007: Quantum of Solace (2008)

Quantum of Solace - Poster 4

 

The man is back, with a vengeance.

 

A saga continua, depois da brilhante reformulação e regresso às origens com o fabuloso “Casino Royale” (provavelmente, o melhor filme da saga 007), com a arriscada mas certeira aposta em Daniel Craig (provavelmente, o melhor James Bond de sempre) que soube trazer o Bond conforme foi verdadeiramente criado pelo seu criador, Ian Fleming.

Este “Quantum of Solace” é menos uma sequela e mais uma continuação.

(um pormenor interessante, pois se olharmos para o passado da saga, cada título é sempre autónomo)

 

A história arranca minutos depois do final de “Casino Royale” (convém ter a memória fresca ou revê-lo).

No final desse filme, Bond fere um inimigo, líder de uma organização terrorista e principal responsável pela morte de Vesper Lynd, aquela que foi a grande paixão do agente. A “vítima” é levada para interrogatório e confessa pertencer a uma misteriosa organização denominada de Quantum of Solace, com vários elementos espalhados pelo mundo, em diversas e poderosas organizações, incluindo governos. Sem saber em quem confiar e cego pelo desejo de vingança, Bond ignora todos os protocolos e inicia a sua própria cruzada.

Quantum of Solace - screenshot 6

Não é a primeira vez que Bond age por sua conta e risco, à margem do sistema.

No último acto de “On Her Majesty´s Secret Service” (1969), Bond faz parceria com o seu futuro sogro, líder de uma organização mafiosa, para resgate da sua noiva (depois vítima de um trágico destino).

Em “License to Kill” (1989), Bond procura vingança sobre um barão da droga que matou a esposa de um amigo seu e deixou este ferido.

Quantum of Solace - screenshot 18

Na época, prometeu-se/garantiu-se que “Quantum of Solace” era o mais brutal e violento de toda a saga. Desmentiam-se assim (e ainda bem) alguns boatos que surgiram na net, logo após o início das filmagens, que apontavam que esta nova aventura seria mais light e plena de humor.

 

Para a história da saga, ficam a sua duração (106 minutos, o que faz dele o filme mais curto de toda a saga) e o seu orçamento (mais de 200 milhões de Dólares, o mais caro de sempre – até ao recente “SPECTRE”, que atinge os 300).

 

Uma das fortes apostas para “Quantum of Solace” era Dan Bradley, um dos mais prestigiados stunt coordinator e second unit director da actualidade. Por ele passaram as ideias e a execução das cenas de acção dos episódios 2 e 3 da saga “Spider-Man” e toda a saga “Jason Bourne”. Bradley prometia cenas de acção absolutamente fantásticas e vertiginosas, que elevariam a fasquia da saga e do género.

 

O realizador Marc Forster era uma curiosa aposta. Forster tinha no seu curriculum um conjunto de obras muito interessantes (“The Kite Runner”, “Finding Neverland”, “Monster’s Ball”), mas todas elas isentas de espectáculo, dando mais relevo aos argumentos, às emoções, aos actores e aos personagens.

Os trailers indiciavam que se tinha saído bem neste registo mais actioner, mas todos referem a importância que Forster também quis dar aos personagens, nomeadamente a Bond e à revelação do seu lado mais negro, sem que com isso perdesse a sua humanidade.

Quantum of Solace - screenshot 11

Perante a excelência de “Casino Royale”, muito se esperava para esta sequela (“Quantum of Solace” inicia-se logo a seguir ao final de “Casino Royale” e procura continuar/concluir detalhes do filme original).

Tal como no filme original, novidades e mudanças.

Mas…

Quantum of Solace - screenshot 8

 

O nome dele é Bond… James Bourne

 

Depois da perfeição atingida com “Casino Royale” (provavelmente, o melhor filme da saga, uma verdadeira referência sobre como fazer um excelente filme sobre 007), “Quantum of Solace” tinha uma meta algo inalcançável.

 

“Quantum of Solace” é um produto (muito) desequilibrado.

Há coisas boas e muito boas, mas há também coisas muito más e que se deveriam (havia essa obrigação) ter evitado (precisamente devido ao excelente modelo que foi “Casino Royale”, que deveria ter sido usado como “sala de aula” para os autores deste novo episódio).

Quantum of Solace - screenshot 13
Comecemos pelas más.

 

As cenas de acção, ainda que espectaculares e com estonteantes coreografias, estão sobre-editadas. Tudo acontece de modo excessivamente rápido e quase imperceptível. Dá a sensação que não se distinguiu acção e confusão (vejam-se a perseguição automobilística, a luta que finaliza a perseguição pelos telhados de Siena, a luta final com o vilão). A produção convocou os serviços de Dan Bradley, autor das cenas de acção da saga “Jason Bourne”, uma saga que reformulou o action cinema moderno, mas que contou com algumas críticas face à montagem (o trabalho de Bradley pelos episódios 2 e 3 da saga “Spider-Man” nada tem de atabalhoado). Esta nova aventura de 007 tem momentos em que mais parece um episódio do agente sem memória do que do agente britânico. Dir-se-ia que a saga 007 volta a imitar os seus imitadores (como já tinha acontecido no final da fase Sean Connery, o início da fase Roger Moore e quase toda a fase Pierce Brosnan – todos são os pontos mais baixos da saga). Dir-se-ia que os produtores não gostaram do tom clássico e elegante de Martin Campbell (autor de “Casino Royale” e de “Goldeneye” – este, “por acaso”, o melhor da fase Brosnan).

Quantum of Solace - screenshot 9

As Bond-Girls são do pior. Puramente acessórias. Uma (Gemma Arterton, muito querida, mas desperdiçada) só lá está para justificar a habitual (e imprescindível) cena de cama entre Bond e a menina, e nem chega a ser uma personagem (uma gafe que também ocorreu em “Casino Royale”, com a primeira Bond-Girl). A dita Bond-Girl protagonista, para além de algo inexpressiva (Olga Kurylenko é bonita e sensual, mas só isso não chega) é redundante face a Bond e à narrativa, dado que é movida pelos mesmos motivos e objectivos de Bond (ainda que vise um personagem diferente). Os autores esqueceram o (magnífico) trabalho de Eva Green em “Casino Royale” e a personagem que lhe criaram – a Bond-Girl perfeita e verdadeiramente referencial.

Quantum of Solace - screenshot 15

Quantum of Solace - screenshot 17

Os personagens secundários são tratados com desleixo. Félix Leiter parece inimigo de Bond e René Mathis recebe um destino injusto e cruel – o que é pena, pois a sua relação com Bond tinha imenso potencial em futuros filmes.

A canção é muito fraca e parece um daqueles irritantes temas hip-hop que tanto tem caracterizado (pela negativa) o cinema de acção contemporâneo.

Toda a primeira metade do filme decorre a um ritmo precipitado, com as pistas a surgirem a Bond numa “bandeja”. Parece mais um argumento de uma fita de Van Damme ou Steven Seagal.

Imensas gafes a rever e a corrigir no próximo filme.

(contudo, nem tudo aconteceu assim em “Skyfall”)

Quantum of Solace - screenshot 14

 

Mas vamos às coisas boas.

 

Boa música de David Arnold (que parece que ganhou o lugar, com cinco filmes seguidos – “Tomorrow Never Dies”, “The World Is Not Enough”, “Die Another Day” e “Casino Royale”). Sabe conciliar as exigências da modernidade com a elegância dos (bons) tempos do (grande) John Barry.

Um vilão à medida dos melhores da série. Elegante, poderoso, bem-falante, com projectos de domínio mundial.

O filme tenta focar a relação entre Bond e M. Judi Dench tem mais tempo de antena. Os diálogos entre os dois são muito bons.

O argumento procura evoluir Bond e evidenciar mais o seu lado negro e violento. Ao longo de todo o filme, Bond é uma autêntica máquina de matar (o body count é muito elevado, com Bond a eliminar tudo o que de nocivo lhe aparece pela frente), deixando a dúvida se o faz por prazer, pelo dever ou pela motivação da vingança. O filme mostra também a luta interior de Bond, entre o assumir o quanto ficou ferido devido à forma como terminou a sua história de amor com Vesper e o quanto a amou, e o seu orgulho em considerar todos esses eventos como banais.

Quantum of Solace - screenshot 20

Por fim, o melhor do filme – Daniel Craig. Craig volta a demonstrar que a sua escolha não foi por acidente, nem os enormes elogios à sua performance no filme anterior foram por acaso. Craig É Bond e incarna na perfeição o personagem com as variantes que a produção lhe quis dar nesta nova fase. Craig ilustra bem a imensa raiva que o personagem carrega.

 

Tudo somadinho, o filme mostra boas intenções (a relação entre 007 e M, a dedicação de Bond ao seu trabalho, a raiva assassina que Bond traz consigo devido às consequências de “Casino Royale” e os efeitos que tal tem em quem se aproxima dela), mas falha em muitas (uma mais profunda abordagem da dor e raiva de Bond, a “presença” de Vesper).

 

Não posso deixar de ver este “Quantum of Solace” sem pensar no subestimado “License to Kill” (1989, o último da fase Timothy Dalton). Comum a ambos, Bond em busca de vingança, com métodos e atitudes semelhantes (ou ainda mais implacáveis) às dos seus inimigos. Se em “License to Kill”, Dalton (um Bond a redescobrir e a reavaliar, com urgência) não vê na qualidade do seu trabalho a devida cumplicidade do realizador e argumentistas, em “Quantum of Solace” Craig recebe alguma (apesar dos erros cometidos a nível de argumento e realização). Mas ainda não é desta que se faz o definitivo filme sobre Bond enquanto loose cannon.

 

É visível que os responsáveis não quiseram fazer um “Casino Royale 2”, não quiseram mais do mesmo. Quiseram mudar, inovar, revolucionar. OK, algumas coisas foram conseguidas, mas deveria ter havido um pouco mais de ponderação e empenho noutras.

Quantum of Solace - screenshot 16

“Quantum of Solace” não é um enorme erro, nem um completo disparate cinematográfico, mas é grande passo atrás na saga. Tem erros crassos que não se perdoam (repito, “Casino Royale” é um modelo como fazer um excelente filme Bond), mas salva-se devido à excelência do seu protagonista.

 

Este episódio veio algo stirred. Esperemos que o próximo seja shaken.

 

Vê-se bem.

Como um revenge actioner, vê-se até muito bem.

Como um Bond Film, parece mais uma bebida barata de supermercado, em vez de um cocktail sofisticado ao bom gosto de 007.

 

“Quantum of Solace” tem edição portuguesa e anda a bom preço.

Quantum of Solace - screenshot 22

 

Realizador: Marc Forster

Argumentistas: Paul Haggis, Neal Purvis, Robert Wade, a partir do personagem criado por Ian Fleming

Elenco: Daniel Craig, Olga Kurylenko, Mathieu Amalric, Judi Dench, Giancarlo Giannini, Gemma Arterton, Jeffrey Wright, Jesper Christensen, Rory Kinnear, Tim Pigott-Smith

 

Trailers

 

Site – http://www.quantumofsolace.com/

Site de James Bond – http://www.007.com/

Sobre Ian Fleming – http://www.ianfleming.com/

 

Orçamento – 200 milhões de Dólares

Bilheteira – 168 (USA); 586 (mundial)

Quantum of Solace - Poster 1

A canção ficou a cargo da dupla Alicia Keys & Jack White.

Chama-se “Another Way to Die”.

Ei-la:

O videoclip

 

No genérico do filme

 

Quantum of Solace - Poster 2

“Melhor Thriller”, nos Prémios Empire 2009.

Esteve nomeado para “Melhor Thriller”, nos Prémios Saturn 2009. Perdeu para “The Dark Knight”.

“Melhor Música”, nos Prémios BMI 2009.

“Melhor Canção”, pelos críticos de Las Vegas 2008 e nos Prémios Satellite 2008.

Quantum of Solace

“Quantum of Solace” é o título de uma short story de Ian Fleming para James Bond. Já só restam “The Property of a Lady”, “The Hildebrand Rarity”, “Risico” e “007 in New York”.

 

A pré-produção deste filme começou ainda antes das filmagens de “Casino Royale”.

Daniel Craig achou que “Casino Royale” tinha sido uma brincadeira, perante as exigências físicas que o novo filme lhe fez. O actor feriu-se por três vezes (no rosto, no ombro e na mão).

Craig chegou a usar 420 peças de roupa. Alguns dos fatos tinham nove versões, consoante a cena.

Marc Forster foi recomendado por Craig, fã do trabalho do realizador.

Forster torna-se o primeiro realizador da saga que não tem nacionalidade inglesa ou de um país da Commonwealth.

Forster achava que Judi Dench tinha estado muito sub-aproveitada nos filmes anteriores e quis que ela tivesse mais presença neste filme.

Quantum of Solace - screenshot 23

É o primeiro filme da saga que funciona como uma continuação directa face ao filme anterior. Mas pode-se ver uma certa continuidade entre o final de “On Her Majesty´s Secret Service” (1969, o único filme onde George Lazenby interpreta 007) e a cena incial de “Diamonds Are Forever” (1971, com Sean Connery a regressar ao personagem) – o final do primeiro filme é em tragéda e o início do filme seguinte pode ser visto como a vingança de Bond.

Michael G. Wilson (produtor do filme) começou a conceber a história durante as filmagens de “Casino Royale”.

Paul Haggis entregou a sua reescrita do argumento duas horas antes da greve dos argumentistas. Mesmo assim, alguns ajustes tinham de ser feitos. Perante a indisponibilidade dos argumentistas, esses ajustes foram feitos por Forster e Craig.

Quantum of Solace - screenshot 1

Inicialmente, o argumento não visava ser uma continuação a “Casino Royale”. Mas perante a greve dos argumentistas, acabou por se optar por tal solução criativa.

Numa primeira versão do argumento, Bond descobria que Vesper tinha um filho e que este tinha sido raptado pela organização.

Felix Leiter ia ter mais tempo de antena, mas tudo foi alerado devido às reescritas do argumento.

Bruno Ganz (pretendido por Forster) recusou ser o vilão.

Paul Haggis e Roger Michell recusaram a relização.

Abbie Cornish, Carice van Houten, Mischa Barton, Juliette Lewis, Fernanda Lima, Juliana Paes, foram sondadas como a Bond-Girl.

Falou-se que Al Pacino iria surgir no final do filme, como o líder máximo da organização, num equivalente contemporâneo a Ernst Stavro Blofeld (o líder da clássica SPECTRE).

Quantum of Solace - screenshot 2

É o mais curto filme da saga – 106 minutos. É o primeiro filme da saga, depois de “Tomorrow Never Dies” (1997) a ter uma duração inferior a 2 horas.

Depois de “Dr. No” (1962), “On Her Majesty`s Secret Service” (1969); “Octopussy” (1983) e “Casino Royale” (2006), “Quantum of Solace” é mais um filme da saga em que a canção principal não tem o título do filme.

Primeiro filme onde vemos James Bond bêbado – é na cena do bar do avião.

É o primeiro filme da saga a ter quatro perseguições – automobilística, a pé, de barco e de avião.

Pela primeira vez na saga, a passagem de Bond pelo gun barrel fica para o final. Tal momento é o primeiro em que Daniel Craig o executa de forma tradicional. O feito em “Casino Royale” era inserido na cena que antecedia.

Felix Leiter é um personagem recorrente da saga (“Dr. No”, em 1962; “Goldfinger”, em 1964; “Thunderball”, em 1965; “Diamonds Are Forever”, em 1971; “To Live and Let Die”, em 1973; “The Living Daylights”, em 1987; “License to Kill”, em 1989), mas muda sempre de rosto. Só com David Hedison é que repetiu o actor (“To Live and Let Die”, em 1973; “License to Kill”, em 1989). Jeffrey Wright torna-se assim o primeiro actor a interpretar Leiter de forma seguida.

Mr. White (Jesper Christensen) torna-se o terceiro vilão a ser interpretado pelo mesmo actor. Os outros foram Jaws (Richard Kiel, em “The Spy Who Loved Me” e em “Moonraker”, em 1977 e 1979) e Ernest Stavro Blofield (Anthony Dawson em ”From Russia With Love e “Thunderball”, em 1963 e 1965; Dawson só dava voz, pois nunca se via o seu rosto).

Mathieu Amalric é o quarto actor francês a fazer de vilão na saga, depois de Michael Lonsdale (“Moonraker”, em 1979), Louis Jourdan (“Octopussy”, em 1983) e Sophie Marceau (“The World Is Not Enough”, em 1999).

Gemma Arterton aparece “banhada” de uma forma que recorda uma vítima em “Goldfinger” (1964). Foi essa a primeira cena que a actriz filmou.

O filme iria concluir com a confrontação definitiva entre Bond e Mr. White. A cena foi eliminada, mas consta nas edições DVD e BR. Mr. White regressa em “SPECTRE”.

É o segundo filme onde Bond não mata o vilão e onde termina sem a Bond-Girl.

Terceiro filme onde Bond é suspenso das suas actividades no MI6, depois de “License to Kill” (1989) e “Die Another Day” (2002).

 

O vilão inspira-se em … Nicolas Sarkozy.

O filme obrigou ao uso de 200.000 balas – para testes, treino e filmagens.

Agentes do MI6 e da Mossad participaram como consultores.

Quantum of Solace - screenshot 5

Dan Bradley foi chamado como Second Unit Director, devido ao seu aclamado trabalho na saga “Jason Bourne”, nomeadamente “The Bourne Supremacy” (2004) e “The Bourne Ultimatum” (2007). Curiosamente, o Second Unit Director de “Casino Royale” (Alexander Witt) tinha essa função em “The Bourne Identity” (2002), o início da saga de Bourne.

Gary Powell, um dos duplos do filme, já anda na saga desde a fase Pierce Brosnan e tem acompanhado a fase Daniel Craig. Mas Gary tem membros da sua família ligados à saga – o pai (Nosher Powell) e o tio (Dinny Powell) trabaharam nas fases Sean Connery e George Lazenby; o irmão Greg Powell trabalhou nas fases Roger Moore e Timothy Dalton.

 

Paul McCartney (que já tinha escrito a canção para “To Live and Let Die”) foi convidado para escrever a canção, mas recusou. Paul sugeriu Amy Winehouse. Amy chegou a gravar uma demo, mas tudo ficou cancelado devido aos problemas pessoais da cantora.

Pela primeira vez na saga, a canção vem cantada por duas pessoas.

Quantum of Solace - screenshot 3

A perseguição automobilística (na zona do Lago di Garda) exigiu meses de preparação e 8 semanas de filmagens. 40 duplos (6 para Craig), 7 Aston Martin DBS e 8 ALFA Romeo 159. Iam ser três ALFA Romeo a perseguir o Aston Martin, mas o realizador considerou a cena demasiado longa e editou-a de forma a parecer que Bond é perseguido por dois carros.

A cena

A perseguição pelos telhados de Siena foi mesmo filmada na povoação. Chegou-se à conclusão que seria mais barato assim do que uma reconstituição em estúdio. Mesmo assim, houve que gastar 1 milhão de Euros em gruas (para as câmaras de filmar), arranjo dos telhados e contratação de 300 extras. Usaram-se 14 câmaras e teve que se recriar a corrida de Palio, um evento muito poplular em Siena. O momento em que Bond e o seu inimigo lutam pelo acesso a uma arma, estando preso por cordas, foi ideia de Forster, pois o argumento indicava que ambos continuavam em corrida pelos telhados.

A cena

A confrontação final foi filmada em estúdio (os Pinewood), ocupou 12 dias de filmagens e 54 explosões.

A cena

 

O prestigiado designer Tom Ford ficou encarregue dos fatos de Craig.

Como sempre na saga, desfile de (bons) carros – Aston Martin BDS, o novo Ford Ka (o filme fazia a primeira apresentação mundial, antes de ir para os stands), Alfa Romeo 159.

Como sempre na saga, desfile de marcas – Aston Martin, Ford, Volvo, Range Rover, Corgi, Sony, Omega, Swatch, Coca-Cola, Smirnoff, Bollinger, Virgin Atlantic Airlines, Heineken, Avon, Tom Ford.

Eis o Omega usado por Craig

http://watches.infoniac.com/omega-seamaster-watch-limited-edition-quantum-solace.html

Como sempre na saga, as filmagens decorrem em diversos locais do mundo, sempre como um bom aperitivo turístico – Chile (o deserto de Atacama), Panamá, México, Inglaterra, Áustria, Espanha (Madrid) e (já é uma zona favorita da saga – “From Russia With Love”, “Moonraker”, “Casino Royale”) La Bella Italia (a Tuscana, Lago di Garda, a Lombardia, Verona, Siena).

Quantum of Solace - screenshot 4

Cameos

Oona Chaplin (neta de Charles Chaplin) – recepcionista do hotel.

Alfonso Cuarón (realizador mexicano – “Gravity”) – piloto de helicóptero.

Guillermo del Toro (cineasta mexicano – “EL Laberinto del Fauno) – dá voz a um personagem.

Michael G. Wilson (produtor do filme) – o homem que lê o jornal quando Bond pousa uma mala no balcão.

Brianna Meighan – uma menina vista na festa.

Robert Braithwaite – capitão do barco.

 

Na época, era o mais caro Bond Film de sempre.

 

Roger Moore voltou a elogiar a performance de Craig, mas desdenhou a montagem do filme, considerando-a demasiado acelerada e não permitindo que o espectador tivesse uma maior percepção das coisas e dos acontecimentos.

 

Um dossier sobre James Bond

http://www.empireonline.com/features/bond/

 

James Bond – os livros face aos filmes

http://www.empireonline.com/movies/features/james-bond-page-screen/

 

Um (divertido, inteligente e engenhoso) spot da Heineken, alusivo a “Quantum of Solace”

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