Os Sete Magníficos (1960)

The Magnificent Seven - 1960 - Poster 7

 

Título original – The Magnificent Seven

 

“Seven Samurai” (1954), de Akira Kurosawa, é um dos maiores filmes de acção/aventura de sempre.

O filme foi um enorme sucesso de público e crítica, pelo mundo inteiro.

Claro que Hollywood ficaria com inveja e faria um Remake.

Em tom de Western (até porque o filme de Kurosawa é um “Western com Samurais”).

John Sturges (magnífico artesão do género) realiza.

Um elenco de magníficos comanda a acção.

 

Uma nova versão deste filme está aí nas salas.

Uma (magnífica) razão para revermos este (magnífico) clássico.

 

Uma pequena povoação mexicana vive no medo. Um grupo de ladrões rouba-lhes as colheitas, deixando os agricultores com pouco para viver.

Alguns elementos da povoação procuram pistoleiros que os consigam ajudar.

Sete são encontrados.

O grupo encontra uma situação em que está em inferioridade numérica e até mesmo mal pago.

Mas com o desenrolar da situação, os sete descobrem outros valores mais magníficos que o dinheiro.

E isso marcará toda a diferença na confrontação final com os vilões.

The Magnificent Seven - 1960 - screenshot 3

“Seven Samurai” pode ser visto como um Western (é substituir os Samurai por Gunfighters).

“The Mgnificent Seven” põe Gunfighters no lugar de Samurai.

The Magnificent Seven - 1960 - screenshot 2

A abordagem psicológica ao Western não era nova – Delmer Daves e Anthony Mann já o tinham feito (“Jubal” e “The Man from Laramie”, respectivamente, por exemplo). Até mesmo John Ford e Howard Hawks já por lá tinham andado (“The Searchers” e “Rio Bravo”, respectivamente; em 1962 Ford faria alguma desmontagem dos arquétipos do Western em “The Man Who Shot Liberty Valence”). “Shane” (de George Stevens”) e “High Noon” também tinham andado por estes terrenos.

The Magnificent Seven - 1960 - screenshot 10

Mas John Sturges, ao adaptar o samurai western de Kurosawa, transporta muitos dos arquétipos do samurai tale.

 

Em “The Magnificente Seven” abordam-se temas complexos como a bravura, a lealdade, a honra, os códigos de conduta e o heroísmo abnegado ao próximo.

The Magnificent Seven - 1960 - screenshot 1

Magníficos são os 7.

Não apenas pelo heroísmo mostrado (com armas e balas), mas acima de tudo pelos valores éticos e humanos mostrados – a partir de certo momento, os 7 já não se batem por dinheiro nem pelo gozo da batalha, mas pela dedicação aos pobres agricultores necessitados e pela afirmação do Bem que defendem.

(veja-se a forma como os 7 dão aulas aos necessitados sobre como usar armas, veja-se a dedicação de um deles às crianças, veja-se o momento em que prescindem de um jantar de “luxo” e o oferecem aos camponeses)

The Magnificent Seven - 1960 - screenshot 16

Mas os 7 também revelam medos, dúvidas e receios. Algo novo no Western, onde o pistoleiro era sempre seguro, infalível e destemido.

(veja-se esse emotivo momento onde os 7 se confrontam com os seus medos, dilemas e até mesmo solidão)

The Magnificent Seven - 1960 - screenshot 12

Há que destacar a precisão de um argumento simples, mas pleno de economia. E é nessa economia que consegue emoção, profundidade, definição de personagens, relações e motivações.

 

Por outro lado, há um variado e bem vincado grupo de personagens, todos bem carismáticos e plenos de personalidade, que ganham a estima e carinho do espectador, tanto na sua bravura como na sua fragilidade.

The Magnificent Seven - 1960 - screenshot 13

É, assim, compreensível o flop (inicial) do filme nos USA (o Western ainda vivia tempos e narrativas heróicas) e o (enorme) sucesso na Europa e no Japão (a complexidade dos temas era mais acessível e querida).

The Magnificent Seven - 1960 - screenshot 4

John Sturges (grande e relevante realizador, a precisar de urgente e merecida revalorização) dirige com vigor e ritmo, nunca descurando os personagens, com forte sentido de acção (Sturges é um grande action director).

Um trabalho magnífico.

The Magnificent Seven - 1960 - screenshot 17

Em sintonia com o título, o elenco é (também) magnífico.

 

Yul Brynner é sólido, imbatível e imperturbável, verdadeiro líder.

Steve McQueen é very cool (como sempre!) – veja-se o seu comportamento com o chapéu e a atitude com as meninas.

Charles Bronson é de grande entrega emocional – a sua cumplicidade com as crianças.

Robert Vaughn ilustra bem o duelo no seu interior.

James Coburn é viril, mas sabe mostrar a sua emotividade.

Brad Dexter convence como um ganancioso e oportunista, mas que afinal redescobre o seu coração.

Horst Bucholz traduz bem a seu tom imberbe, decidido e rebelde do personagem.

 

Eli Wallach e perfeito, criando um dos mais odiosos e asquerosos (ainda que, a momentos, divertido) vilões de todo o Cinema.

The Magnificent Seven - 1960 - screenshot 11

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The Magnificent Seven - 1960 - screenshot 6

The Magnificent Seven - 1960 - screenshot 18

Excelente fotografia.

The Magnificent Seven - 1960 - screenshot 15

Mas não se pode falar de “The Magnificent Seven” sem se evocar a sua (arrebadatora, heróica, viril, vibrante, fabulosa, memorável, emblemática, eterna, lendária, perfeita) banda sonora.

Criada pelo grandioso e magnífico Elmer Bernstein, a música consegue um daqueles raros casamentos sublimes entre som e imagem.

Rapidamente entrando no ouvido, facilmente a assobiamos e logo nos dá vontade de sair da sala, entrar na tela/ecran e juntarmo-nos aos 7 e fazer algo de magnífico.

The Magnificent Seven - 1960 - screenshot 14

Um dos melhores Westerns de sempre.

Um grande e querido clássico do Cinema.

Absolutamente Magnificent.

 

Um filme que acaba por ser profético da renovação que o género teria nos 60s e 70s com o Western Spaghetti.

 

Obrigatório.

 

“The Magnificent Seven” tem edição portuguesa. Mas também pode ser encontrado noutros mercados (a edição inglesa tem legendas em Português), a preço magnífico.

 

The Magnificent Seven - 1960 - Poster 8

 

Mas não esqueçamos que “The Magnificet Seven” é um remake.

Medindo-o face a “Seven Samurai”:

  • “The Magnificent Seven” adapta de forma perfeita os códigos do samurai tale para o western.
  • A trama-base (perfeita para ambos os géneros) está bem delineada e adaptada.
  • Os personagens têm a sua densidade e ganham o nosso afecto.
  • Há entretenimento e emoção.

 

Assim sendo, “The Magnificent Seven” é um remake de grande nível, batendo-se por igual com o filme que o inspira, conseguindo o mesmo estatuto na História do Cinema e no coração do cinéfilo.

 

The Magnificent Seven - 1960 - Promo Photo 3

 

Realizador: John Sturges

Argumentista(s): William Roberts, Walter Newman (sem crédito)

Elenco: Yul Brynner, Steve McQueen, Eli Wallach, Horst Buchholz, Charles Bronson, James Coburn, Robert Vaughn, Brad Dexter

 

Orçamento – 2 milhões de Dólares

Bilheteira – 4.9 milhões de Dólares

Mercado doméstico – 2.2 milhões de Dólares

 

The Magnificent Seven - 1960 - Poster 2

 

Trailer

 

O Main Score de Elmer Bernstein

 

The Magnificent Seven - 1960 - Poster 4

Nomeado para “Melhor Banda Sonora”, nos Oscars 1961. Perdeu (???????????) para “Exodus”.

“Filme a Preservar”, pelo National Film Preservation Board USA 2013.

The Magnificent Seven - 1960 - Poster 3

É o primeiro capítulo/episódio/filme da saga “The Magnificent Seven”.

 

The Magnificent Seven - 1960 - Cast - 2

Os direitos de adaptação sobre “The Seven Samurai” foram comprados por… 250 Dólares.

Foi Yul Brynner quem abordou o produtor Walter Mirisch com a ideia de fazer um remake, sob a forma de western, de “Seven Samurai”.

Numa primeira fase, Brynner ia realizar (ele já tinha boa reputação como fotógrafo) e Anthony Quinn ia protagonizar (Quinn tinha dirigido Brynner em “The Buccaneer”, em 1958).

Mas o estúdio prefere Brynner como protagonista (o seu estatuto como movie star estava em alta). Martin Ritt é chamada para a realização.

Walter Bernstein escreveu o primeiro argumento. Walter Newman fez alterações. William Roberts fez as alterações finais.

Numa primeira versão do argumento, os sete heróis eram mais velhos, veteranos da Guerra Civil Americana.

Nessa fase, Spencer Tracy era um preferido como protagonista.

The Magnificent Seven - 1960 - Backstage - Steve McQueen and Yul Brynner

Brynner tinha poder de decisão sobre o elenco. Foi Brynner que escolheu Steve McQueen (algo que Brynner lamentaria depois).

Dimitri Tiomkin (habitual criador de scores para westerns de John Sturges – “Gunfight at the OK Corral”, “The Last Train from Gun Hill”) ia ser o autor da música. Mas compositor e realizador não se entenderam à volta de uma questão (Sturges não queria uma canção no genérico inicial – como tinha acontecido em “Gunfight at the OK Corral”) e Elmer Bernstein foi chamado (criando assim um tema musical lendário).

Newman ficou chateado com Sturges pela forma como ele filmava certas cenas e passou lines que eram de Brynner para McQueen e Bronson.

Newman não pode ir ao México fazer as mudanças exigidas no argumento. William Roberts foi chamado para tal.

Quando o Sindicado dos Argumentistas de Hollywood considera que Roberts fez um trabalho suficiente para ter o seu nome no genérico, Newman zanga-se com tal e pede para que o seu nome seja retirado (em 1963, Newman e Sturges retomariam diálogo e colaboravam em “The Great Escape”).

90% do argumento do filme é de Newman. Roberts só fez as alterações que o governo mexicano pediu.

The Magnificent Seven - 1960 - Cast - 1

Sterling Hayden ia participar, mas depois recusou. Robert Vaughn recomendou James Coburn. Os dois já eram amigos desde os tempos de faculdade.

John Ireland também foi considerado para o mesmo personagem.

George Peppard e Gene Wilder foram considerados para o personagem que iria para Steve McQueen.

Clark Gable, Stewart Granger, Glenn Ford e Anthony Franciosa foram ponderados.

McQueen ainda estava preso por contrato à série “Wanted: Dead or Alive”. O actor criou um acidente de viação, e com a desculpa de estar doente aproveitou para fazer o filme.

 

McQueen aproveitava todas as cenas com Brynner para conseguir roubar as atenções (a sua atitude com o chapéu, nunca parava quieto). Tal irritou Brynner e a relação entre os dois actores ficou muito tensa. Na fase final de vida, McQueen reconciliou-se com Brynner.

 

Brynner treinou tiro e como sacar (rapidamente) a arma.

Coburn era grande fã do filme de Kurosawa. O seu personagem é o equivalente americano do personagem do filme original.

O personagem de Charles Bronson, Bernardo O’Reilly, é uma referência a Bernardo O’Higgins, um herói rebelde que ajudou o Chile a tornar-se independente de Espanha.

O cavalo de Brynner era Pie, o cavalo usado por James Stewart em muitos dos seus westerns.

O grupo que acompanha Eli Wallach (o grupo de vilões) deu-se tão bem com o actor, que todos os dias iam cavalgar juntos por uma hora. Tal parceria e cumplicidade ajudaram muito no filme.

The Magnificent Seven - 1960 - Cast - 3

A primeira cena filmada foi a que reúne os seis (sem Horst Buchholz) a caminho da povoação mexicana.

Brynner casou-se durante as filmagens. A festa usou muitos dos props da cena da fiesta.

A cena da “tourada” foi improvisada na hora. Alguém tinha encontrado um touro e decidiram fazer a brincadeira a Buchholz.

Só na elaboração da corografia da batalha final, é que Sturges decidiu a ordem dos personagens que morriam.

Perante o conflito entre Brynner e McQueen, os restantes membros do elenco rapidamente seguiram a mesma táctica de McQueen e procuraram fazer todo o tipo de coisas que cativasse a atenção sobre eles.

Wallach olha sempre para o holster, cada vez que guarda a arma. O actor não estava habituado ao uso de armas e queria ter a certeza que a arma ficava bem arrumada.

The Magnificent Seven - 1960 - Promo Photo 2

As filmagens decorreram no México.

As autoridades e governo local fizeram muita interferência criativa, principalmente na forma como os mexicanos eram mostrados (eles deveriam usar roupas brancas lavadas, não deveriam ser medricas).

Tais alterações causaram atrasos no início das filmagens.

As autoridades mexicanas não gostaram da forma como os mexicanos foram mostrados em “Vera Cruz” (1954, de Robert Aldrich, com Gary Cooper e Burt Lancaster). Desde então, e sempre que uma produção de Hollywood se deslocava para o México, diversas entidades faziam verificações e alterações aos filmes, no sentido de corrigir a forma como os mexicanos eram mostrados.

Newman era o argumentista inicial. Mas perante a sua recusa em ir ao México fazer as devidas alterações no argumento, Roberts foi chamado. Roberts apenas fez as tais alterações exigidas pelas entidades mexicanas, mas ficou com o seu nome no crédito como (o único) argumentista.

 

John Williams fazia parte da orquestra dirigida por Elmer Bernstein – estava ao piano.

O main theme foi usado em muito spots da Marlboro.

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Na época de estreia, o filme teve muito má recepção nos USA, tanto pelo público como pela crítica.

O filme seria recebido com imensos elogios, crítico e popular, pela Europa e pelo… Japão (país de onde era oriundo o filme de Kurosawa).

John Sturges recebeu imensos elogios por parte de Akira Kurosawa, que lhe chegou a enviar uma espada de Samurai. Sturges retribuiria com a oferta de um cinturão e um dos revólveres usados no filme.

 

Steve McQueen, James Coburn e Charles Bronson reencontrar-se-iam num outro filme de John Sturges – “The Great Escape”(1963).

Bronson e Coburn reencontrar-se-iam novamente em “Hard Times” (1975), de Walter Hill.

 

Body count – 55.

The Magnificent Seven - 1960 - Promo Photo 1

A passagem do tempo encarregou-se de dar o sucesso, prestígio e culto que o filme merece (sempre mereceu) e que não teve na sua estreia.

Durante anos, era o segundo filme mais mostrado na televisão americana (o primeiro era “The Wizard of Oz”).

O main theme ficou posicionado como #8 entre os “25 Maiores Scores de Filmes Americanos”, pelo American Film Institute.

O American Film Institute colocou “The Magnificent Seven” na posição #79 entre os “100 Filmes Americanos Mais Entusiasmantes”.

 

O filme geraria três sequelas:

  • “Return of The Magnificent Seven” (1966)
  • “Guns of The Magnificent Seven” (1969)
  • “The Magnificent Seven Ride” (1972).

Só na primeira é que Yul Brynner regressa. George Kennedy e Lee Van Cleef seriam os seus substitutos, respectivamente, em cada um dos filmes seguintes.

O filme geraria uma série televisiva, de duas Seasons, protagonizada por Michael Biehn.

Robert Vaughn participaria nalguns episódios da série televisiva “The Magnificent Seven” (1998-2000).

Stephen King inspirou-se neste filme para a trama do quinto volume da saga “Dark Tower” – “Wolves of the Calla”. A povoação em causa tem o nome de Bryn Sturgis (vindo de Brynner e Sturges).

Brynner criaria um personagem de grandes semelhanças ao criado para este filme em “Westworld” (1973, de Michael Crichton).

“Battle Beyond The Stars” (1980, simpática produção de Roger Corman, já aqui vista) era uma versão Space Opera de “The Magnficent Seven”. Robert Vaughn aparece por lá (com um personagem muito parecido com o criado no filme de Sturges). George Peppard (que andou pensado para “The Magnificent Seven”) também aparece.

“I Sette Magnifici Gladiatori” (1983, com Lou Ferrigno e Sybil Danning) era uma versão para ambientes de gladiadores.

“Three Amigos” (1986, de John Landis, com Steve Martin, Chevy Chase e Martin Short) faz uma paródia/homenagem ao filme de Sturges e ao Cinema (nomeadamente, o mudo).

“A Bug`s Life” (o segundo filme da Pixar) tem uma trama parecida com a de “The Magnificent Seven”.

A série televisiva “The A-Team” (com George Peppard) foi criada como sendo uma combinação de “The Dirty Dozen” e “The Magnificent Seven”. O Pilot da série tem grandes semelhanças narrativas com o filme de Sturges. O mesmo se aplica a outros episódios. Curiosamente, quem iria ficar com o personagem de Peppard era… James Coburn. Na última Season surge… Robert Vaughn.

A série televisiva “MacGyver” tem um episódio com semelhanças narrativas a “The Magnificent Seven” – é na Season 1, “The Golden Triangle”, mas o heroísmo cabe todo ao protagonista.

A Marvel editou uma história em quatro capítulos/números, escrita por Roy Thomas, inserida no universo “Star Wars”, com uma narrativa semelhante a “Seven Samurai” e a “The Magnificent Seven”.

Em 2016 surge ume remake de “The Magnificent Seven”. Dirige Antoine Fuqua (“Training Day”, “The Equalizer”) e conta com um óptimo elenco – Denzel Washington, Chris Pratt, Ethan Hawke, Vincent D’Onofrio, Lee Byung-hun, Haley Bennett, Luke Grimes, Matt Bomer e Peter Sarsgaard.

The Magnificent Seven - 1960 - Poster 5

 

Intro da Série Televisiva

 

 

Trailers das Sequelas e Remake

 

 

 

 

 

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