George Kennedy – RIP (1925-2016)

George Kennedy - Photo 1

Mais um Long Farewell em Cinema.

Agora ao grande (em talento e dimensão) George Kennedy.

 

Nascido em Nova Iorque com o nome de George Harris Kennedy Jr., George descendia de uma dançarina e de um maestro, numa linhagem com ancestrais alemães, irlandeses e ingleses.

 

Kennedy começa a representar aos 2 anos, numa companhia que encenou “Bringing Up Father”. Kennedy viajou com a companhia por dois anos.

 

Alista-se no exército em 1943 e serve sob o comando do General Patton (que Kennedy interpretaria em “Brass Target”, em 1978, ao lado de gente ilustre como Sophia Loren, John Cassavetes, Robert Vaughn e Patrick McGoohan), participando em diversos cenários da Segunda Guerra Mundial.

Descobre que tem um problema – a sua perna esquerda é mais curtinha que a direita.

 

Terminada a sua vida militar (onde foi condecorado), Kennedy decide seguir o mundo da representação.

Ao ver o show de Phil Silvers, Kennedy fica com a vontade de ser actor.

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Começou nos anos 50, no pequeno ecran, em várias séries de Western (“Have Gun – Will Travel”, de 1957; “Rawhide”, de 1959, onde se revelou Clint Eastwood, com quem George voltaria a trabalhar; “Maverick”, de 1957, com James Garner, que George reencontraria nutro filme; “Colt .45”, de 1957; “Gunsmoke”, de 1955, com James Arness; “Cheyenne”, de 1955, com Clint Walker; “The Rifleman”, de 1958, com Chuck Connors) e policial (“The Untouchables”, de 1961, com Robert Stack; “Peter Gunn”, de 1960; “Perry Mason”, de 1957, com Raymund Burr).

 

Começa a aparecer no grande ecran e a década de 60 revela-se bem activa para Kennedy, conseguindo progredir em protagonismo e na popularidade e qualidade dos filmes.“Lonely Are The Brave” (1962, com Kirk Douglas), “The Sons of Katie Elder” (1965, com John Wayne e Dean Martin), “The Flight of the Phoenix” (1965, com James Stewart e Richard Attenborough), “Charade” (1963, com Cary Grant e Audrey Hepburn), “Hurry Sundown” (1967, com Michael Caine e Jane Fonda) e o grande sucesso “The Dirty Dozen” (1967, com Lee Marvin e Charles Bronson) cimentam o valor e visibilidade de Kennedy.

Em 1967, Kennedy ganha o Oscar como “Melhor Actor Actor Secundário” – em “Cool Hand Luke”, com Paul Newman.

Em 1969 protagoniza a segunda sequela para “The Magnificent Seven” – “Guns of the Magnificent Seven”.

 

Em 1970 surge ao lado de um grande elenco, no filme que abre a porta ao género “filme-catástrofe” – “Airport”.

Kennedy apareceria nas três sequelas (“Airport 75”, “Airport 77”, “Airport 80”).

Voltaremos a ver Kennedy num filme icónico do género – “Earthquake” (1974, com Charlton Heston e Ava Gardner).

 

Reencontro com Clint Eastwood (que conhecera na série “Rawhide”) em 1974 (“Thunderbolt and Lightfoot”, também com Jeff Bridges) e 1975 (“The Eiger Sanction”).

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Nos 80s, Kennedy divide-se entre os dois écrans.

No final da década vemo-lo em grande comicidade no começo da hilariante saga “The Naked Gun” (1988, com Leslie Nielsen).

Kennedy aparece também nas sequelas – “The Naked Gun 2 1/2” (1991) e ““The Naked Gun 33 1/3” (1994).

 

Continuou em Televisão e Cinema. Chegou a dar voz a personagens de animação.

 

O seu último filme foi em 2014, ao lado de Mark Wahlberg – “The Gambler”.

 

O seu curriculum inclui outros notáveis filmes, ao lado de grandes actores – “Mirage” (1965, com Gregory Peck), “Hush…Hush, Sweet Charlotte” (1964, com Bette Davis, Olivia de Havilland e Joseph Cotten), “Shenandoah” (1965, com James Stewart), “Bandolero” (1968, com James Stewart, Dean Martin e Raquel Welch), “The Pink Jungle” (1968, com James Garner), “The Boston Strangler” (1968, com Tony Curtis e Henry Fonda), “The Good Guys and the Bad Guys” (1969, com Robert Mitchum), “Fools’ Parade” (1971, com James Stewart e Anne Baxter), “Cahill U.S. Marshal” (1973, com John Wayne).

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Kennedy moveu-se pelo Cinema e pela Televisão.

Com um físico imponente e voz inconfundível, George mostrou ser um actor capaz de tudo, em qualquer género, conseguindo ser simpático e divertido, bem como durão e temível.

Os seus personagens eram ou grandes vigaristas ou pessoas de bom coração, plenas de virilidade heróica ou maléfica destreza.

O seu curriculum, longo e vasto, só mostra o talento, versatilidade e carisma deste magnífico actor.

 

Um grande (em todos os sentidos) actor se perde.

George Kennedy - Photo 5

Goodbye George. Os filmes continuam vivos e recordam-nos a dimensão do que é representar.

 

Evocação

 

Tributo

 

Ao ganhar ao Oscar

 

Uma entrevista

 

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