazendo-nos sentir o isolamento do local e do protagonista, mostrando toda a sua mestria para os efeitos visuais e o seu bom gosto.

 

Bruce Dern (excelente actor, sempre tão subestimado) tem uma interpretação de grande nível, dominando o filme (90% da metragem é com ele), a compor um personagem entre o louco, o visionário, o utópico e o cientista, mas convicto das suas acções e motivações.

Os Robots são uns queridos.

Silent Running - screenshot 5

Sci-Fi como deve ser – cerebral, provocatória, capaz de fazer pensar e indicar o futuro.

 

Um clássico.

Um cult movie.

 

Obrigatório.

 

“Silent Runnning” não tem edição portuguesa, mas pode ser encontrado noutros mercados, a bom preço. A edição americana traz excelentes extras. A edição UK só os traz na versão Blu-Ray.

Silent Running - screenshot 20

Realizador: Douglas Trumbull

Argumentistas: Deric Washburn, Michael Cimino, Steven Bochco

Elenco: Bruce Dern, Cliff Potts, Ron Rifkin, Jesse Vint

 

Orçamento – 1 milhão de Dólares

 

Trailer

 

A canção de Joan Baez

 

Silent Running - Poster 1

Esteve nomeado para “Melhor Filme”, nos Hugo 1973. Perdeu para “Slaughterhouse-Five”.

Silent Running - screenshot 7

Bruce Dern foi chamado, após 17 actores terem rejeitado o personagem.

 

O argumento final difere muito do inicial. No original, o protagonista era mais velho; o que se pretendia destruir eram os robots (eram eles que tratavam e criavam as estufas); o protagonista contacta com alienígenas; o epílogo mostra o protagonista em busca dos alienígenas, a ser perseguido por aqueles que abandonou, uma das estufas é largada pelo protagonista com um robot e este contacta os alienígenas.

Algumas alterações tiveram de ser feitas, pois o orçamento não as permitia concretizar.

 

A estufa era um hangar de um aeroporto.

Os interiores foram flimados num porta-aviões (Valley Forge) que ia para a sucata.

Para baixar custos, Trumbull chamou estudantes na área dos efeitos visuais. Entre eles estava o futuro geek da área, John Dykstra – “Star Wars”, “Battlestar Galactica”, “Spider-Man”.

FX de grandes nerds do meio – Douglas Trumbull, John Dykstra e Richard Yuricich.

Os drones eram pessoas amputadas da cintura para baixo.

Filmado em 32 dias.

Silent Running - backstage

A cena com o planeta Saturno estava pensada para “2001”, mas a tecnologia ainda não a permitia.

Dern surge a nadar num lago de água bem fria. O orçamento não permitia aquecer a água.

 

Depois do sucesso de “Easy Rider” (1969), a Universal procurou seguir a mesma fórmula – filmes de baixo orçamento, produção (semi-)independente e dar aos realizadores o final cut. “Silent Running” é um dos filmes dessa “moda”.

 

Foi lançado como double feature com “The Andromeda Strain” (1971, de Robert Wise).

Silent Running - The Droids

Trumbull deu a sua aprovação a George Lucas, quando este quis criar uns robots semelhantes aos de “Silent Running” para “Star Wars”.

Anos depois, a 20th Century-Fox (estúdio produtor de “Star Wars”) levou a Universal (estúdio produtor de “Silent Running”) a tribunal por considerar a série “Battlestar Galactica” (produzida pela Universal) como plágio de “Star Wars”.

Em retaliação, a Universal levou a Fox a tribunal – tudo por causa dos robots de “Star Wars” serem cópias dos de “Silent Running”.

 

Footage das três naves do filme aparece no episódio “Different Ones”, da série “Night Gallery”, criada por Rod Serling (“The Twilight Zone”).

Várias imagens do convoy de naves deste filme seriam usadas na série “Battlestar Galactica”.

 

Em 2008, o American Film Institute nomeou “Silent Running” para o “Top 10 Science Fiction Films”.

Andrew Stanton revelou ter imensa influência de “Silent Running” para o seu “WALL-E”.

Duncan Jones revelou ter imensa influência de “Silent Running”para o seu “Moon”.

Doug Naylor, Rob Grant e Ed Bye retiram muita inspiração de “Silent Running” para a sua série “Red Dwarf”.

Mike Rutherford (membro dos “The Genisis” e líder do grupo “Mike and The Mechanics”) tem no filme uma influência para a canção… “Silent Running”.

 

Trumbull afirma que este foi o filme onde mais aprendeu sobre realização.

 

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