Silêncio (2016)

Silence - Poster 2

 

Título original – Silence

 

É o regresso de Martin Scorsese.

E o seu regresso ao tema da religião.

Os portugueses andam pela história.

 

Dois padres viajam ao Japão, no sentido de encontrar o seu mentor.

A viagem revela-se cheia de perigos e hostilidade religiosa, obrigando-os a enfrentarem os limites da sua fé.

 

 

 

Silêncio.

Há muito pelo filme e muito é por lá exigido.

Mas o filme é um “grito”. De Fé – em Deus e no (Grande) Cinema.

Silence - screenshot 1

Silence - screenshot 2

Há Silêncio técnico (pois o filme não tem música), mas somos tocados por outros “sons”.

Há Silêncio ao longo da narrativa, mas o protagonista “berra” pelas suas convicções.

Silence - screenshot 3

Silence - screenshot 5

“Silence” é uma jornada silenciosa (aos ouvidos), mas plena de som (da alma), épica, emocional, existencial, espiritual, permanente em sacrifícios (físicos e religiosos), por parte de um homem.

“Silence” acaba por ser a ilustração da “via sacra” de um jovem padre, na afirmação da sua fé.

MCDSILE EC034

Excelente fotografia.

Cuidado esmerado na recriação dos ambientes e detalhes da cultura nipónica.

Silence - screenshot 7

Martin Scorsese dirige com grande mestria, ao nível de um épico histórico dos tempos dos clássicos, evocando (como grande cinéfilo e fã que é) Akira Kurosawa (o rimo, o tom, o planeamento visual, o uso da paisagem).

 

Magnífica prestação do elenco, mas o destaque vai todo para um soberbo Andrew Garfield. Depois da sua sublime prestação no fabuloso “Hacksaw Ridge” (não deixa de ser curioso que Garfield tenha sido protagonista dos filmes de Mel Gibson e de Scorsese – ambos ilustram os calvários físicos e psicológicos dos seus protagonistas, em afirmação dos seus valores; ambos retomam uma tradição clássica e épica de Cinema, para público vasto e dotada de grande qualidade fílmica, narrativa e artística, tradição essa que parece andar perdida), Garfield volta a mostrar porque é, mesmo, um dos maiores actores do mundo, na actualidade. Garfield compõe de forma exemplar um homem levado ao limite das suas convicções, resistência (física, psicológica e espiritual) e fé.

SILENCE

Atenção ao plano final e ao que simboliza.

(algo que também se deve dizer de… “Hacksaw Ridge”)

Silence - screenshot 10

Termino como comecei – “Silence” é um total manifesto de fé no (Grande) Cinema.

 

Obra-prima de Cinema e um dos títulos máximos de Scorsese.

 

Obrigatório.

 

“Silence” ainda está nas salas portuguesas, mas já em final de carreira.

 

Silence - screenshot 11

 

Realizador: Martin Scorsese

Argumentistas: Jay Cocks, Martin Scorsese, a partir do livro de Shûsaku Endô

Elenco: Andrew Garfield, Adam Driver, Liam Neeson, Tadanobu Asano, Ciarán Hinds, Issei Ogata, Shin’ya Tsukamoto, Yoshi Oida, Yôsuke Kubozuka

 

Site – http://www.silencemovie.com/

 

Orçamento – 40 milhões de Dólares

Bilheteira (até agora) – 7 milhões de Dólares (USA); 15 (mundial)

 

Silence - Poster 1

“Filme do Ano”, nos Prémios AFI 2017.

“Top 10 do Ano”, “Melhor Argumento”, pela National Board of Review 2016.

“Top 10 do Ano”, pelos Críticos de Boston 2016

“Melhor Cenografia”, em Capri 2016.

“Melhor Actor Inglês/Irlandês” (Andrew Garfield), pelos Críticos de Londres 2017.

Silence - Poster 4

Martin Scorsese já tinha lido o livro de Shûsaku Endô várias vezes. Este é um projecto muito querido por parte do cineasta, desde há muitos anos.

É o primeiro filme que Scorsese escreve, desde “Casino” (1995).

Terceiro filme religioso de Scorsese, depois de “The Last Temptation of the Christ” (1988) e “Kundun” (1997).

O escritor diz ter-se inspirado em “La Strada” (1954), de Federico Fellini.

Silence - Promo

Liam Neeson substituiu Daniel Day-Lewis, que teve de abandonar o projecto devido aos atrasos na produção. Curiosamente, Lewis substituiu Neeson em “Lincoln” (2012), pelos mesmos motivos.

No início, o elenco seria composto por Daniel Day-Lewis, Gael García Bernal e Benicio Del Toro.

Ken Watanabe ia participar, mas desistiu. Tadanobu Asano substituiu-o.

 

Reencontro entre Scorsese e Jay Cocks, depois de “Gangs of New York” (2002).

Reencontro entre Neeson e Scorsese, depois de “Gangs of New York” (2002).

Neeson volta a interpretar um padre, depois de “The Mission” (1986).

SILENCE

Andrew Garfield chegou a estar em retiro durante uma semana, tendo acompanhado jesuítas.

Neeson perdeu vários quilos de peso.

Ang Lee ajudou Scorsese na escolha de locais de filmagem em Taiwan.

 

Filmado em película. É o regresso de Scorsese a tal, depois de “Shutter Island” (2010).

Filmado em 73 dias.

 

O livro de Endo já tivera uma adaptação cinematográfica. Foi em 1971 e o filme foi realizado por Masahiro Shinoda.

 

O filme baseia-se em eventos reais.

 

O livro tem edição em Portugal.

Silence - Poster 3

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