Confissão de Um Espião Nazi (1939)

Confessions of a Nazi Spy - Poster 11
Título Original – Confessions of a Nazi Spy

 

À beira do início da Segunda Guerra Mundial, eis um título “panfletário” e “visionário”.

 

Edward Renard, agente do FBI, investiga uma organização que visa a entrada e mobilização de colaboradores nazis.

A investigação leva-o a descobrir que até cidadãos americanos estão em cena.

Confessions of a Nazi Spy - screenshot 2

Confessions of a Nazi Spy - screenshot 1

Um muito entretido e intrincado spy thriller, pleno de propaganda (a Segunda Guerra Mundial tinha começado), sobre a caça a organizações nazis a operar nos USA.

Muitos personagens, vários eventos, imensa intriga, permanentes revelações (embora o espectador saiba sempre que é mau).

Confessions of a Nazi Spy - screenshot 4

Confessions of a Nazi Spy - screenshot 5

O filme acaba por ser algo profético face àqueles dias e aos actuais (é só trocar nazis por simpatizantes do fanatismo muçulmano).

 

Atenção à cena inicial (o discurso de um germano-americano, a lavar as mentes dos seus compatriotas, no sentido de fazer dos USA o equivalente à Alemanha da época).

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Eddie G (que demora cerca de 45 minutos a entrar em cena) porta-se com todo o seu gigante carisma.

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É certo que, dada a época em que é produzido, o filme é algo “panfletário” (embora não isento de verdade), mas acaba por ser também um muito correcto spy thriller.

 

Recomendável.

 

“Confessions of a Nazi Spy” não tem edição portuguesa, mas pode ser encontrado noutros mercados, a bom preço.

 

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Realizador: Anatole Litvak

Argumentistas: Milton Krims, John Wexley, a partir dos artigos escritos por Leon G. Turrou

Elenco: Edward G. Robinson, Paul Lukas, Francis Lederer, George Sanders

 

Orçamento – 1.5 milhões de Dólares

 

Confessions of a Nazi Spy - Poster 9

 

Trailer

 

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“Melhor Fime”, “Top 10 do Ano”, pela National Board of Review 1939.

 

Confessions of a Nazi Spy - Poster 1

Hitler afirmou que executaria os autores do filme, caso ganhasse a guerra.

 

É o primeiro filme anti-nazi, feito por Hollywood, antes do começo da Segunda Guerra Mundial.

 

Marlene Dietrich recusou participar no filme, com receio de represálias nazis sobre os seus familiares, ainda residentes na Europa. Alguns actores que estavam na mesma situação aceitaram participar no filme, mas sob pseusónimo.

 

A segurança no set foi bem apertada, a pedido do estúdio. Alguns actores chegaram a dormir nas instalações da Warner. Sabe-se que ocorreram actos de sabotagem durante as filmagens – um deles envolveu a queda de uma câmara, que quase acertava na cabeça do realizador Anatole Litvak.

Sol Polito foi o primeiro Director of Photography do filme, mas adoeceu algum tempo depois. Ernest Haller substituiu-o.

 

De forma subtil, o governo americano pediu à Warner Bros (a Major responsável pelo filme) para não produzir mais filmes desta índole.

Em Abril de 1940, vários exibidores polacos foram enforcados por terem exibido este filme. Na época, a Polónia já estava invadida pela Alemanha.

O filme foi banido na Alemanha, Japão e em 18 países da América Latina. Mesmo assim, o filme conseguiu bater recordes de bilheteira na sua carreia fora dos USA.

 

Na época, os USA ainda não estavam envolvidos na guerra. Isso não impediu Hollywood de produzir filmes anti-nazi – “A Yank in the R.A.F.” (1941, de Henry King, com Tyrone Power e Betty Grable), “Man Hunt” (1941, de Fritz Lang, com Walter Pidgeon, Joan Bennett e George Sanders), “Foreign Correspondent” (1940, de Alfred Hitchcock, com Joel McCrea, Laraine Day e Herbert Marshall), “The Mortal Storm” (1940, de Frank Borzage, com Margaret Sullavan e James Stewart) e “Sergeant York” (1941, de Howard Hawks, com Gary Cooper, Walter Brennan e Joan Leslie).

É o primeiro filme de um grande estúdio com a palavra “Nazi” no seu título. Seguir-se-iam outros – “Nazi Agent” (1942, de Jules Dassin, com Conrad Veidt), “The Nazis Strike” (1943, documentário de Frank Capra), “The Dawn Express” (1942), “The Nazi Plan” (1945, documentário de George Stevens).

 

O filme seria reexibido em 1940 (já com a guerra no auge) e contaria com um prólogo que explicava o que se estava a passar na Europa e quais os países já invadidos pela Alemanha.

Em 1946, Edward G. Robinson faria outro filme anti-nazi – “The Stranger”, ao lado de Orson Welles e Loretta Young.

 

O filme foi um flop nos USA, mas recebeu imensos elogios da crítica.

 

Confessions of a Nazi Spy - Poster 10

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