Opção Final (1982)

Who Dares Wins - Poster 2
Título Original – Who Dares Wins

Título Alternativo – The Final Option

 

Um actioner que mergulha nos meandros misteriosos do famoso SAS (Special Air Service), a unidade militar de elite do Reino de Sua Majestade.

E consegue uma assustadora actualidade sobre o terrorismo já organizado nos países-alvos, bem como nos movimentos políticos poulares.

 

Um oficial prestigiado e veterano do SAS é infiltrado num grupo terrorista. O militar descobre que o grupo vai efectuar um elaborado atentado contra a diplomacia americana, durante um evento.

Who Dares Wins - screenshot 1

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Who Dares Wins - screenshot 11

Who Dares Wins - screenshot 5

Um action thriller, de moldes clássicos, sobre o tema do infiltrado em grupos terroristas (em luta pela preservação da sua cover e contra os cépticos do grupo), a tomada de reféns e o inevitável raid salvador das autoridades.

 

Há espaço para alguma profundidade dramática (o protagonista a encontrar-se com a esposa e filha, às escondias), pertinência político-social (as motivações dos terroristas, as ligações entre terroristas e políticos), bem como uma abordagem realista da acção (a visualização das acções e treinos do SAS).

Who Dares Wins - screenshot 19

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Lewis Collins mostra boa destreza como action hero (vejam-no a despachar os inimigos).

Judy Davis consegue ser bela e perigosa.

Who Dares Wins - screenshot 13

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O filme arrasta um par de action scenes, bem encenadas, simples e directas, bastante credíveis (atenção ao raid final, de um incrível realismo).

 

Electrizante música de Roy Budd.

Who Dares Wins - screenshot 3

Quem sai vencedor do filme é mesmo o SAS, que ganha aqui uma excelente publicidade para as suas capacidades e importância na segurança da nação.

 

Recomendável.

 

“Who Dares Wins” não tem edição portuguesa, mas pode ser encontrado noutros mercados, a preço “final”.

Who Dares Wins - screenshot 16

 

Realizador: Ian Sharp

Argumentistas: Reginald Rose, George Markstein, a partir do livro de James Follett (“The Tiptoe Boys”)

Elenco: Lewis Collins, Judy Davis, Richard Widmark, Edward Woodward, Robert Webber, Tony Doyle, John Duttine, Kenneth Griffith, Rosalind Lloyd, Ingrid Pitt, Paul Freeman, Nick Brimble, Tony Osoba

 

Orçamento – 6 milhões de Dólares

Bilheteira – 2.1 milhões de Dólares (USA)

 

ManiacCop Blu-Ray_15mm_slipbox.indd

 

Trailer

 

Filme

 

Tema principal

 

Who Dares Wins - Poster 1

Who Dares Wins” é o motto do SAS. Mas entre os militares de lá brinca-se com a expressão e diz-se “Who cares who wins?“.

 

Na época, o produtor Euan Lloyd vivia perto da embaixada do Irão. Ele chegou a assistir a uma cena semelhante ao que o filme descreve (tomada de reféns e o ataque do SAS). Lloyd ficou de tal modo impressionado, que logo ligou ao seu agente para sondar argumentos que visassem o SAS.

Lloyd teve facilidade em encontrar financiamento devido à boa imagem que tinha depois do sucesso de “The Wild Geese” (1978).

 

William Holden estava convocado, mas faleceu dias antes das filmagens. Richard Widmark substituiu-o.

Who Dares Wins - Promo Photo 1 - Lewis Collins and Richard Widmark

Ian Sharp foi chamado como realizador, porque Lloyd gostou do seu trabalho na (excelente) série ”The Professionals” (1977), onde Lewis Collins era um dos três protagonistas.

É o primeiro filme não-australiano de Judy Davis.

Davis estudou terrorismo e foi treinada por um atirador do exército australiano (a actriz é australiana).

Membros do SAS ajudaram na produção e treinaram muitos dos actores.

Dois dos stuntmen eram ex-membros do SAS.

O filme inspira-se no ataque à embaixada do Irão, em Londres, em 1980. O filme estreou 28 meses depois do evento.

As filmagens ocuparam 8 semanas.

 

A cena em que os operacionais do SAS fazem o raid sobre a embaixada foi efectuada por verdadeiros membros do SAS. Foi a própria instituição que se ofereceu para tal. O realizador ficou encantado com a ideia, pois tal daria uma maior veracidade ao filme e ao momento.

O momento em que a roupa de um membro do SAS pega fogo é inspirado na realidade. No dito ataque à embaixada iraniana, tal aconteceu a um dos terroristas.

Os helicópteros vistos no filme são de um modelo usado pelo SAS no conflito das Malvinas.

Para a luta na casa, Rosalind Lloyd pediu a Ingrid Pitt que lhe batesse de verdade. Ingrid foi tão real, que Rosalind chegou a sangrar.

A embaixada america é o Heatherden Hall, o edifício dos Pinewood Studios, perto de Londres.

 

É o penúltimo filme produzido por Lloyd.

É o primeiro filme de Collins (popularizado pela popular série “The Professionals). Collins chegou a ser ponderado como James Bond.

Rosalind Lloyd interpreta a esposa do protagonista. Rosalind era a filha do produtor Lloyd e já tinha participado em “The Wild Geese” (1978), também produzido por Lloyd.

É um dos últimos filmes do stuntman e stunt coordinator Bob Simmons (prestigiado stuntman, com curriculum na saga 007).

O filme conta com vários actores vistos em “The Wild Geese” (1978) – Glyn Baker, Patrick Allen, Rosalind Lloyd e Kenneth Griffith. Vários membros da equipa técnica são também comuns aos dois filmes.

É o primeiro de dois filmes que Ingrid Pitt e Robert Webber fizeram com Euan Lloyd. O outro seria “Wild Geese II” (1985).

O filme conta com vários elementos na equipa técnica que participaram na saga 007 – Phil Méheux (fotografia), Bob Simmons (stunts), John Grover (montagem), Syd Cain (cenografia).

É o último filme de Alan Gifford.

Cameo de Martin Grace (prestigiado stuntman) – é um US Marine Guard.

Lewis Collins foi membro do SAS. Teve de abdicar da sua carreira militar para se dedicar à representação.

Who Dares Wins - Promo Photo 1 - Lewis Collins and Judy Davis

O filme termina informando que em 1980 foram atacadas 42 embaixadas, 22 embaixadores foram feitos reféns, 5 embaixadas foram destruídas e 53 pessoas foram mortas.

 

A publicidade ao filme afirmava que este era o mais próximo e real que algum filme já tinha conseguido no mundo do SAS.

O SAS considerou o filme como muito realista.

Stanley Kubrick felicitou Lloyd pelo filme. Kubrick também elogiou a interpretação de Judy Davis.

Antes da estreia, o filme foi alvo de protesto por um grupo activista, que considerava o filme como propaganda de Direita. A Scotland Yard chegou a informar Lloyd que tal iria acontecer.

O filme teve azar na sua distribuição americana. Tudo por causa de alguns comentários de Ronald Reagan (que adorou o filme, tendo tecido grandes elogios a Lloyd), que levaram a manifestações diversas de grupos populares pacifistas, que originou más reacções do público e distribuidores.

 

“Who Dares Wins” é o título usado na Inglaterra e Europa.

“The Final Option” foi o título usado nos USA.

O filme inspirou dois jogos – “Who Dares Wins” e “Who Dares Wins 2”, para as plataformas C64, MSX, C64, BBC Micro, ZX Spectrum Amstrad CPC.

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Lewis Collins foi logo contratado por Lloyd para mais três filmes – “Wild Geese 2” (o filme foi feito, mas Collins foi substituído por Scott Glenn), “Battle for the Falklands” (não aconteceu – seria a sequela para “Who Dares Wins”, onde Collins voltaria a interpretar o mesmo personagem) e “Macau” (não aconteceu).

Chegou-se a ponderar uma sequela, onde o protagonista liderava uma operação nas Malvinas (na época, havia um conflito militar na zona, entre Argentinos e Ingleses). O projecto nunca avançou.

 

“Who Dares Wins” é também motto para forças especiais da Bégica, Hong Kong, Grécia, Rodésia, França, Israel, Austrália e Nova Zelândia.

 

Sobre o SAS – http://www.whodareswins.com/

Who Dares Wins - Poster 4

 

 

 

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