Steve Jobs (2015)

Steve Jobs - Poster 1
Eis o filme oficial sobre Steve Jobs – é o que adapta a biografia oficial, vem de uma Major, traz realizador de renome e elenco de prestígio.

 

Steve Jobs está à beira de um novo grande momento da sua carreira – o lançamento do Macintosh.

Mas também tem um importante evento na sua vida pessoal – o assumir a sua paternidade face a Lisa e como lidar com tal.

Mercado, empresa e público não param de o pressionar enquanto criativo tecnológico.

Mas Jobs tem de encontrar um rumo na sua vida, não apenas nos negócios, mas, acima de tudo, como ser humano.

Steve Jobs - screenshot 1

Se “The Social Network” (2010; que mantém bons paralelismos com “Steve Jobs” – a começar pelo mesmo argumentista, Aaron Sorkin) era o filme da (respectiva) década (o filme ilustrava o impacto social e tecnológico do Facebook), “Steve Jobs” é o filme das últimas três décadas.

Steve Jobs - screenshot 2

Mas estamos perante um biopic do visionário criador da Apple?

Não.

Desengane-se, portanto, quem espera ver os primeiros passos de Jobs, a sua infância e influências, a sua vida universitária e os detalhes (técnicos e logísticos) do making of dos diversos Macs.

Steve Jobs - screenshot 3

Aaron Sorkin foge do biopic convencional e “limita-se” a criar um argumento de “apenas” três cenas (três momentos decisivos da vida de Jobs – a criação dos Macintosh, Next e iMac), recorrendo a flashbacks para complemento/explicação de algumas situações.

Steve Jobs

Na verdade, “Steve Jobs” ilustra alguns dos momentos mais decisivos de Jobs, enquanto pessoa, criativo e empresário, mostrando a sua atitude, modo de pensar e agir, demonstrando o impacto (social, tecnológico, financeiro e empresarial) das suas criações.

 

Mas Danny Boyle e Sorkin não querem fazer um filme “tecnológico” ou “empresarial”.

“Steve Jobs” filia-se no molde mais clássico do human drama.

Ao filme e aos seus criadores interessam mais o homem que o tech-business man.

“Steve Jobs” acaba por ser um drama sobre um homem, genial na sua performance profissional, mas cheio de bugs na sua vida pessoal.

Ao confrontar Jobs com os seus defeitos e necessidade de upgrade emocional, o filme acaba por mostrar alguma da essência do drama sobre uma pessoa. A relação de Jobs com a filha Lisa (que inspiraria um computador com o seu nome) é a grande força emocional e humana do filme, conseguindo ser uma das mais pungentes e comoventes relações do cinema recente.

 

Como se fosse pouco, a narrativa também tem um sólido alicerce numa tensa, conflituosa e sentimental relação profissional-pessoal (Jobs e a sua eterna assistente Joanna).

Steve Jobs - screenshot 8

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Steve Jobs - screenshot 9

Michael Fassbender está absolutamente estupendo, num daqueles registos tão naturais e intensos que chegam a ser bigger than life. Ao vermos Fassbender, acreditamos que Steve Jobs era mesmo assim.

Uma interpretação magistral que lhe valerá (muitos) prémios, certamente (hello Oscar).

Kate Winslet merece também muitos elogios, na criação da sua devota, consciente e moralizante assistente.

(atenção ao seu incrível registo camaleónico)

Boa nota também para as três meninas que interpretam Lisa, em diferentes idades e diferentes emoções – Perla Haney-Jardine, Ripley Sobo, Makenzie Moss.

Steve Jobs - screenshot 7

Danny Boyle dirige com energia (as cenas decorrem em real time), dinâmica (atenção à cena de discussão entre Jobs e John Sculley), mas sempre atento à intimidade dos personagens (os momentos entre Steve e Lisa, as discussões entre Steve e Joanna).

 

Um brilhante e elucidativo olhar sobre a figura mais marcante na tecnologia “popular” do final do Século XX e neste pedaço de XXI.

 

Um dos melhores filmes de 2015.

 

“Steve Jobs” já está nas salas portuguesas.

Steve Jobs - screenshot 10

 

Realizador: Danny Boyle

Argumentista: Aaron Sorkin, a partir do livro de Walter Isaacson

Elenco: Michael Fassbender, Kate Winslet, Seth Rogen, Jeff Daniels, Michael Stuhlbarg, Katherine Waterston, Perla Haney-Jardine, Ripley Sobo, Makenzie Moss, Sarah Snook, John Ortiz

 

Site – http://www.stevejobsthefilm.com/?redirect=off

 

Orçamento – 30 milhões de Dólares

Bilheteira (até agora) – 17 (USA); 20 (mundial)

Steve Jobs - screenshot 5

David Fincher (realizador de “The Social Network”) era o realizador pensado. Mas as suas exigências (um salario de 10 milhões de Dólares mais o total controlo criativo sobre o filme) levaram a que o estúdio o rejeitasse.

Christian Bale chegou a ser o preferido de Fincher, como protagonista.

George Clooney, Ben Affleck, Matt Damon e Bradley Coopper também foram ponderados.

Leonardo DiCaprio chegou a ser convidado (o actor já tinha trabalhado com Danny Boyle – “The Beach”), mas recusou (preferiu fazer “The Revenant”, de Alejandro González Iñárritu – estreia em Dezembro).

Sorkin queria Tom Cruise para interpretar Steve Jobs.

O argumento tinha lugar para a esposa de Jobs, Laurene Powell. Natalie Portman e Jessica Chastain foram sondadas, mas recusaram. A personagem acabou por ser eliminada e deu-se mais relevo à secretária de Jobs.

 

Kate Winslet soube da produção de “Steve Jobs” através da sua caracterizadora em “The Dressmaker” (estreia no nosso país dentro de semanas). A actriz ficou curiosa pelos nomes envolvidos (Sorkin, Boyle e Fassbender) e sondou detalhes sobre a personagem feminina protagonista. Enviou uma fotografia (com uma peruca preta) a Boyle e foi logo convidada.

 

Filmado em sequência.

O filme foi filmado em 16mm, 35mm e em digital. Essa evolução visual permite ilustrar também os avanços tecnológicos da Apple.

Michael Fassbender memorizou todo o guião (de 180 páginas).

 

Steve Wozniak (o co-fundador da Apple) foi o consultor do filme.

Sorkin nunca conheceu Jobs, mas conversou com ele um par de vezes, via telefone.

 

Seth Rogen conheceu Wozniak (é o personagem interpretado pelo actor).

 

É o terceiro filme sobre Steve Jobs, depois de “Pirates of Silicon Valley” (1999) e “Jobs” (2013).

Apple -logo

Sobre a Apple

http://www.apple.com

http://www.apple.com/pt/

Steve Jobs

Sobre Steve Jobs

http://allaboutstevejobs.com/

 

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