Anthony Zimmer (2005)

Anthony Zimmer - Poster 1

Sophie Marceau seduz(-nos) nesta preciosidade vinda do cinema francês, que nos devolve o prazer do entretenimento sofisticado de outros tempos.

 

Anthony Zimmer é o homem mais procurado pela polícia francesa.

Só que ninguém sabe onde ele anda e qual o seu rosto. Mas podem chegar a ele através de Chiara, a sua aliada e amante.

Contudo, ela já anda em campo por instruções do seu amo.

Num comboio, Chiara seduz o casual François Taillandier.

O que parecia ser um simples jogo de sedução, transforma-se num jogo de vida e de morte. Taillandier é confundido por Zimmer e torna-se alvo das autoridades e dos inimigos de Zimmer.

Como escapar?

Anthony Zimmer - screenshot 4

Alfred Hitchcock fez escola. Pelo seu estilo, forma de filmar e dirigir, pelos temas e por um (sub-)género de suspense.

O que ficou mais visível foi um modelo de suspense thriller sempre abordado pelo Cinema (de várias nacionalidades), ao longo de todo este tempo “pós-Hitchcock” – a alhada de um homem normal metido em circunstâncias extraordinárias que o ultrapassam, deixam sujeito a diversas manipulações, perigos e mistérios.

Anthony Zimmer - screenshot 2

“Anthony Zimmer” parece um (muito bem conseguido, diga-se) remake de “North by Northwest” (um dos mais sinuosos, surpreendentes, estilizados, elegantes, imparáveis e divertidos filmes de Hitchcock).

Mais uma vez, temos os temas do homem confundido, do duplo, da identidade, a surpresa à volta de quem é quem, a revelação de um mistério rebuscado, sem esquecer a presença da mulher misteriosa, fascinante e manipuladora.

Muito bem conseguida é a filiação e a veneração às regras (que aqui se mostram bem aprendidas) “ensinadas” por Hitchcock:

  • Parte da acção passa-se num comboio.
  • O efeito MacGuffin (aqui não é um objecto, mas um nome e uma pessoa)
  • O poder de fascínio, surpresa e perigo, vindos da mulher protagonista.
  • Os detalhes (a forma como se revela a protagonista; a sua chegada à estação e ao comboio; a forma como se revela quem é quem)
  • O guarda-roupa feminino.
  • O ar elegante do filme.

Anthony Zimmer - screenshot 1

O resultado é um suspense thriller muito bem contado (elogia-se a economia narrativa – o filme dura pouco mais de 80 minutos), elegante, trepidante, envolvente, deixando sempre o espectador na dúvida sobre o que se passa e quem é quem, retomando uma certa tradição old fashioned do modelo do género à 60s e 70s.

Brilhante reviravolta final, capaz de surpreender muita gente, com efeito estonteante na narrativa, nos personagens e nas suas relações.

 

Óptima fotografia, a ilustrar todo o deslumbre da Côte d`Azur.

Anthony Zimmer - screenshot 8

Anthony Zimmer - screenshot 7

Anthony Zimmer - screenshot 3

Yvan Attal sai-se muito bem como o homem banal metido numa trapalhada maior que a sua imaginação.

Sophie Marceau domina, com todo o seu encanto, beleza, charme e poder de sedução, mas plena de frieza, mistério e fascínio.

A química entre ambos resulta muito bem, oferecendo permanentemente surpresas um ao outro.

Anthony Zimmer - screenshot 10

Anthony Zimmer - screenshot 11

Um excelente, elegante e envolvente entretenimento.

 

Muito recomendável.

 

“Anthony Zimmer” tem edição portuguesa e o seu preço já nada tem de misterioso.

Anthony Zimmer - screenshot 12

Realizador: Jérôme Salle

Argumentista: Jérôme Salle

Elenco: Sophie Marceau, Yvan Attal, Sami Frey, Gilles Lellouche, Daniel Olbrychski, Samir Guesmi

Orçamento – 11 milhões de Euros

Bilheteira – 6.3 milhões de Dólares (mundial)

Trailer

Anthony Zimmer - screenshot 6

Esteve nomeado para “Melhor Primeiro Filme”, nos Césars 2006.

Anthony Zimmer - screenshot 5

Filmado em Nice e nos arredores.

Apesar de interpretar uma mulher sedutora, Sophie Marceau não se considera uma mulher com tal capacidade.

“Anthony Zimmer” não foi um gigantesco sucesso, mas ganhou estima em pequenos círculos de público e crítica, pela Europa.

“Anthony Zimmer” seria alvo de um remake Hollywood – “The Tourist” (2010), realizado por Florian Henckel von Donnersmarck, com Johnny Depp, Angelina Jolie, Paul Bettany, Steven Berkoff, Timothy Dalton, Rufus Sewell e Raoul Bova. Foi um simpático sucesso nas bilheteiras, mas teve má recepção crítica.

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