Salve, César! (2016)

Hail Caesar - Poster 1
Título Original – Hail, Caesar!

 

É o regresso (sempre bem-vindo) dos Irmãos Coen.

Os manos estão de volta à comédia e aos Old Days de Hollywood.

A ajudar está um excelente elenco.

 

Hollywood, anos 50.

“Hail Caesar!” é a nova e grandiosa produção dos Estúdios Capitol.

Mas tudo se complica quando a sua principal star, Baird Whitlock, desaparece sem deixar rasto.

Cabe a Eddie Mannix, um desenrasca do estúdio, investigar o que se passa.

E que grande trapalhada que ele descobre.

Hail Caesar - screenshot 7

O Coen revisitam Hollywood (“Barton Fink”), voltam a abraçar a comédia (“Raising Arizona”, “The Big Lebowski”) e retomam contacto com George Clooney para a comédia de palermas (“O Brother, Where Art`Thou?”, “Intolerable Cruelty”, “Burn After Reading”).

 

Os manos arregaçaram as mangas e criaram algo épico.

“Hail, Caesar!” não é só um filme. São seis!!! (Hail, Coens!!!)

Temos um épico histórico, um melodrama, dois musicais, um western e um policial noir.

Os Coen pegam em todo o seu amor cinéfilo e talento cinematográfico, e encenam estes seis filmes (bom, na verdade é um filme sobre as confusões de um estúdio à volta de cinco produções).

Hail Caesar - screenshot 1

Hail Caesar - screenshot 3

Hail Caesar - screenshot 4

Há revisitação nostálgica e cinéfila (a perfeitíssima recriação que fazem da época bem como o tom dos respectivos géneros, ilustrado nos filmes que estão em produção).

E também se fala de fé (hilariante o “duelo” dos padres à volta da visão de Cristo num filme), do studio system, dos Hollywood scandals, das manobras dos executivos de estúdio e, pasme-se, de comunismo vs capitalismo.

Hail Caesar - screenshot 10

Os mais puristas poderão criticar o filme por causa dos Coen não terem dado ao argumento (leia-se, a linha narrativa principal) o mesmo empenho que deram ao aspecto visual do filme.

Talvez.

Mas quem conhece as comédias dos Coen, sabe que as coisas nunca fazem sentido. Há sempre algo de louco e non-sense nas suas histórias.

Hail Caesar - screenshot 11

O perfeccionismo visual da encenação e do recuperar cinéfilo e nostálgico é tal (o épico recorda os melhores tempos do género; o western recorda os Serials e os B Movies; os musicais recordam Esther Williams e Gene Kelly), que coloca os Coen ao (mesmo) nível dos maiores mestres visuais do Cinema (Hitchcock, Welles, Kubrick, Fellini, Visconti, Burton).

 

É só mesmo a dita “fragilidade” narrativa que impede que “Hail, Caesar!” seja mais redondinho e atinja o nível de obra-prima de outras comédias dos Coen (“Raising Arizona”, “The Big Lebowski”, “O Brother, Where Art`Thou?”). Contudo, o filme faz óptima figura na filmografia dos manos.

Hail Caesar - screenshot 2

Hail Caesar - screenshot 9

Perfeição total na fotografia, cenografia e guarda-roupa.

 

O excelente elenco presta-se totalmente à diversão.

 

O filme traduz que cast & crew se divertiram imenso com o filme.

Hail Caesar - screenshot 12

Muito recomendável.

 

“Hail, Caesar!” já está nas salas portuguesas.

Hail Caesar - screenshot 8

 

Realizadores: Ethan Coen, Joel Coen

Argumentistas: Joel Coen, Ethan Coen

Elenco: Josh Brolin, Channing Tatum, Scarlett Johansson, Tilda Swinton, Ralph Fiennes, Frances McDormand, George Clooney, Alden Ehrenreich, Jonah Hill, Dolph Lundgren, Clancy Brown, Christopher Lambert, Fisher Stevens

 

Site – http://www.hailcaesar-film.com/ww/

 

Orçamento – 22 milhões de Dólares

Bilheteira (até agora) – 28 milhões de Dólares (USA); 46 (mundial)

 

Hail Caesar - screenshot 6

Roger Deakins continua a ser o Director of Photography dos Coen, fotografando o filme em película 35mm, algo que já fez com eles em “True Grit” (2010). Os Coen não são fãs de filmar em digital (Deakins aprecia tal tecnologia) e acreditavam que filmar em película ajudava o filme a ter o look da época que o filme evoca.

Filme de muitos reencontros:

  • Com os Coen:
  • É a oitava colaboração entre Frances McDormand os os Coen (Frances é esposa de Joel, cunhada de Ethan) – “Blood Simple” (1984), “Raising Arizona” (1987), “Miller`s Crossing” (1990), “Barton Fink” (1991), “Fargo” (1996; valeu-lhe o Oscar de “Melhor Actriz”), “The Man Who Wasn’t There” (2001), “Burn After Reading” (2008).
  • Quarta colaboração entre George Clooney e os Coen, depois de “Oh Brother, Where Art`Thou?” (2000), “Intolerable Cruelty” (2003) e “Burn After Reading” (2008).
  • Terceiro encontro entre Josh Brolin e os Coen, depois de “No Country for Old Men” (2007) e “True Grit” (2010).

 

  • Entre os actores:
  • Quinto encontro entre Channing Tatum e Jonah Hill, depois de “21 Jump Street” (2012), “This Is The End!” (2013), “LEGO Movie” (2014) e “22 Jump Street” (2014).
  • Reencontro entre Tilda Swinton e Ralph Fiennes, depois de “Grand Budapest Hotel” (2014) e “A Bigger Splash” (2015).
  • Reencontro entre Christopher Lambert e Clancy Brown, depois de “Highlander” (1986).
  • Reencontro entre George Clooney e Tilda Swinton, depois de “Michael Clayton” (2007) e “Burn After Reading” (2008).

Hail Caesar - screenshot 5

O filme fala de um estúdio chamado “Capitol Pictures”. Também se falava dele em “Barton Fink” (1991), um outro filme dos Coen, também sobre os Old Days de Hollywood.

Encontro de gente oscarizada (George Clooney, Frances McDormand, Tilda Swinton e Fisher Stevens) e nomeada (Josh Brolin, Jonah Hill e Ralph Fiennes).

O filme é já um projecto antigo dos Coen. Já o têm em mente desde 2004.

 

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s